Colonização: o Açúcar na América Portuguesa

No Brasil Colônia, a maior parte das Capitanias Hereditárias não prosperou, o que culminou na busca por outras formas de organização política e econômica. Você pode ler mais sobre isso no resumo sobre o início da colonização portuguesa na América. Neste resumo falaremos sobre o cultivo de açúcar na América Portuguesa!

Prosperidade da Colônia

Em 1549, desembarcou na capitania da Bahia o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Souza. O membro da nobreza portuguesa veio acompanhado por mais de 1000 homens, com o intuito de fazer prosperar a Colônia.
Aqui fundou a primeira capital brasileira, Salvador, que se tornou o centro político e administrativo da região.
O crescimento da cidade foi relativamente rápido, devido a uma combinação de fatores.
Entre eles, destacam-se:
a) a concessão de terras nas cercanias da vila;
b) facilidades para aqueles que quisessem deixar a Ilha dos Açores e se estabelecer na região;
e o principal: c) o incentivo para o cultivo da cana-de-açúcar para a produção de açúcar (gênero cujo preço no mercado europeu vinha aumentando ao longo dos últimos anos).
A empresa açucareira obteve rápido sucesso, devindo a um conjunto de fatores:

  • o incentivo, por parte da Coroa, para construção de engenhos;
  • as condições naturais favoráveis ao cultivo de cana-de-açúcar;
  • e a disponibilidade de cursos d’água para escoar a produção.

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O Engenho e o Açúcar na América Portuguesa

Engenho é o nome da engrenagem onde a cana é moída. No entanto, no Brasil, passou a ter uma conotação diferente, muito mais ampla.
Ele serviu para designar a unidade de produção açucareira como um todo (as terras, as plantações, as construções e toda a estrutura utilizada para a produção do açúcar).

Pintura de um Engenho de Açúcar feita por Henry Koster (1816)
Engenho de açúcar, pintado em 1816 por Henry Koster.

O engenho possuía três características principais: era latifúndio (uma vasta extensão de terra); monocultor (cultiva-se apenas um produto, a cana-de-açúcar); onde trabalhavam um grande número de escravos.
A construção de um engenho era dividida em várias partes:

A casa grande:

Sede da propriedade, onde morava o senhor do engenho e sua família. Servia também como fortaleza e escola.

A capela:

Local onde ocorria a vida social da comunidade do engenho e onde se realizavam as missas, casamentos e batizados.

A senzala:

Galpão, geralmente mais afastado, destinado aos negros escravos. Lá eles dormiam, realizavam suas festas e cultos.

A moenda, a caldeira, a casa de purgar e a casa das caixas:

Conjunto de instalações onde se realizavam a fabricação do açúcar propriamente dita.
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A mão-de-obra do engenho

A princípio, a solução mais simples foi utilizar a mão-de-obra indígena, como ocorria na exploração do pau-brasil.
Isso, no entanto, se revelou um problema. Os indígenas não podiam, legalmente, ser utilizados como escravos, pois eram considerados súditos da Coroa Portuguesa.
Eles deviam ser cristianizados, pois essa era a incumbência assumida pelos ibéricos ao colonizar o Novo Mundo.
Assim, os padres jesuítas, que vieram à América com o intuito de cristianizá-la ofereceram grande resistência a escravização dos nativos. Além disso, a mortalidade e a interiorização dos indígenas também tornaram a sua utilização como mão-de-obra inviável.

Tráfico Negreiro

Em meados do século XVI, além do açúcar, outra atividade, tinha se tornado altamente lucrativa: o tráfico negreiro. Essa atividade consistia na captura e migração forçada de milhares de africanos para servirem de mão-de-obra em outras regiões, sobretudo na América.
Os portugueses, em terras brasileiras, uniram essas duas atividades: ampliaram a produção de açúcar utilizando o trabalho escravo.
Como já citamos anteriormente, o tráfico negreiro passou a ser uma atividade muito lucrativa. A solução encontrada então, pelos portugueses foi à utilização de escravos trazidos da África no cultivo do açúcar.

