Redação da Unicamp: Como mandar bem

Além de se preparar para as questões, os estudantes que desejam ingressar na principal universidade de Campinas precisam treinar para a redação da Unicamp. Ela acontece logo no primeiro dia da segunda etapa do processo, sendo considerada por muitos, uma das etapas mais difíceis do vestibular.
Essa percepção ocorre porque, diferentemente de outros exames, os candidatos devem produzir dois textos e não apenas um. No mesmo dia, eles ainda respondem questões dissertativa de gramática e literatura. Quer saber como se preparar para fazer um bom texto? Confira as nossas dicas!

Como é a redação da Unicamp

A proposta de redação, normalmente, se dá por meio de dois textos com gêneros textuais diferentes. Isso é surpresa! O candidato não consegue saber com antecedência quais serão os gêneros cobrados.
Diferentemente dos vestibulares convencionais, que escolhem sempre o gênero dissertativo-argumentativo, a redação da Unicamp pode contar com gêneros como carta, relato, dissertação expositiva, narração, resumo, artigo e outros. Por isso, o candidato precisa ter versatilidade para escrever de diversas formas.
Cada um dos textos vale 24 pontos, somando 48 pontos finais. A nota da redação equivale a 20% da nota final da prova. Ou seja, o vestibulando deve estar preparado para mandar bem nessa etapa e aumentar as chances de conquistar a vaga.

Dicas para fazer a redação da Unicamp

O tema da redação da Unicamp sempre é uma surpresa para os candidatos. Mas existem algumas dicas que podem ajudar você a estar mais preparado e seguro na produção do seu texto. Confira!

Leia muito

É muito importante se inteirar sobre o mundo ao seu redor. Leia bastante, procure por notícias recentes, certifique-se sobre a situação política do mundo e as questões ambientais.
Entenda sobre os principais problemas que os jovens enfrentam atualmente, como a tecnologia tem avançado positivamente ou negativamente em prol da vida humana, contexto político atual.
Enfim, essa contextualização sobre o mundo vai te ajudar a construir um repertório rico para a produção dos textos. Com certeza, isso vai fazer com que os temas se tornem mais simples.

Atente-se para a proposta

A proposta da redação deixa bem claro o que deve conter no seu texto. Leia atentamente e siga à risca o que a proposta solicita. O texto que não respeita a proposta é zerado e anulado.

Desenvolva uma boa argumentação

Uma boa argumentação contará muitos pontos na correção do seu texto. Portanto, evite argumentos baseados no senso comum e lembre-se de que a argumentação é válida quando se defende um ponto de vista.
Caso contrário, será apenas uma exposição de informações. Use citações e referências verídicas para fortalecer seus argumentos, evitando sempre o uso de clichês.

Quais foram as últimas propostas

Quer ter uma ideia de como a Unicamp já cobrou a redação? Segue abaixo, uma lista com os gêneros propostos nos últimos anos de prova:

Critérios de correção

Fique atento aos critérios de correção. Eles são aplicados a todas as propostas de redação, independentemente do gênero solicitado. A Unicamp cobra dos participantes os seguintes aspectos:

  • norma padrão e registro adequado: avalia-se a linguagem utilizada no texto, bem como os desvios gramaticais e se há a adequação da linguagem à proposta (ex.: comentário de internet exige-se menos formalidade em relação a uma carta às autoridades);
  • tema e proposta: é avaliado se o vestibulando cumpriu com a proposta solicitada e se respeitou o tema proposto;
  • gênero e interlocução: a avaliação é feita sobre a adequação ao gênero e se a interlocução foi considerada (interlocutor: a quem se dirige o seu texto);
  • leitura: o corretor irá avaliar se a produção escrita estabelece uma conexão com a coletânea textual disponibilizada na prova, pois a utilização da coletânea é obrigatória,
  • progressão textual: avalia-se a articulação entre as partes do texto e se existe um bom repertório de recursos coesivos usado pelo candidato.

Agora que você já sabe tudo sobre a redação da Unicamp, vamos ver uma aula de redação do Kuadro?

Língua Portuguesa no ENEM: O que estudar?

O Exame Nacional do Ensino Médio está cada vez mais concorrido. Por isso, muitos temem deixar algum conteúdo importante para trás na hora dos estudos. No caso da Língua Portuguesa no Enem, é fundamental ter atenção, pois essa matéria corresponde a mais de 60% do conteúdo de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias.
Mas, não se preocupe! Nós reunimos os principais tópicos cobrados nessa disciplina. Tudo isso para ajudar você a revisar os conteúdos mais importantes para a prova.

Como é a Língua Portuguesa no Enem?

A disciplina de Língua Portuguesa no Enem faz parte da prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, aplicada no primeiro dia do exame. Nessa parte, o candidato deve estar preparado para conteúdos de Gramática, Literatura e Interpretação de texto.
Portanto, todos esses aspectos da Língua Portuguesa devem ser colocados no cronograma de estudos. Confira o que mais costuma cair em cada um desses conteúdos!

Literatura

As questões de literatura, assim como grande parte da prova de Português no Enem, exigem uma capacidade de interpretação textual do candidato. Isso significa que você deve sim estudar os tópicos mais importantes. Mas a interpretação de texto vai te ajudar muito em grande parte da prova.
Sendo assim, você precisa estar atento a:

  • Escolas literárias: Romantismo, Realismo, Modernismo e outras. Tenha atenção especial para o Movimento Modernista que aparece em grande parte das questões. Esse tema costuma sempre estar relacionado a nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e muitas outras referências da nossa literatura. Aliás, é muito importante estudar também os principais autores e obras,
  • Vanguardas Europeias: Futurismo, Cubismo, Surrealismo e outras. Esse tópico é super importante, provavelmente você vai encontrá-lo não só em Português, como em História ou Arte. Vale a pena estar por dentro desse conceitos.

