Já é nosso aluno? Acesse a plataforma!

Questões e gabarito - UNESP 2010

Questão
2010Inglês

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Música Calling occupants of interplanetary craft Calling occupants of interplanetary craft In your mind you have capacities you know To telepath messages through the vast unknown Please close your eyes and concentrate With every thought you think Upon the recitation we’re about to sing Calling occupants of interplanetary craft Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft Calling occupants of interplanetary craft Calling occupants of interplanetary craft Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft You’ve been observing our earth And we’d like to make a contact with you We are your friends Calling occupants of interplanetary craft Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries We’ve been observing your earth And one night we’ll make a contact with you We are your friends Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft And please come in peace, we beseech you Only a landing will teach them Our earth may never survive So do come, we beg you Please interstellar policeman Oh won’t you give us a sign Give us a sign that we’ve reached you With your mind you have ability to form And transmit thought energy far beyond the norm You close your eyes, you concentrate Together that’s the way To send the message We declare world contact day Calling occupants Calling occupants Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft We are your friends (http://www.lyricsfreak.com) 9. (Unesp 2010) As palavras unknown, beseech, survive e interstellar podem ser entendidas, respectivamente, como

Questão
2010Português

(UNESP–2010) Leia:  Pensar em nada A maravilha da corrida: basta colocar um pé na frente do outro.        Assim como numa família de atletas um garoto deve encontrar certa resistência ao começar a fumar, fui motivo de piada entre alguns parentes – quase todos intelectuais – quando souberam que eu estava correndo. “O esporte é bom pra gente”, disse minha avó, num almoço de domingo. “Fortalece o corpo e emburrece a mente.”        Hoje, dez anos depois daquele almoço, tenho certeza de que ela estava certa. O esporte emburrece a mente e o mais emburrecedor de todos os esportes inventados pelo homem é, sem sombra de dúvida, a corrida – por isso que eu gosto tanto.        Antes que o primeiro corredor indignado atire um tênis em minha direção (número 42, pisada pronada, por favor), explico-me. É claro que o esporte é fundamental em nossa formação. Não entendo lhufas de pedagogia ou pediatria, mas imagino que jogos e exercícios ajudem a formar a coordenação motora, a percepção espacial, a lógica e os reflexos e ainda tragam mais outras tantas benesses ao conjunto psico-moto-neuro-blá-blá-blá. Quando falo em emburrecer, refiro-me ao delicioso momento do exercício, àquela hora em que você se esquece da infiltração no teto do banheiro, do enrosco na planilha do Almeidinha, da extração do siso na próxima semana, do pé na bunda que levou da Marilu, do frio que entra pela fresta da janela e do aquecimento global que pode acabar com tudo de uma vez. Você começa a correr e, naqueles 30, 40, 90 ou 180 minutos, todo esse fantástico computador que é o nosso cérebro, capaz de levar o homem à Lua, compor músicas e dividir um átomo, volta-se para uma única e simplíssima função: perna esquerda, perna direita, perna esquerda, perna direita, inspira, expira, inspira, expira, um, dois, um, dois.        A consciência é, de certa forma, um tormento. Penso, logo existo. Existo, logo me incomodo. A gravidade nos pesa sobre os ombros. Os anos agarram-se à nossa pele. A morte nos espreita adiante e quando uma voz feminina e desconhecida surge em nosso celular, não costuma ser a última da capa da Playboy, perguntando se temos programa para sábado, mas a mocinha do cartão de crédito avisando que a conta do cartão “encontra-se em aberto há 14 dias” e querendo saber se “há previsão de pagamento”.        Quando estamos correndo, não há previsão de pagamento. Não há previsão de nada porque passado e futuro foram anulados. Somos uma simples máquina presa ao presente. Somos reduzidos à biologia. Uma válvula bombando no meio do peito, uns músculos contraindo-se e expandindo-se nas pernas, um ou outro neurônio atento aos carros, buracos e cocôs de cachorro.        Poder, glória, dinheiro, mulheres, as tragédias gregas, tá bom, podem ser coisas boas, mas naquele momento nada disso interessa: eis-nos ali, mamíferos adultos, saudáveis, movimentando-nos sobre a Terra, e é só. (Antonio Prata. Pensar em nada. Runner’s World, n.° 7, São Paulo: Editora Abril, maio/2009.) O esporte é bom pra gente, [...] fortalece o corpo e emburrece a mente. [...] Antes que o primeiro corredor indignado atire um tênis em minha direção [...] Quando estamos correndo, não há previsão de pagamento. Os termos destacados identificam-se pelo fato de exercerem a mesma função sintática nas orações de que fazem parte. Indique essa função.