Redação do ITA: como é e qual sua importância para a aprovação

Quando o assunto é o vestibular do ITA, logo se pensa em exatas: Física, Química, Matemática. É comum que as linguagens, como Português, Inglês e Redação, não sejam abordadas com tanta relevância. Mas essa pode não ser uma boa estratégia.
Neste texto, vamos te contar como é a redação do ITA e por que ela pode ser crucial para a sua aprovação. Confira!

Atentar-se à redação do ITA pode ser um fator decisivo!

A redação do ITA

Atentar-se à redação pode ser um fator decisivo nesse tipo de prova. Isso acontece porque a maioria dos alunos tende a se focar nas matérias de exatas e deixa de lado o estudo prévio para conseguir executar uma boa redação. Por isso, conhecer o modelo e as exigências pode ser o diferencial necessário para ingressar no instituto.

Modelo

Assim como a maioria dos vestibulares, a redação do ITA segue o modelo dissertativo-argumentativo. Nesse modelo, o vestibular sugere um tema sobre o qual o aluno deve discorrer e argumentar. No vestibular do ITA, os temas cobrados costumam exigir reflexões mais aprofundadas com argumentos que comprovem a tese apresentada.

A professora de redação e orientadora da turma ITA-IME do Kuadro, Érica Herédia, explica que o argumento “cru” não basta. “Os eixos temáticos são de natureza discursiva, porém exigem uma bagagem cultural e humanística maior, por tratarem-se de temas reflexivos”, afirma.

Em comparação às redações de outros vestibulares, Érica garante: “Os temas de redação do ITA se aproximam [do modelo] da Fuvest, pois cobram assuntos mais reflexivos e filosóficos. Precisam de posicionamento, defesa de opinião e raciocínio completo ratificado na conclusão”.

Modelo de Redação do ITA 2018
Modelo de Redação do ITA 2018

Pontuação e critérios

Na prova do ITA a redação é pontuada de 0 a 10 e obedece a quatro critérios: tema (0 a 3 pontos); tipo de texto (0 a 3 pontos); coesão e coerência (0 a 2 pontos); e modalidade/conformidade com a norma padrão da Língua Portuguesa (0 a 2 pontos). A avaliação leva em conta as capacidades do candidato em cada critério.

Para o tema, o aluno deve ter a capacidade de “ler textos verbais e não-verbais da prova e de relacionar os textos, cujos temas são comuns a outros textos do repertório próprio de leitura”.
Para o tipo de texto, é exigido “escolher e relacionar as informações sobre o tema, articulando-as em um texto dissertativo (ou argumentativo) que apresente um ponto de vista crítico, baseado em argumentos consistentes”.

Com relação a coesão e coerência, é necessário que o candidato saiba “articular argumentos, construir um texto coerente e informativo, organizado em frases e parágrafos articulados entre si, e de usar com propriedade os mecanismos de coesão textual”.

Por fim, para o último critério, o aluno deve ter a capacidade de “expor com clareza e precisão as ideias e de escrever segundo a norma padrão da Língua Portuguesa referente à ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação”.

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Por que você deve dar atenção à redação do ITA 

Embora a maioria das disciplinas cobradas seja de exatas, a redação é importante para o resultado do vestibulando. A gente te conta algumas das razões!

1. Peso na nota
Em 2019, a prova do ITA terá um formato diferente em relação às edições anteriores, passando de uma para duas fases (mais a inspeção de saúde).

A 1ª fase equivale a 20% do total da nota. Os outros 80% são divididos entre as quatro frentes da 2ª fase (Física, Química, Matemática e Redação), sendo 20% para cada frente.

Isso significa que a redação, sozinha, tem o mesmo peso que toda a 1ª fase e que qualquer disciplina da segunda fase.

2 . Exigência de nota mínima
Além disso, para ser aprovado, é necessário que a nota na redação do ITA seja de, no mínimo, quatro. Isto significa que quem zerar a redação está fora do processo seletivo.

3. Diferencial
Com relação à importância, Érica afirma: “Ela é o diferencial. Neste ano, com a redação na 2ª fase, junto com a prova de Física, vai exigir preparo e dedicação maiores para que a nota seja de fato o maior diferencial.”

Ter um bom desempenho na redação do ITA é importante também por conta do perfil do vestibulando “comum”. É esperado que o aluno que presta Engenharia tenha excelentes resultados nas disciplinas de Exatas, mas não necessariamente em Linguagens. Ao ir bem na redação, ele se destaca.