Interpretação de Texto

As questões de interpretação de texto estão entre as matérias que mais caem no Enem. Para resolvê-las, é necessário que o estudante domine aspectos como:

  • Figuras de Linguagem: metonímia, ironia, eufemismo, metáfora, antítese, etc. Esses são recursos da linguagem que nos permitem compreender o conteúdo da mensagem emitida de várias formas diferentes, além de emiti-las com mais expressividade. Isso tudo influencia diretamente na sua interpretação sobre o texto;
  • Gêneros Textuais: Conhecer e saber identificar os gêneros textuais, bem como sua estrutura e principais características, vão aumentar a sua capacidade de interpretação e te ajudar a mandar muito bem nas questões,
  • Funções da Linguagem: você vai estudar sobre a multiplicidade da linguagem por meio da Função Poética, Denotativa, Emotiva, Conativa, Fática e Metalinguística.

Gramática

As questões de gramática no Enem não são super frequentes, mas quando aparecem na prova, estão sempre ligadas a esses tópicos:

  • Norma Culta e Norma Popular: A diferença e uso das normas da língua estão sempre mencionadas nos textos do Enem. Por isso, é bem legal você estar por dentro desse assunto, pois vai te ajudar também na hora de responder às questões de interpretação de texto;
  • Variação Linguística: A variação linguística tem estado mais presente nos últimos anos de Enem, abordando temas relacionados ao preconceito linguístico e também ao uso da linguagem em diferentes regiões do país. Provavelmente, é um tema que você estudou no começo do Ensino Médio — e merece uma revisão atenta para a prova,
  • Classe de Palavras: Verbo, adjetivo, pronome, advérbio e conjunções, são algumas das classes de palavras que você pode encontrar na prova. Estudar análise sintática pode ser uma boa para quem precisa retomar esse tópico para o vestibular.

Como estudar Língua Portuguesa para o Enem

Existem alguns truques de estudo e preparação que podem ajudar o aluno a ir bem em Língua Português no Enem. O primeiro deles é se dedicar bastante à leitura. O estudante deve ler os mais variados gêneros e estilos de escrita, para entender como eles se estruturam. Isso também ajudará a fazer uma boa redação no Enem.
Mesmo que o estudante seja um leitor assíduo, é importante que ele dedique um pouco de tempo para estudar as principais pegadinhas do idioma. Estudar a norma culta da Língua Portuguesa, incluindo o uso da crase e da vírgula, por exemplo, é fundamental.
Para ajudar nisso, é necessário observar o Português do Enem nas provas anteriores. Fazer exercícios que já foram cobrados é uma excelente forma de revisar o conteúdo e se preparar para o estilo de exame.
Se ainda tem dúvidas sobre Biologia, Física, Química e outras matérias, fique por dentro das novidades aqui no Kuadro. Esteja preparado para a Língua Portuguesa do Enem e todos os outros conteúdos!
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Quais os principais erros para evitar na redação do ENEM?

Como já falamos anteriormente aqui no blog, não existe uma fórmula mágica para construir a redação perfeita, mas há uma estrutura textual que deve ser seguida e alguns pontos importantes que devem ser considerados na hora de produzir o seu texto.
Vamos continuar nossos estudos sobre redação, para você mandar muito bem na redação do ENEM! No post de hoje vamos ver quais os erros mais comuns na redação desse vestibular e como evitá-los. Vamos lá? =)

A Redação do ENEM: Falta de posicionamento crítico

A redação do ENEM é um texto dissertativo-argumentativo, ou seja, espera-se a defesa de um ponto de vista sobre determinado tema. Ou seja, espera-se o candidato tomando uma posição sobre o que está sendo discutido. Esse posicionamento é baseado no conhecimento prévio sobre os acontecimentos do mundo e que contribui para a interpretação do tema. O tema muitas vezes é polêmico e dificulta o posicionamento do aluno, que acaba ficando “em cima do muro”.
Uma maneira de evitar esse erro é analisando todos os possíveis pontos de vistas sobre o assunto. Faça isso pensando nos prós e contras do tema e somando isso ao seu conhecimento prévio. Assim fica fácil analisar qual é o ponto de vista mais sensato e facilmente argumentado sobre o assunto debatido. Antes de iniciar a redação, faça um projeto de texto, assim você avalia se seu posicionamento de fato é válido e quais argumentos usar para defendê-lo.

A Redação do ENEM: Fuga ao tema

Vestibulandos de plantão: prestem atenção no tema proposto! É muito comum encontrarmos redações zeradas no vestibular por fuga ao tema. Fiquem atentos à todas as informações disponíveis nos textos da coletânea e analisem o enunciado da proposta com muito cuidado.

Caso sinta dificuldade em compreender o que o vestibular propõe ou os textos disponibilizados para análise, reforce seus estudos em interpretação de texto. 

A redação exige essa habilidade para a leitura e dissertação do tema. Use também os textos contidos na prova de português.  Eles poderão ter mais informações sobre o assunto, fortalecendo a compreensão do tema e o desenvolvimento  do ponto de vista.

A Redação do ENEM: Informalidade

A proposta do vestibular é bem clara quanto a linguagem “padrão formal” que deve ser usada na redação. Ser formal não significa usufruir de palavras desconhecidas ao seu vocabulário ou rebuscar a linguagem até se tornar um texto arcaico.

A informalidade acontece através do uso de gírias, abreviações inadequadas e marcas de oralidade. Evite termos e expressões usadas na língua oral, como “aí”, “daí” “né”, e também abreviações como “ vc”, “td” e outras. As gírias também precisam ficar de fora! Nada de usar: “gringo”, “mano”, “cara”, “tá ligado”, ou qualquer outra expressão informal.

A Redação do ENEM: Erros ortográficos

Os erros gramaticais são super comuns na redação e fazem o vestibulando perder pontos consideráveis. Os erros considerados como “graves” são aqueles que são mais simples e que por isso não devem ser errados. Por exemplo, o uso de letras maiúsculas em nomes ou a grafia correta de palavras (como “a gente” e “agente”).