Pintura do interior de um navio negreiro, pintado em 1830 por Johann Rugendas,
O interior de uma navio negreiro, pintado em 1830 por Johann Rugendas.

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Os Povos Pré-Colombianos

Antes da chegada dos Europeus ao território americano havia aqui uma série de povos com culturas e organizações muito diferentes. Esses grupos receberam o nome de povos pré-colombianos (por existirem antes da chegada de Colombo). A organização e costumes desses povos representaram um grande desafio à compreensão dos espanhóis. Ainda que a conquista espanhola tenha subjugado esses indígenas, esses conquistadores incorporaram algumas de suas características e tiveram que se adaptar às realidades do “novo continente”.

Quem eram os Povos Pré-Colombianos?

Procurando recuperar aspectos do processo de formação das antigas civilizações americanas, trabalharemos, nesse resumo com três delas: os maias, os astecas e os incas.

Os Maias

A civilização maia floresceu na região de Iucatã, península localizada no sul do México e em territórios da Guatemala, Honduras, Belize e El Salvador e perdurou do século III ao XII. Esse povo desenvolveu uma civilização organizada em múltiplas cidades que competiam militar e comercialmente entre si. Eram essencialmente agrícolas e cultivavam principalmente milho. A população vivia no campo e ia à cidade somente nas datas dos rituais religiosos ou para fazer negócios. A Arquitetura, a Matemática, Engenharia e Astronomia eram extremamente desenvolvidas e, além disso, possuíam um poderoso sistema de irrigação, fundamental para a prática agrícola. Várias das pirâmides, que serviam de altares para os rituais, existem até hoje e despertam curiosidades sobre as suas complexas estruturas. Estima-se que sua população tenha alcançado 2 milhões de habitantes, mas no século XVI quando os espanhóis chegaram essa civilização já estava em decadência. Não se sabe ao certo o que levou a sua desintegração.

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Os Astecas

Quando os europeus chegaram ao México, o império Asteca estava em seu apogeu. Contava com uma população de cerca de 12 milhões de pessoas espalhadas pela porção central e do sul do atual Estado mexicano. Sua capital, Tenochtitlán, foi fundada em 1325 e era o centro do império. Os astecas, também chamados de mexicas, possuíam uma organização centralizada e com um poder militar forte, e assim, impuseram seus sistemas comerciais e religiosos à diferentes povos que eles dominaram. O poder se concentrava nas mãos de um soberano, o Tlatoani, que assumia a autoridade política e religiosa, militar e judiciária. A consolidação do império aconteceu sob o comando de Montezuma I (1440-1469) e Montezuma II (1502-1519). Os astecas, assim como os maias, também possuíam grandes conhecimentos de Matemática, Arquitetura, Astronomia e Engenharia, deixando um grande legado nessas áreas de conhecimento.

Os Incas

A civilização inca se desenvolveu na costa oeste do continente americano, na Cordilheira dos Andes (atuais territórios da Bolívia, Peru, parte do Equador, Chile e Argentina andina) e chegou a abrigar cerca de 15 milhões de habitantes. O império Inca começou a se desenvolver por volta do século II, mas só se expandiu a partir da região de Cuzco, no século XIII. Cuzco, a capital inca, era o centro administrativo e a cidade sagrada do império. Foi fundada no século XV e lá habitavam os imperadores, nobres, sacerdotes e funcionários do governo. A sociedade era estratificada, sendo dirigida por uma elite, que estava abaixo do imperador. Nas camadas inferiores estavam os camponeses e por último os escravos, que geralmente eram prisioneiros de guerra. A base da economia era agrícola, sendo a batata e o milho os seus principais produtos. Os incas também sucumbiram perante o invasor espanhol, que ficou maravilhado com os adornos de ouro usados pelos sacerdotes, bem como pelas estátuas e jóias. O fato de o império estar em guerra civil também facilitou a sua destruição.

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