Como mandar bem

Para ter um bom desempenho na redação do ITA é importante seguir algumas boas práticas.

O primeiro ponto destacado por Érica é a frequência com que o aluno treina os temas de redação para vestibular. Segundo ela, “a prática recorrente e observadora de muitos temas de redação faz com que o aluno se sinta mais confiante na hora da prova”. Além disso, é importante que o candidato divida sua preparação entre teoria e prática. Ele deve estudar o modelo da redação e exercitá-lo.

Fotografia de caderno com caneta ao lado
Praticar é essencial para um bom desempenho na redação do vestibular.

A professora Érica conta um pouco sobre o que fazer em cada fase:

Na teoria

Em relação à parte teórica, as sugestões são:

  • ter internalizado o modelo dissertativo-argumentativo e as características principais da introdução, desenvolvimento e conclusão;
  • ter bom uso de conectores e conhecimentos sólidos de ortografia, acentuação e pontuação;
  • possuir bagagem cultural e conhecimento amplo de outras áreas do conhecimento. Isso garante autoria e originalidade aos argumentos.

Na prática

Já na parte prática, a professora sugere:

  • criar o hábito de planejar o texto. Indicar tese, modelos de introdução, métodos de raciocínio e ratificação da tese, antes de rascunhar;
  • manter o tempo limite de 1h ou 1h30 no máximo para todo o processo da redação.

Esses passos garantem mais tempo hábil para a execução da prova de Física, aplicada no mesmo dia.
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Redação da FUVEST: análise dos últimos 10 anos

A redação da FUVEST é uma das disciplinas mais temidas entre os vestibulandos que desejam entrar na USP. Por isso, analisamos as redações dos 10 últimos anos de FUVEST para você se preparar!

O modelo

Assim como a maioria dos vestibulares, a redação da FUVEST segue o modelo dissertativo-argumentativo.
Este modelo exige reflexões e argumentos sólidos por parte do(a) candidato(a). Ele(a) também deve se posicionar a respeito do tema cobrado, geralmente de maneira favorável ou contrária. É importante fundamentar seu posicionamento com base em argumentos.
A redação da FUVEST tem como pontuação máxima 50 pontos e cada redação é corrigida por dois avaliadores.
Cada um dos critérios de avaliação permite notas de 1 a 5. Se a nota dos dois avaliadores tiver diferença de até um ponto, a nota será a média entre os valores dados por cada avaliador. Se a diferença for de mais de um ponto, um terceiro avaliador corrige a prova e decide a pontuação.
No entanto, os critérios de avaliação do texto têm pesos diferentes entre si. O primeiro critério, “Desenvolvimento do tema e organização do texto”, tem peso quatro (4) e os outros dois têm peso três (3).
Para a pontuação final, os pontos do candidato são multiplicados pelo peso de cada critério.
A redação da FUVEST deve ter título e sua extensão deve ser de 20 a 30 linhas.

Critérios de avaliação da redação da FUVEST

A avaliação do candidato leva em conta três critérios, que são:

1. Desenvolvimento do tema e organização do texto

Neste critério, é verificado se a redação do candidato está no modelo dissertativo-argumentativo e se ela atende ao tema proposto pelo vestibular.
É importante que o candidato relacione os assuntos dos textos de apoio em seu texto e que apresente progressão temática e capacidade crítico-argumentativa ao longo da redação.

2. Coerência dos argumentos e articulação das partes do texto

Neste critério são avaliados, em conjunto, a coesão textual (entre frases, períodos e parágrafos) e coerência entre as ideias apresentadas.
A coerência mostra a capacidade de relacionar os argumentos de maneira a expor bem o ponto de vista. Por sua vez, a coesão mostra que o candidato sabe organizar as ideias que propõe. Por isso esses critérios são avaliados em conjunto.

3. Correção gramatical e adequação vocabular

Por fim, no último critério, os corretores avaliam o domínio da norma culta da Língua Portuguesa e a clareza na expressão das ideias.
É essencial, para este critério, que o candidato trabalhe bem com aspectos gramaticais. Entre eles ortografia, morfologia, sintaxe, pontuação e acentuação.

Temas da redação da FUVEST nos últimos 10 anos

FUVEST 2018: Devem existir limites para a arte?