Para evitar perder pontos pela gramática, fique atento ao uso dos verbos em relação à concordância. Preste atenção também ao usar o pronome relativo “onde”, que por muitas vezes é usado de forma errada. Esteja atento ao uso da crase, da vírgula e acentuação.

Praticar a redação durante a preparação para o vestibular vai ajudar você a estar mais atento a esses erros. Escrita é prática e só melhora com o exercício contínuo de escrever.  

A Redação do ENEM: Proposta de intervenção

A proposta de intervenção é obrigatória na redação ENEM e normalmente ocasiona a perda de pontos por parte dos vestibulandos, que acabam por oferecer propostas rasas de resolução do problema. A proposta de intervenção precisa ser bem elaborada e detalhada, por isso fuja de clichês! Nada de falar sobre “conscientização das pessoas” para solucionar determinado problema,  é um dos maiores clichês da redação ENEM.

Para evitar esse tipo de erro no vestibular, fuja de propostas rasas, que são comuns de serem encontradas (os clichês). Desenvolva uma proposta elaborada que detalhe o que fazer, como fazer, os meios de se colocar em prática e os participantes da proposta.

Esses são os erros mais comuns na redação ENEM, então preste bem atenção para não reproduzir esses erros no seu texto. Leia bastante, esteja atento sobre o que acontece ao seu redor e pratique a redação! Essa é a melhor forma de garantir menos erros no dia do vestibular! 😉

Elementos da Narrativa: o tempo e o espaço

O gênero narrativo pode ser cobrado no vestibular a partir da proposta de redação ou mesmo a partir das questões de interpretação de texto, então, é muito importante você ficar por dentro de tudo sobre a construção de um texto narrativo.

Para escrevê-lo bem você precisa seguir uma estrutura específica para esse gênero textual. Por isso, é importante entender e saber utilizar os elementos da narrativa, como enredo, tempo, espaço, personagem e narrador.

No post de hoje vamos falar especificamente sobre os elementos de tempo e espaço, vamos lá?

Elemento da Narrativa: Tempo

O tempo é um elemento de construção da narração e pode estar presente no seu texto como cronológico ou psicológico.

Você precisa saber que o escritor tem todo o domínio sobre o tempo presente na narração. Isso faz toda a diferença para que você consiga desencadear os fatos da sua história.

Cronológico:

O tempo cronológico é o tempo real, é o tempo da natureza, dividido em dias, semanas, estações do ano, e etc. É o tempo marcado pelo relógio.

Esse tempo é denominado como tempo externo, justamente por estar a parte do personagem, por ser externo a ele. E também é conhecido como tempo histórico.

A construção da sua narrativa precisa de um contexto temporal. É o que permite que o leitor possa se situar sobre o momento em que aconteceu determinado fato. Isso vai ajudar você a construir a sua história de forma mais completa e clara para o leitor.

Dica: Lembre-se sempre de que o tempo cronológico é igual para todos, nós o chamamos de tempo social ou coletivo.

A marcação de tempo cronológico não precisa necessariamente aparecer como horas ou dias da semana. Ela pode ser marcada por períodos do dia (manhã, tarde) ou do ano (natal, carnaval) que indicam um tempo específico.

É muito comum que a marcação de tempo cronológico se apresente a partir de um adjunto adverbial. Veja um exemplo:

Na segunda-feira voltou o menino armado com a sua competente pasta a tiracolo, a sua lousa de escrever e o seu tinteiro de chifre; o padrinho o acompanhou até a porta. Logo nesse dia portou-se de tal maneira que o mestre não se pôde dispensar de lhe dar quatro bolos(…)”
(Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ateliê, 2000.)

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Psicológico:

O tempo psicológico é o tempo individual. Ao contrário do cronológico, não é igual para todos, cada pessoa (personagem ou narrador) sente a passagem do tempo de uma forma diferente. Isso significa que existe uma influência de emoções, situações, sentimentos, que determinam essa passagem do tempo. É um tempo interno.

Sabe quando você espera na fila da padaria e de repente 10 minutos parecem uma eternidade? E quando você quer dormir mais um pouquinho e 10 minutos passam como se fosse 1? O tempo real é o mesmo, mas as sensações daquele momento fazem você sentir que demorou mais ou que passou mais rápido. Esse é o tempo psicológico.

Ele é marcado na narrativa através de memórias e lembranças de um personagem, aparecendo como uma digressão ou um flashback. Normalmente, encontramos esse tempo em histórias com narrador onisciente (que tudo vê) ou narrador personagem (que participa da história).

O tempo psicológico é visto como um fluxo de consciência: uma imaginação, sonho ou um devaneio por parte do personagem. Como no exemplo a seguir, em que o defunto-autor relembra a sua morte:

“Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos!”  
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Elemento da Narrativa: Espaço

O espaço é um elemento muito importante para a narrativa, justamente por construir de fato a história. Através dele podemos sugerir características para os personagens e compreender ou inferir situações sociais. O espaço também serve para construir um “plano de fundo” para a história acontecer.

Em muitas narrativas o espaço pode ser dividido entre real e psicológico, assim como acontece com o elemento tempo. O espaço real é onde os personagens de fato vivem a história, estão presentes nele no momento dos fatos. Já o espaço psicológico, pode ser o espaço nas memórias do personagem, nas lembranças de determinado período ou fato passado.

A importância do Espaço

Esse elemento é tão importante para a construção de uma boa narrativa, que muitas vezes os espaço descritos nas histórias ganham uma personificação e são compreendidos como o próprio personagem.

Isso acontece na obra “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, em que o cortiço (espaço onde ocorre a história) ganha características humanas:

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo (…)”

A construção do espaço na narrativa também pode acontecer como um reflexo do interior das personagens, das emoções e sensações representadas por elas.

