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(ENEM - 2019)

Mídias: aliadas ou inimigas da educação física escolar?

No caso do esporte, a mediação efetuada pela câmara televisiva construiu uma nova modalidade de consumo para o grande público: o esporte telespetáculo, realidade textual relativamente autônoma face à prática “real” do esporte, construída pela codificação e mediação dos eventos esportivos efetuados pelo enquadramento das câmaras televisivas, a edição das imagens e os comentários que se acrescentam a elas, que interpretam para o espectador o que ele está vendo. Esse fenômeno tende a valorizar a forma em relação ao conteúdo, e para tal faz uso privilegiado da linguagem audiovisual com ênfase na imagem cujas possibilidades são levadas cada vez mais adiante, em decorrência dos avanços tecnológicos. Por outro lado, a narração esportiva propõe uma concepção hegemônica de esporte: esporte é esforço máximo, busca da vitória, dinheiro… O preço que se paga por sua espetacularização é a fragmentação do fenômenos esportivo. A experiência global do ser-atleta é modificada: a sociabilização no confronto e a ludicidade, não são vivências privilegiadas no enfoque das mídias, mas as eventuais manifestações de violência, em partidas de futebol, por exemplo, são exibidas e reexibidas por todo o mundo. 

BETTI, M. Motriz, n. 2, jul.-dez. 2001 (adaptado)

A reflexão trazida pelo texto, que aborda o esporte telespetáculo, está fundamentada na

A

distorção da experiência do ser-atleta para os espectadores.

B

interpretação dos espectadores sobre o conteúdo transmitido.

C

utilização de equipamentos audiovisuais de última geração.

D

valorização de uma visão ampliada do esporte.

E

equiparação entre a forma e o conteúdo.