O tema da redação da FUVEST 2018 abordou uma discussão recorrente durante o ano de 2017: as manifestações artísticas. A escolha está relacionada à polêmica em torno da exposição “Queermuseu” e outras formas de arte.
A proposta incita a reflexão sobre os limites das manifestações artísticas em relação à ética, à necessidade de expressão e à liberdade. Cinco textos de apoio sobre arte compuseram a coletânea.
A arte, nessa proposta, surge como um elo entre o individual e o coletivo. Portanto, o candidato é estimulado a analisar o tema por esses dois vieses.

FUVEST 2017: O homem saiu de sua menoridade?

Com base no texto “Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento?”, de Immanuel Kant, a proposta de redação sugere a reflexão a respeito do pensamento livre e autônomo, sem a tutela de outra pessoa.
O foco da proposta é o “esclarecimento” em relação à “menoridade”. Portanto, o candidato deveria refletir a respeito de como está o esclarecimento do ser humano, com base no conceito de Kant, em relação à sua autonomia como indivíduo.
O tema, como é de costume na redação da FUVEST, estimula a reflexão profunda a respeito da sociedade mas partindo de um ponto de vista individual

FUVEST 2016: As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?

Com quatro textos de apoio a respeito o termo “utopia”, o tema da redação da FUVEST 2016 propõe o questionamento sobre a função das utopias na sociedade.
A pergunta do tema, “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?” estimula que o aluno se posicione. Uma vez definido o posicionamento, o candidato deve argumentar sobre por que aquele foi o viés escolhido.

FUVEST 2015: Camarotização da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Desta vez com um tema mais social e concreto, a proposta de redação da FUVEST 2015 apresentou quatro textos de apoio sobre a segregação em diferentes classes sociais. Neles há diferentes pontos de vista sobre o tema.
Embora a segregação em classes sociais seja um tema mais concreto, eram esperadas do candidato reflexões profundas, como se exemplos de onde, como e por que ocorre a segregação de classes.

FUVEST 2014: Situação dos idosos no Brasil e no mundo

Neste tema, também de cunho social e político, a proposta apareceu de maneira específica, com somente um texto de apoio e questões propostas ao candidato para estimular a reflexão.
A partir de um texto com opiniões polêmicas sobre os gastos do Estado com a população idosa no Japão, eram feitas as seguintes perguntas ao candidato:

  • Essas opiniões são tão raras ou isoladas quanto podem parecer?
  • O que as motiva?
  • O que elas dizem sobre as sociedades contemporâneas?
  • Opiniões desse teor seriam possíveis no contexto brasileiro?
  • Como as jovens gerações encaram os idosos?

O candidato deveria escolher alguns aspectos do tema e respondê-los na redação, fazendo a reflexão sobre a situação dos idosos em relação à qualidade de vida, improdutividade etc.
Houve ainda outro ponto interessante da redação de 2014: o texto deveria ser elaborado como se fosse ser publicado (em jornal, revista ou internet).

FUVEST 2013: Consumismo

Para o tema da FUVEST 2014, em vez dos tradicionais textos de apoio, havia somente uma imagem. Era uma propaganda de cartão de crédito, com uma fotografia de um shopping center e uma frase. A imagem dizia “Aproveite o melhor que o mundo tem a oferecer com o Cartão de Crédito X”.
A partir disto, o candidato deveria elaborar um texto dissertativo-argumentativo a respeito dos padrões de consumo e suas nuances, propondo uma reflexão.
Nesta proposta, os questionamentos poderiam ser tanto de cunho mais social e objetivo quanto de cunho mais individual e subjetivo.

FUVEST 2012: Participação política: indispensável ou superada?

Com cinco textos de apoio, sendo um deles uma tirinha, a proposta de redação da FUVEST 2012 abordou a participação política. O candidato deveria expor se a considera indispensável ou superada. Seu posicionamento deveria ser defendido com argumentos.
O tema desta edição pode ser considerado mais social e coletivo. As reflexões exigidas do candidato giravam em torno da necessidade ou não da política, seus limites e impasses para a sociedade.

FUVEST 2011: O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?

Subjetivo e profundo, o tema da FUVEST 2011 propôs reflexões a respeito do pensamento a longo prazo e do altruísmo (ato de se dedicar ao outro).
A coletânea de textos de apoio incluía dois textos sobre a palmeira Palma talipot, que floresce uma vez na vida, 50 anos depois de plantada. Além desses, dois outros textos sobre altruísmo e longo prazo compuseram a coletânea.
O tema de 2011 fornece o elo entre o ponto de vista individual, “egoísta”, e o ponto de vista coletivo, altruísta.
O candidato deveria se posicionar sobre se acha ou não que ainda há lugar para esses conceitos no mundo contemporâneo, defendendo seu posicionamento com argumentos.