Por exemplo, uma cena onde é descrito que o céu está cinza e escuro, pode demonstrar um sentimento de angústia, nostalgia ou preocupação por parte do personagem e do momento na narrativa.

Dessa forma, o elemento espaço pode representar não só o cenário de uma história, mas sim características internas e externas de uma personagem.

Agora ficou mais fácil de construir seu texto, certo? Lembre-se desses elementos na hora de produzir a sua narrativa e fique de olho em outras dicas que deixamos aqui para vocês!

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Redação nota 1000: existe receita?

Todo vestibulando sabe que para ter um bom resultado em qualquer vestibular é preciso não só mandar bem nas questões, mas também desenvolver uma boa redação. E para produzir um bom texto é necessário respeitar a estrutura desse tipo textual e estar adequado à proposta e tema definidos pelo vestibular. Mas é possível conseguir a nota 1000?
Neste post nós vamos descobrir se de fato existe um macete para consegui-la e, claro, te dar algumas dicas sobre como mandar bem na criação do seu texto. Vamos lá?

Existe um macete para fazer uma redação nota 1000?

Se você é vestibulando deve estar torcendo para a resposta ser sim, mas na realidade é preciso dizer que não. Não existe uma receita mágica para a sua redação funcionar bem em qualquer tema ou proposta.

Existe uma estrutura a ser seguida, como acontece em qualquer gênero textual. Essa estrutura, quando respeitada e em conjunto com uma boa articulação de ideias, é o melhor caminho para uma redação nota 1000.

Muitas vezes, achamos que se utilizarmos determinadas referências, sendo sociólogos, filósofos, pensadores, etc, e atribuir a eles pensamentos, ideais e teorias, vamos estar fortalecendo nossa argumentação e desenvolvendo o texto de forma mais adequada. Isso não é uma mentira, desde que todas essas informações estejam organizadas dentro de um tema e dialoguem com as ideias presentes no seu texto.

Mas não basta escolher um período histórico, ou um sociólogo, pensador, teorias, dados de pesquisas e outras referências, e achar que esses dados poderão ser usados em qualquer tema ou proposta. Para uma redação nota 1000 é necessário sim embasamento teórico, mas obviamente algo que esteja de fato relacionado à coletânea de texto ou proposta articulada.

Então eu não posso utilizar sempre as mesmas referências nos meus textos?

As referências que você utiliza para argumentar ou criar um texto mais rico devem sempre ser consideradas do zero. Não leve em consideração que existe uma referência mágica que irá caber em qualquer texto, tema ou proposta de vestibular.

Aliás, se você procura utilizar as mesmas informações para todos os seus textos, tome cuidado! A correção do vestibular sempre avalia a originalidade e capacidade criativa de quem escreve.

Por isso, não é legal você tentar usar uma única referência como um macete para enquadrar em qualquer tema de redação. Você corre o risco de não adequar as referências às propostas e ainda perder pontos pelo uso de clichês.

 O que vale mais é a sua originalidade e capacidade de desenvolver um bom texto do zero, independente do tema a ser discorrido.

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Como alcançar a redação nota 1000?

Essa receita de fato não existe, mas temos muitas dicas para ajudar você a construir um bom texto:

#Dica 1:

Leia com muita atenção a coletânea de textos disponíveis na sua prova (literalmente na prova toda). Todos os textos de história, filosofia, sociologia e português poderão ajudar você a construir a sua redação.

#Dica 2:

Fique atento às notícias atuais. Estar contextualizado sobre os acontecimentos do país e do mundo te ajuda a se posicionar acerca do tema e desenvolver uma argumentação coerente com a sua tese.

#Dica 3:

Os estudos da Filosofia e Sociologia, bem como a História, irão ajudar muito na compreensão de determinados temas. Eles também vão te ajudar na hora de utilizar referências que fortalecem seus argumentos e constroem o desenvolvimento do seu texto.

É a partir desse conhecimento que o vestibulando consegue construir um bom texto, sem apelar para um macete. Afinal, não precisa de uma receita mágica quando se sabe discorrer sobre qualquer assunto, certo?

#Dica 4:

Respeite a estrutura da redação e, principalmente, leia a proposta com bastante cuidado.

A estrutura da redação dissertativa-argumentativa (uma dos tipos textuais mais cobrados nas redações de vestibulares) é um exemplo.

Você deve iniciar com uma introdução sobre o assunto e expôr sua tese (fazendo uma alusão do tema à períodos históricos, contextualizando o assunto).

Após a introdução faça um novo parágrafo para o desenvolvimento, argumentando e utilizando as referências necessárias para uma boa argumentação.

E por fim vem a conclusão, no qual deve-se retomar a tese (ideia principal) e fazer suas considerações finais. Caso o vestibular solicite uma proposta de intervenção, é nesse parágrafo que ela deve estar presente.

Viu só? Não é necessário uma receitinha mágica para a redação nota mil! Basta estar atento à estrutura da redação, respeitar o tema e organizar as ideias de modo coerente.

Veja na aula abaixo dicas sobre falhas na argumentação e mais sobre a construção de uma redação nota 1000:

O que achou deste texto? Esperamos que tenha gostado!

Você pode ler outros textos sobre redação no Blog do Kuadro:

Redação Enem – Como Atingir a Nota 1000

Especialista ensina passo a passo da redação do Enem

Como funciona a correção TRI do ENEM?

Se você é vestibulando e vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), um dos vestibulares mais concorridos do país, já deve ter se perguntado como é feita a correção dessa prova ou mesmo ouvido falar sobre a correção TRI.

Muitas pessoas ficam com medo só de ouvir falar em TRI. Porém, se você conhecer como funciona a correção TRI, você vai perceber que ela é um sistema de correção diferente e que não altera o nível de dificuldade da prova. Você vai perceber que pode usa-la a seu favor na hora da prova.

Se não ouviu, não se preocupe, há muitas dúvidas sobre esse tipo de correção, então nesse post vamos explicar para você como funciona a correção TRI e como ela é aplicada no ENEM.

O que é a correção de TRI?

A TRI (Teoria de Resposta ao Item) é o método de correção usado para calcular a pontuação do candidato em cada questão do ENEM.

Esse método é diferente do método clássico usado nas correções de outros vestibulares, que normalmente atribuem um único valor para cada questão da prova e ao final dela soma-se a quantidade de acertos, multiplicando pelo valor dado às respostas corretas.

Então,
como funciona a correção TRI? A TRI define a pontuação de cada questão a partir do seu nível de dificuldade, dessa forma as questões mais fáceis têm uma pontuação menor em relação às medianas e difíceis, fazendo com que a pontuação final não seja proporcional ao número de acertos, mas sim variando de acordo com o nível de dificuldade das questões acertadas.
O método TRI utiliza três parâmetros para avaliar o candidato:

  • Parâmetro de Discriminação: No qual é avaliado se o candidato domina o assunto abordado na questão.
  • Parâmetro de Dificuldade: As questões são divididas em fáceis, médias e difíceis, avaliando o nível de conhecimento do candidato.
  • Parâmetro de Acerto Casual: Nesse parâmetro é possível avaliar um possível “chute”, dessa forma a pontuação dada para o acerto ao acaso é menor em comparação aos acertos por conhecimento.

Como é calculada a pontuação de cada questão? 

Tenho um amigo que acertou menos questões do que eu, porém teve uma pontuação final maior do que a minha, por quê? ”.
Bom, essa é a dúvida mais frequente entre os vestibulandos! Isso acontece porque a atribuição de nota para cada questão depende do nível de dificuldade exigido.

O INEP determina o nível de dificuldade das questões a partir do índice de acertos entre os candidatos, ou seja, as questões com maiores índices de acertos terão uma pontuação menor, sendo consideradas como questões mais fáceis e por consequência, as questões menos acertadas terão uma pontuação maior por serem consideradas como difíceis.

O ENEM utiliza esse método de correção, justamente para não haver empates. Como se trata de uma prova feita a nível nacional, ele escolheu esse método de correção para não haver empates, isso porque, com empates, seria necessário criar um método de desempate, o que não daria tempo no calendário anual do ENEM.

Outro motivo do ENEM utilizar o
a correção TRI, é para que o candidato evite o famoso chute. O ENEM quer avaliar o real conhecimento de cada candidato. Por isso, com o método TRI, fica fácil detectar os chutes. Veja como isso é possível a seguir: 

E os chutes? É possível detectar? 

A correção TRI avalia o candidato, principalmente, pelo nível de dificuldade encontrado em cada questão. Dessa forma, o candidato que acertar as questões mais difíceis, logicamente deverá acertar também as mais fáceis.

Se durante a correção for detectado que você teve domínio das questões com um nível de dificuldade maior, porém errou as questões mais fáceis, o sistema de correção entende como chute os acertos nas questões com um grau de dificuldade maior e a pontuação é diminuída.

Isso acontece porque existe uma avaliação das habilidades exigidas do candidato em cada questão.


Se eu acertar mais questões difíceis e erras as questões fáceis, eu ganho mais pontos?

Na verdade, não! As questões difíceis têm uma pontuação maior em relação às fáceis e medianas, porém, o sistema entende que se você acerta uma questão difícil, deveria também acertar uma questão fácil em relação ao nível de conhecimento e habilidade exigida do candidato.

Então, se você acertar mais questões difíceis e errar as fáceis, sua pontuação é diminuída. Por isso, fique muito atento as questões fáceis. 


A correção TRI é confiável? 

Devemos levar em consideração que esse método de correção é utilizado em diversos examesinclusive no TOEFL, exame de proficiência em inglês exigido pelas instituições de língua inglesa para alunos estrangeiros.

Sabendo
como funciona a correção TRI, podemos notar que ela é muito confiável sim.
Aliás, esse método de correção não torna o ENEM mais difícil, a TRI é simplesmente uma metodologia de correção de prova diferente da metodologia clássica, mas não interfere no desempenho do candidato, que pode se sair bem em qualquer prova, independente da correção, desde que tenha se preparado e estudado bastante!

A correção TRI é aplicada na redação? 

O método de correção da redação ENEM segue o modelo tradicional de correção, com notas de 0 a 1000.

Dicas para se sair bem no ENEM:

Agora que você já sabe como funciona a correção TRI, chegou a hora de saber como se dar bem na prova, utilizando esse sistema de avaliação a seu favor.

Nunca deixe uma questão em branco
: é melhor acertar uma questão no chute do que deixá-la em branco e acabar perdendo pontos por isso!

  • Estude bastante e esteja preparado para qualquer tipo de questão:  acertar as questões mais fáceis e errar as difíceis mostram uma coerência em relação as habilidades do candidato no vestibular e isso é bom, mas não significa necessariamente que a sua pontuação será maior do que alguém que demonstre algum tipo de incoerência com as habilidades aplicadas na prova. 

Portanto, a melhor maneira de se sair bem no ENEM ou em qualquer outro vestibular, é estudando bastante e estando preparado para qualquer tipo de questão.

Não deixe de conferir as nossas dicas de estudos aqui da Kuadro. Estamos prontos para te ajudar! 

Modalidades de redação

Ao fazer o vestibular, o candidato é avaliado não só pela sua capacidade de solucionar questões variadas de conteúdos diferentes, como também pela sua capacidade de elaborar um texto de acordo com o tema e proposta determinados pelo vestibular. E, para que você desenvolva ainda mais essa capacidade de elaboração textual, vamos definir aqui as modalidades de redação que você pode encontrar no dia da prova.
Para compreender melhor o que é a modalidade de redação, vamos definir dois conceitos: o gênero textual e o tipo textual.

O que é gênero textual?