FUVEST 2010: Um mundo por imagens

A redação da FUVEST 2010 abordou a construção do mundo através de imagens. Entre os textos de apoio havia uma imagem, de uma janela, e dois textos escritos.
Na descrição da proposta havia a ideia de que “no cotidiano, é comum substituir-se o real imediato por essas imagens”.
Para a escrita do texto havia mais do que dois caminhos, que é o comum para o modelo da prova. O candidato deveria abordar o mundo por imagens em relação a um dos seguintes eixos: pessoas, fatos, livros, instituições ou situações.

FUVEST 2009: Fronteiras

O último tema da nossa análise abordou o conceito de fronteiras. Entre elas, divisões geográficas, psicológicas, do pensamento, da ciência etc.
Era esperado que o candidato escolhesse uma das angulações do conceito de fronteira e dissertasse sobre o assunto, com base nos textos de apoio e outros argumentos.
A proposta poderia ter cunho tanto social e objetivo, com a abordagem sobre fronteiras físicas entre países, por exemplo, quanto cunho objetivo e individual, com abordagem sobre fronteiras do pensamento ou da linguagem.

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Especialista ensina passo a passo da redação do Enem

Redação do Enem: siga o passo a passo do especialista e destaque-se na prova

Não é necessário ser um gênio ou ter feito faculdade de jornalismo para conseguir escrever um bom texto. É verdade que algumas pessoas têm facilidade e talento para contar histórias de forma atrativa, mas segundo especialistas e escritores, o segredo de uma redação perfeita está mesmo na prática.
Com a redação do Enem não é diferente, embora ela tenha algumas particularidades. Antes de entrar nos detalhes, confira o passo a passo da redação do Enem revelado pela professora Erica Machado Herédia, que tem licenciatura em Letras pela UFMG e dá aulas da disciplina no cursinho online Kuadro.

Passo 1 – Antes da prova e da redação do Enem – Bagagem cultural ajuda na redação do Enem

Ao longo da vida você já deve ter se dedicado a ampliar seus conhecimentos em diversos assuntos, certo? Errado… você nem estava tão atento a isso, mas fez algumas viagens, visitou museus, participou de cursos e, com certeza, poderá aproveitar sua bagagem para ir bem na
redação.
Caso contrário, ainda assim tem salvação. Comece agora a buscar temas de impacto social que vêm sendo noticiados e comentados na internet. Quanto mais você se informar, lendo com atenção os textos de jornais, revistas e portais de notícias, mais consistentes serão suas argumentações na hora da prova.
Dica preciosa: durante a leitura, além de prestar atenção ao tema abordado, repare na forma como o texto foi escrito. Há boas redações feitas por jornalistas e colunistas no mundo digital.

Passo 2 – No momento da redação do Enem – Leia o enunciado que traz o tema da redação

Parece óbvio, mas muitos alunos acreditam que os textos de apoio são desnecessários e, com medo de estourarem o tempo da prova, acabam lendo rapidamente a proposta e partindo direto para a escrita. Um dos erros mais graves para um aluno na redação do Enem é fugir ao tema apresentado.
Se a prova oferece textos de apoio, leia-os com atenção! Eles indicam um caminho para os textos, direcionam seus argumentos e dão insights, isto é, “estalos” com ideias para a abordagem do tema.

Passo 3 – O primeiro parágrafo da redação do Enem – Essa é sua chance de chamar a atenção da banca que corrige a redação do Enem

O primeiro parágrafo de todo texto, também chamado por jornalistas de lead, deve trazer um resumo do que será a redação, ou seja, o leitor precisa saber logo no início o tema que será abordado e dentro de que contexto.
A redação – e isso vale para todos os textos que você for escrever de agora em diante – deve começar de forma atrativa, para que o leitor queira passar para o segundo parágrafo e seguir adiante. Você deve despertar a curiosidade do leitor. Deve usar um número de uma entidade de credibilidade, como a ONU, por exemplo. Também pode levantar uma questão polêmica… Enfim, usar sua criatividade dentro do tema proposto.