O gênero textual é o texto materializado. Sabe aquele poema modernista que você precisa ler para estudar para o vestibular? É um gênero textual. Sabe aquela charge engraçada e ao mesmo tempo crítica que você lê em jornais, revistas ou sites? É um gênero textual.  O gênero textual são os meios de veiculação dos textos e basicamente todos os nossos meios de comunicação são determinados por um gênero textual.

Além disso, os gêneros tem uma relação sociolinguística, ou seja, são influenciados pelo homem. Mas, como assim? Isso significa que é necessário um contexto para caracterizar o gênero, como: qual a finalidade do texto? Para quem ele foi escrito? Onde ele será publicado? Quem é o autor? Todas as respostas para essas perguntas determinam o gênero textual.

Exemplos: Bula, e-mail, artigo, carta, etc.

O que é um tipo textual?

O tipo textual é mais abstrato do que o gênero textual, o tipo textual é um recurso para você compor o seu texto, ou seja, ele está relacionado à estrutura textual. Para entender melhor, lembre-se que nós, como seres humanos, somos dotados de capacidades cognitivas (e que podem ser aprimoradas através da prática) como por exemplo: narrar, descrever, argumentar e dissertar. Os tipos textuais estão interligados à essas capacidades, por isso são definidos como recursos textuais, ou seja, que nos ajudam a produzir os nossos textos. O tipo textual compõe o gênero.

Exemplo: tipo argumentativo, narrativo, dissertativo e descritivo.

Agora que você já sabe a diferença entre esses dois conceitos, vamos entender quais são as modalidades de redação que poderemos encontrar no vestibular:

Tipo dissertativo

  • Função: Expor, articular e mostrar informações.
  • Onde encontramos: Na redação de vestibular, na monografia (aquele texto que você provavelmente vai ter que fazer para se formar na faculdade), artigo, etc.
  • Estrutura típica: Introdução (apresentação de tema), desenvolvimento (expor a finalidade da dissertação, através de uma discussão criada a partir da reflexão sobre as informações expostas) e conclusão (retomada do tema e considerações finais).
  • Características linguísticas: linguagem denotativa (clara e objetiva, sem uso de metáforas e outras figuras de linguagem), normativa (padrão) e impessoal.
  • Nos vestibulares encontramos a dissertação como modalidade mais comum de redação e normalmente vem acompanhada da argumentação em vestibulares como Fuvest, Enem, Unesp, Unicamp e outros.

Tipo argumentativo

  • Função: Persuadir, convencer alguém sobre algo.
  • Onde encontramos: artigos de opinião, carta aberta, editorial, etc.
  • Estrutura típica: Tese (ideia principal do texto, a sua opinião que será defendida ao longo do texto), argumentação (estabelecida a partir de uma linha de raciocínio, com o uso de dados legitimados, usados em defesa da tese) e conclusão (retomada da tese, considerações finais).
  • Características linguísticas: linguagem denotativa (ainda permanece o uso de linguagem clara e objetiva), normativa (padrão) e impessoal (ainda que a argumentação seja pessoal, afinal estamos falando sobre uma opinião, os dados são apresentados de forma impessoal, embasados em questões lógicas e não pessoais).
  • A argumentação é a campeã dos vestibulares, sendo cobrada na maioria deles.

Tipo narrativo

  • Função: Recriar a realidade.
  • Onde encontramos: Romance, parábola, novela, conto, etc.
  • Estrutura típica: Apresentação (devemos introduzir os personagens, espaço, tempo e o enredo), desenvolvimento (a trama da história acontece a partir de um fato que desencadeia algum conflito e que leva ao clímax da história), clímax (é o ápice da história, é o momento de maior tensão) e desfecho (conclusão da história, com a resolução dos conflitos e consequências do clímax).
  • Características linguísticas: linguagem conotativa ou denotativa (é muito comum o uso de figuras de linguagem, que marcam o sentido conotativo), a formalidade é variável (o uso da norma padrão é variável, uma vez que determinados personagens podem, por exemplo, utilizar de uma linguagem informal) e pessoalidade variável (a narração pode ser pessoal ou impessoal, variando de acordo com o narrador).
  • A narrativa é uma modalidade menos cobrada no vestibular em comparação com a dissertação argumentativa, mas ainda pode ser encontrada em vestibulares como Unicamp e UFPR.

Tipo descritivo

  • Função: Caracterizar.
  • Onde encontramos: Romance (ao caracterizar personagens, por exemplo), relatório (descrição de atividades), laudo pericial (com a descrição de cena do crime), etc.
  • Estrutura típica: Não há uma estrutura específica para o tipo descritivo, porém alguns elementos não são necessários na descrição, como o tempo. O tempo normalmente é estático na descrição, ele é atemporal, não há uma passagem de tempo no tipo descritivo.
  • A descrição pode ser de diversas ordens, como física, psicológica e outras.
  • Características linguísticas: linguagem denotativa ou conotativa (a descrição pode ser feita por meio de figuras de linguagem, sendo variável), formalidade variável (a linguagem pode ser formal ou informal) e a pessoalidade também é variável (a descrição pode ser pessoal, com impressões pessoais sobre algo ou alguém, assim como também pode ser uma descrição geral, impessoal, puramente física).
  • O tipo descritivo pode ser encontrado em outros tipos textuais, como a narrativa, dissertação, etc.

Para saber mais sobre as modalidades de redação, dê uma olhadinha na aula da professora Gianne:

Redação: Como escrever um texto narrativo?

A maioria dos vestibulares opta pela dissertação argumentativa nas propostas de redação, porém outros tipos textuais podem ser cobrados, como a narrativa.

Então, para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse gênero, organizamos algumas dicas e pontos importantes a serem considerados na hora de produzir o seu texto.

O que é um texto narrativo?

A narrativa é um gênero textual que permite recriar a realidade com base em fatos e ações que giram em torno de um núcleo de indivíduos (personagens).

Nós podemos encontrar diversos exemplos de textos narrativos na literatura brasileira. Lembra daquelas obras obrigatórias para o vestibular? Como Capitães da Areia, O Cortiço, Iracema e muitas outras: são textos narrativos!

Como planejar um texto narrativo?

Para planejar um texto narrativo é necessário definir os elementos fundamentais da narrativa, como:

Tempo

Defina qual será a demarcação de tempo em que a narrativa vai acontecer. O tempo pode ser cronológico, ou seja, definido por um período real de horas, dias, meses e etc; ou psicológico, no qual o leitor consegue identificar que há intervalos temporais, como em fatos que narram os pensamentos dos personagens, e não fica evidente o tempo de duração desses pensamentos.

Espaço

Deve ser definido logo na introdução do texto, pois o leitor precisa saber onde a narrativa acontece, facilitando a compreensão do texto.

Enredo

É a sucessão de fatos e ações que constituem a narrativa, e tem como obrigatoriedade um começo, meio e fim.

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Narrador

O narrador é  a parte essencial da narração, é quem de fato conta a história narrada. O narrador pode ser:

  • Narrador-Personagem: Narra e participa da história, assumindo o papel de narrador e de personagem. Nesse caso, a narração acontece sempre em primeira pessoa.
  • Narrador-Observador: Narra a história de forma externa, observando e relatando os fatos sem interferir nas ações. Nesse caso, a narração acontece em terceira pessoa.
  • Narrador-Onisciente: Narra a história do ponto de vista interno e externo dos personagens, estando presente em todos os momentos da narrativa, até mesmo em pensamentos. É um narrador onipresente.

Personagem

São os indivíduos que participam das ações citadas pelo narrador. São divididos entre um núcleo principal e um núcleo secundário, sendo os personagens principais chamados de protagonistas.

Após definir tais elementos, você deve estruturar a sua narrativa a partir das seguintes fases:

Introdução: Na introdução é necessário deixar evidente os elementos de tempo, espaço e personagem. Iniciando o leitor ao desenvolvimento do seu texto e contando um fato que levará ao desenvolvimento da narração.

Desenvolvimento: Nesta etapa, conhecida como trama, a narração ganha detalhes. Os fatos narrados geram conflitos e direcionam a história ao seu clímax.

Clímax: Chegamos ao ápice da história. É onde a narração atinge seu ponto principal, e as ações dos personagens a levarão a um desfecho.

Conclusão: Nesta fase ocorre o desfecho da história, o desenlace. É quando tudo o que aconteceu durante o desenvolvimento e clímax passa a ser resolvido, encaminhando a história para o seu final.

Agora que nós já sabemos sobre a estrutura da narrativa e como planejar nosso texto, vamos às dicas!

#Dica 1

É natural ter dúvidas na hora de escrever o seu texto, mas tem um jeitinho de saber se a sua redação completou os elementos da narrativa. Você pode fazer algumas perguntas e analisar se o texto traz as respostas às elas. Como:

  • Quando aconteceu? (tempo)
  • Quem estava presente? (personagens)
  • Onde os personagens estavam? (espaço)
  • O que aconteceu? (enredo/introdução)
  • Como isso aconteceu? (desenvolvimento e conclusão)

Se você tiver respostas para todas essas perguntas, muito bem! Aliás, você pode utilizar essas perguntas como parte do seu planejamento antes de iniciar a escrita do texto. Assim, você já terá definido os principais elementos e acontecimentos da história e aí fica até mais fácil de desenvolver a sua narrativa. =)

#Dica 2

Antes de começar qualquer redação, independente do gênero textual, atente-se a proposta do vestibular, veja quais os requisitos necessários para a produção do texto e quais as obrigatoriedades para ele, leia também os textos de apoio que acompanham a proposta, isso vai te ajudar a desenvolver a redação mais facilmente. Após analisar tudo isso com bastante cuidado, comece seu planejamento.

Ficou interessado em saber mais sobre esse gênero textual? Dê uma olhada nessa aula da professora Gianne e veja mais sobre essa modalidade de redação!

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Língua Portuguesa no ENEM: O que estudar?

O Exame Nacional do Ensino Médio está cada vez mais próximo. É nessas horas que bate aquele medinho de ter deixado algum conteúdo importante para trás na hora dos estudos. Mas, calma! Nós reunimos os principais tópicos cobrados em Língua Portuguesa no ENEM. Tudo isso para ajudar você a revisar os conteúdos mais importantes para a prova.

Como é a Língua Portuguesa no ENEM?

A disciplina de Língua Portuguesa, no ENEM, faz parte da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, aplicada no primeiro dia do Exame. O candidato deve estar preparado para conteúdos de gramática, literatura e interpretação de texto.
Mas afinal, o que mais cai em cada um desses tópicos?

Literatura

As questões de literatura, assim como grande parte da prova de Português no Enem, exigem uma capacidade de interpretação textual do candidato. Isso significa que você deve sim estudar os tópicos mais importantes. Mas a interpretação de texto vai te ajudar muito em grande parte da prova.
Sendo assim, você precisa estar atento à:

  • Escolas literárias: Romantismo, realismo, modernismo e outras. Com uma atenção especial para o Movimento Modernista que aparece em grande parte das questões. Sempre relacionado a nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e muitas outras referências da nossa literatura. Aliás, é muito importante estudar também os principais autores e obras.
  • Vanguardas Europeias: Futurismo, Cubismo, Surrealismo e outras. Esse tópico é super importante, provavelmente você vai encontrá-lo não só em Português, como em História ou Arte. Vale revisar em!

Interpretação de Texto

As questões de interpretação de texto são as campeãs de Língua Portuguesa no Enem e exigem conhecimentos como:

  • Figuras de Linguagem: metonímia, ironia, eufemismo, metáfora, antítese, etc. Esses são recursos da linguagem que nos permitem compreender o conteúdo da mensagem emitida de várias formas diferentes. Além de emiti-las com mais expressividade. Isso tudo influencia diretamente na sua interpretação sobre o texto.
  • Gêneros Textuais: Conhecer e saber identificar os gêneros textuais, bem como sua estrutura e principais características, vão aumentar a sua capacidade de interpretação e te ajudar a mandar muito bem nas questões.
  • Funções da Linguagem: você vai estudar sobre a multiplicidade da linguagem através da Função Poética, Denotativa, Emotiva, Conativa, Fática e Metalinguística.