Passo 4 – Manter a coesão do texto – Um parágrafo tem que chamar o próximo e assim sucessivamente, com raciocínio coerente.

Quando você for escrever uma redação, “ligue” um parágrafo ao outro. Você tem que manter uma linha de raciocínio coerente. Mais do que criar um vínculo entre parágrafos, você precisa preocupar-se com a estrutura do texto e dar sentido a eles, concatenando as ideias.
Dica preciosa da especialista: para manter a coesão na redação do Enem, trate ponto a ponto das possíveis argumentações que seu leitor possivelmente faria ao ler o texto. Mantenha a calma, sem perder o fluxo de pensamento, sem pular de um ponto A para um ponto E, então volte ao ponto B. É importante ter em mente que a coesão é a costura bem feita das ideias em um texto e não um remendo!

Passo 5 – Propondo soluções para o tema citado no primeiro parágrafo

A redação do Enem, em geral, pede textos dissertativos (que narram uma história com começo, meio e fim) ou argumentativos (que apresentam respostas às perguntas do imaginário do leitor)
A redação do ENEM exige um tipo de texto de natureza reflexiva que consiste na ordenação de ideias, na proposição de argumentos e na discussão.
Uma das coisas mais importante é colocar uma proposta de solução do problema na redação do Enem. E atenção, a proposta de solução não é sinônimo de conclusão; ou seja: não precisa ser apresentada apenas na parte final da redação.
Você tem que ter em mente que fazer redação é discutir, questionar e expressar um ponto de vista, mas principalmente fazer isso tudo com o propósito de convencer o leitor. É primordial, nesse tipo de texto, que o desenvolvimento de raciocínios e argumentos que fundamentem as posições apresentadas sejam feitos com muito cuidado.
Dica preciosa da especialista: dedique-se à leitura e ao treino de textos que usam linguagem formal e que não citem datas específicas. Pegue papel e caneta e comece a escrever. No início, talvez não saia nada, mas com persistência você vai começar a produzir uma linha, uma frase e, finalmente, terá um parágrafo pronto. Siga em frente.

Passo 6 – Conclusão: chegou a hora de encerrar a discussão – Feche sua redação do Enem com chave de ouro

Aqui está sua última oportunidade de demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita e também que você está atento às questões atuais de cunho social e político.
Em geral, a banca que corrige a redação do Enem espera que o aluno apresente números que comprovem o problema abordado e proponha soluções para ele.
A escolha do tema da redação é bastante sigilosa, mas os eixos temáticos costumam se repetir, priorizando o lado social, como os que já apareceram em provas anteriores, como imigração, publicidade infantil e violência contra a mulher.
Depois de seguir estes passos, vamos aos detalhes. Se você conseguiu acompanhar a matéria até aqui, já pode ser um sinal de que tem chances de ir bem na redação. Saber ler, afinal de contas, é um dos maiores segredos de quem sabe escrever.
De acordo com Erica Herédia, uma boa estratégia na hora da redação do Enem é montar um rascunho, transformando o tema proposto em uma pergunta. Monte a estrutura colocando em cada parágrafo uma resposta para a questão e, de um modo simples e claro, concorde ou discorde do argumento apresentado. A resposta deve ser o seu ponto de vista sobre o assunto.
“Durante a redação, pergunte a si mesmo o porquê de sua resposta. Encontre uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal e é em cima dele que toda a argumentação secundária será construída”, afirma a professora do cursinho online Kuadro.
Ela diz ainda que é importante respaldar seus argumentos com fatos e informações de autoridade. Pode ser um fato da vida política, econômica, social ou até a citação de um filme, sempre alinhado ao tema principal e com originalidade.

Assista a uma aula completa sobre a estrutura do Texto Dissertativo com a Profª Erica:


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Uso dos porquês: saiba como fazer

Em gramática, o uso dos porquês é um dos temas que mais causa confusão nos alunos. Também por ser um tema cheio de pegadinhas, o uso dessas quatro palavras costuma ser muito cobrado em vestibulares e provas como o ENEM. Por isso, é essencial para o candidato ter o domínio do conteúdo e saber em qual situação cada porque é utilizado para ter vantagem na hora do vestibular.

Desconstruindo os Porquês:

PORQUE – Exemplo:

“Eu não vou para a aula hoje, porque estou doente.”

  • Usado em resposta;
  • Conjunção explicativa;
  • Introduz causa e motivo;
  • Podemos substituir por : pois, uma vez que e visto que.