Gramática

As questões de gramática no Enem não são super frequentes, mas quando aparecem na prova, estão sempre ligadas a esses tópicos:

  • Norma Culta e Norma Popular: A diferença e uso das normas da língua estão sempre mencionadas nos textos do Enem e é bem legal você estar por dentro desse assunto, pois vai te ajudar também na hora de responder às questões de interpretação de texto.
  • Variação Linguística: A variação linguística tem estado mais presente nos últimos anos de ENEM, abordando temas relacionados ao preconceito linguístico e também ao uso da linguagem em diferentes regiões do país.
  • Classe de Palavras: Verbo, adjetivo, pronome, advérbio e conjunções, são algumas das classes de palavras que você pode encontrar na prova. Estudar análise sintática pode ser uma boa para quem precisa retomar esse tópico para o vestibular.

E se você também tem dúvidas sobre Biologia, Física e Química, fique por dentro dos principais tópicos cobrados no Enem =)

Quais são os autores mais cobrados no ENEM?

O ENEM cobra obras literárias?

Diferente da FUVEST, que disponibiliza uma lista de obras literárias cobradas no vestibular , o Enem não divulga uma lista de autores específicos e suas respectivas obras para a realização da prova. Porém, para mandar bem você precisa ficar por dentro de tudo sobre os maiores autores da literatura brasileira e suas obras de maior destaque.
No Exame Nacional do Ensino Médio o candidato poderá ler e analisar textos dos autores antes de responder ao que se pede, então todo o conhecimento extra sobre a obra ou sobre o autor ajudará você a resolver a questão mais facilmente.
Por isso, ATENÇÃO! A melhor maneira de se preparar para as questões de literatura do exame é a seguinte. Não estude só os principais autores da literatura brasileira, mas também relacione-os aos seus respectivos movimentos literários e o contexto histórico de publicação de suas obras.
Confira abaixo uma lista dos autores mais cobrados no Enem:

1- Machado de Assis

Principais obras cobradas: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Dom Casmurro (1899).
Escolas literárias: romantismo e realismo.

No Enem: Normalmente encontramos questões que envolvem a originalidade de Machado de Assis, a partir do defunto-autor que narra a própria história depois de sua morte em Memórias Póstumas de Brás Cubas, e sobre a moralidade das relações da sociedade a partir de Dom Casmurro.

2 – Carlos Drummond de Andrade

Principais obras cobradas: Sentimentos do Mundo (1940), Alguma Poesia (1930) e A rosa do Povo (1945).
Escola Literária: Modernismo.

No Enem: Carlos Drummond de Andrade é o autor mais cobrado no enem. Ele é tema de 16 questões ao longo de 15 anos, que envolvem muita interpretação de texto, o que é necessário uma atenção maior pela linguagem e recursos usados em suas obras.

O estilo do autor em sua Fase Social reflete mais um engajamento político e social pelo momento que o país vivia (Era Vargas). Sendo uma característica marcante de Machado de Assis e fundamental para análise de suas obras.
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3- José de Alencar

Principais obras cobradas: Senhora (1875), O Guarani (1857) e Iracema (1865), que abordam temas nativistas, indianistas e históricos.
Escola literária: Romantismo

No Enem: as questões que envolvem o autor, em maioria estão relacionadas à uma de suas características mais fortes: o nacionalismo.

4- Oswald de Andrade

Principais obras cobradas: Memórias Sentimentais de João Miramar (1924), Manifesto Antropófago (1928), Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924).
Escola literária: Modernismo

No Enem: Seu nome e obras sempre apareceram acompanhados ou envolvidos em questões sobre a Semana de Arte Moderna. Ou mesmo à outros nomes de referência modernista como Tarsila do Amaral e Anita Maffalti. Lembre-se sempre da busca pela identidade nacional por parte do modernismo, isso te ajudará a responder às questões.

5- Clarice Lispector

Principais obras cobradas no: A Hora da Estrela (1977), Laços de Família (1960) e Felicidade Clandestina (1971)
Escola literária: Modernismo

No Enem: Provavelmente você encontrará trechos de suas obras e questões que envolvem exploração de metáforas, aliterações e a não linearidade da narrativa (sem começo, meio e fim).

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6- Cecília Meireles

Principais obras cobradas no Enem: Romanceiro da Inconfidência (1953)
Escolas literárias: Parnasianismo, Simbolismo e Modernismo

No Enem: A obra Romanceiro da Inconfidência aborda as relações humanas e suas condições, e é cobrada através de reflexões sobre o homem e sobre a linguagem usada na obra. As questões são em maioria de interpretação textual.

7 – Guimarães Rosa

Principais obras cobradas: Grande Sertão: Veredas (1956), Primeiras Estórias (1962) e Sagarana (1946), abordando temas como a vida sofrida do sertão brasileiro.
Escola literária: Modernismo.

No Enem: O autor é dono de uma linguagem inovadora ao qual sempre é avaliada em questões de vestibular. Principalmente se tratando do Enem, que exige do candidato uma boa análise e interpretação.

8 – Graciliano Ramos

Principais obras cobradas: Vidas Secas (1938).
Escola Literária: Modernismo

No Enem: A temática sobre a vida de retirantes e o sofrimento dos sertanejos no interior, são pauta para muitas discussões. Elas podem se relacionar com aspectos políticos e sociais. Fique atento a tais temáticas, pois normalmente são cobradas no vestibular.

Se você quer saber mais sobre como se preparar para o Enem, clique aqui e confira mais dicas de estudo!

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