PORQUÊ – Exemplo:

“Não consegui entender o porquê dessa atitude”

  • Substantivo;
  • Vem acompanhado de um determinante (um artigo, por exemplo);
  • Equivale a motivo e razão.

POR QUE – Exemplos:

Por que você faltou ontem? “
“Quero saber por que você faltou ontem”
“O caminho por que passei, estava muito ruim”

  • Usado em orações interrogativas (diretas e indiretas);
  • Usados em títulos e manchetes (pois está subtendido uma pergunta indireta);
  • Pode ser substituído por: para que, pelo qual, pelas quais, pela qual e pelos quais.

POR QUÊ – Exemplos:

“ Ele veio sozinho? Por quê?
“ Vocês estão irritados demais e não sei por quê!

  • Usado em final de frase;
  • Acompanhado de um ponto (ponto final, exclamação, interrogação) ou de reticências.

Ficou com alguma dúvida? Comente aqui embaixo que a gente te ajuda! 😉

Quando devemos ou não usar a vírgula?

O uso correto da vírgula é essencial para realizar uma boa redação no seu vestibular. A vírgula é um sinal gráfico de pontuação que define uma pausa de curta duração e é usado para separar frases entre si ou elementos dentro de uma frase. Saber usar a vírgula é essencial para conduzir o texto e dar ritmo à leitura.

Se a frase estiver em ordem direta, ou seja, com seus termos sucedidos em sujeito- verbo – complemento verbal (objetos) – adjunto adverbial, não se faz necessário o uso da vírgula.

Pera! Antes de começar a ver os exemplos, que tal conferir nosso curso preparatório para o ENEM? Temos monitoria ilimitada e 24 horas! Você nunca mais vai ficar com dúvidas em vírgula!

Exemplo:

“Eu vou viajar amanhã”
(Sujeito- VTD- Objeto direto – Adjunto adverbial)

Contrário a essa ordem, nos seguintes casos deve-se usar a vírgula:

  • Para marcar alteração na sequência lógica de frases que não estão em ordem direta:
    “Com toda beleza e desenvoltura, a modelo iniciou o desfile.”
  • Para separar termos coordenados (enumerados):
    “Eu comprei frutas, verduras e legumes.”
  • Para marcar inversão do adjunto adverbial:
    Depois das cinco horas, todos já devem estar em casa.”
  • Para marcar intercalação do adjunto adverbial:
    “O filme, em razão do seu tempo de duração, quase não foi assistido”
  • Para marcar intercalação da conjunção:
    “Maria estava preparada para a prova, portanto conseguiu uma boa nota.”
  • Para separar expressões explicativas e corretivas:
    “Aquele homem amava correr, ou seja, amava o atletismo.”A inflação, isto é, a alta dos preços, destrói a economia do país.
  • Para isolar topônimos e datas:
    “Rio de Janeiro, 22 de julho de 1989”
  • Para marcar a intercalação dos objetos pleonásticos anteriores ao verbo:
    “As margaridas, no vaso azul, não lhes poupei água”“Aos alunos, não lhes disseram nada”
  • Para marcar elipse (a omissão de um verbo):
    “Eu prefiro filme; meu marido, apenas novela”
  • Para isolar o aposto:
    “Mariana, situada no estado de Minas Gerais, sofreu um grande desastre”.“Gregório de Matos, o autor do movimento barroco, é considerado o primeiro poeta brasileiro”.
  • Para isolar o vocativo:
    “Ora João, não faça mais isso!”.“Queridos, nada de bagunça enquanto eu estiver fora”
  • Para separar orações adverbiais:
    “Ao chegar em casa, percebi sua apreensão”

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Casos que não necessitam do uso da vírgula:

  • Entre sujeito e predicado:
    Maria está se preparando para a prova
      Sujeito                      Predicado
  • Entre o verbo e seus objetos:
    “O trabalho custou caro aos trabalhadores
                           V.T.D.I  O.D             O.I
  • Entre o nome e o adjunto adnominal ou complemento nominal:
    Vera é um amor de mãe”.
    Adjunto adnominalCamila tem muito amor à mãe”.
    Complemento nominal
  • Em orações subordinadas adverbiais consecutivas e substantivas:“A tempestade estava tão forte que derrubou a casa”.
    Oração subordinada adverbial consecutiva“É essencial que você compareça no escritório amanhã”
    Oração subordinada substantiva

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