Questões e gabarito - UNESP 2010

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2010Português

O autor escreve, no penúltimo período do segundo parágrafo, a palavra Pânico com inicial maiúscula. O emprego da inicial maiúscula, neste caso, se deve

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Para o narrador, não notamos os verdadeiros absurdos em asserções como as que ele comenta, porque:

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TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5 QUESTÕES: Motivos para pânico Como sabemos, existem muitas frases comumente repetidas a cujo uso nos acostumamos tanto que nem observamos nelas patentes absurdos ou disparates. Das mais escutadas nos noticiários, nos últimos dias, têm sido não há razão para pânico e não há motivo para pânico, ambas aludindo à famosa gripe suína de que tanto se fala. Todo mundo as ouve e creio que a maioria concorda sem pensar e sem notar que se trata de assertivas tão asnáticas quanto, por exemplo, a antiga exigência de que o postulante a certos benefícios públicos estivesse vivo e sadio, como se um defunto pudesse estar sadio. Ou a que apareceu num comercial da Petrobrás em homenagem aos seus trabalhadores, que não sei se ainda está sendo veiculado. Nele, os trabalhadores encaram de frente grandes desafios, como se alguém pudesse encarar alguma coisa senão de frente mesmo, a não ser que o cruel destino lhe haja posto a cara no traseiro. Em rigor, as frases não se equivalem e é necessário examiná-las separadamente, se desejar enxergar as inanidades que formulam. No primeiro caso, pois o pânico é uma reação irracional, comete-se uma contradição em termos mais que óbvia. Ninguém pode ter ou deixar de ter razão para pânico, porque não é possível haver razão em algo que por definição requer ausência de razão. Então, ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a água é um líquido ou a comida vai para o estômago. Se as palavras pudessem protestar, certamente Pânico escreveria para as redações, perguntando ofendidíssimo desde quando ele precisa de razão. Nunca há uma razão para o pânico. A segunda frase nega uma verdade evidente. É também mais do que claro que não existe pânico sem motivo, ou seja, o freguês entra em pânico porque algo o motivou, independentemente de sua vontade, a entrar na desagradabilíssima sensação de pânico. Ninguém, que eu saiba, olha assim para a mulher e diz mulher, acho que vou entrar em pânico hoje à tarde e, quando a mulher pergunta por que, diz que é para quebrar a monotonia. (João Ubaldo Ribeiro. Motivos para pânico. O Estado de S. Paulo, 17.05.2009.) Embora o autor afirme, no fragmento citado, que os significados de razão e motivo são diferentes nas frases mencionadas, há numerosos contextos em que essas duas palavras podem ser indiferentemente utilizadas, sem alteração relevante do significado das frases. Baseado neste comentário, assinale a única alternativa em que a palavra motivo não pode substituir a palavra razão, já que nesse caso haveria uma grande mudança do sentido.

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Como é característico da crônica jornalística, João Ubaldo Ribeiro focaliza assuntos do cotidiano com muito bom humor, mesclando a seu discurso palavras e expressões coloquiais. Um exemplo é asnáticas, que aparece em assertivas tão asnáticas quanto, e outro, o substantivo freguês, empregado em o freguês entra em pânico. Caso o objetivo do autor nessas passagens deixasse de ser jocoso e se tornasse mais formal, as palavras adequadas para substituir, respectivamente, asnáticas e freguês seriam:

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Então, ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a água é um líquido ou a comida vai para o estômago. Neste período, no tom bem humorado que o autor imprime à crônica, a palavra novidade assume um sentido contrário ao que apresenta normalmente. Essa alteração de sentido, em função de um contexto habilmente construído pelo cronista, caracteriza o recurso estilístico denominado:

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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o artigo sobre o time norte-americano de futebol Jets e responda à(s) questão(ões) com base no texto. Hey Jet Fans; Dont Count Your Chickens Just Yet! This has been quite the off-season for us Jets fans. After a heart breaking end to the 2008 season, we have seen our team make for some seemingly huge strides. Eric Mangini has moved on to Cleveland...gas can and matches in hand. Rex Son of Buddy Ryan has stepped into the head coaching role, bringing defensive stars Bart Scott and Jim Leonhard with him. These additions immediately put the Jets defense back on the radar. More importantly, he brought a bit of swagger and a bit of a chip on his shoulder. Something this team has been sorely lacking for way too long. Sports are as much about ego and attitude as they are about physical skills and attributes. The mono tone stylings of Eric Mangini did nothing to impress or inspire players, media or fans. Things certainly seem to be looking up for this team and its fans. Or are they? Despite all outward appearances, this is a team that is still only one bad break away from disaster. Several key positions are still floating in limbo. The Jets are way too thin at way too many positions to truly be successful. Both the defensive and offensive lines, parts of the secondary and, of course, the tight ends are so thin that one injury could sink the entire boat. Despite all appearances, Im actually extremely optimistic about the coming season. There are a lot of good things happening with this team too. Unfortunately, there are also a lot of questions. (www.ganggreennation.com/2009/5/16/877030 Adaptado.) Utilizou-se a oração there are also a lot of questions no final do texto porque

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O esporte é bom pra gente, fortalece o corpo e emburrece A MENTE. Antes que o primeiro corredor indignado atire UM TÊNIS em minha direção (...) Quando estamos correndo, não há PREVISÃO DE PAGAMENTO. Os termos grafados com letras maiúsculas nas passagens acima, extraídas do texto apresentado, identificam-se pelo fato de exercerem a mesma função sintática nas orações de que fazem parte. Indique essa função:

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Ao longo do texto apresentado, percebemos que o cronista nos conduz com sutileza e humor para um sentido de emburrecer bem diferente do que parece estar sugerido na fala de sua avó. Para ele, portanto, como se observa principalmente no emprego da palavra no terceiro parágrafo, emburrecer é:

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No período Hoje, dez anos depois daquele almoço, tenho certeza de que ela estava certa, o cronista poderia ter evitado o efeito redundante devido ao emprego próximo de palavras cognatas (certeza certa). Leia atentamente as quatro possibilidades a seguir e identifique as frases em que tal efeito de redundância é evitado, sem que sejam traídos os sentidos do período original: I. Hoje, dez anos depois daquele almoço, estou certo de que ela acertou. II. Hoje, dez anos depois daquele almoço, estou convencido de que ela estava certa. III. Hoje, dez anos depois daquele almoço, tenho certeza de que ela tinha razão. IV. Hoje, dez anos depois daquele almoço, acredito que ela poderia estar certa.

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Ao empregar lhufas em Não entendo lhufas de pedagogia ou pediatria (...), o cronista poderia ter também empregado outros vocábulos ou expressões que correspondem à mesma acepção. Assinale a única alternativa em que a substituição não é pertinente, pois alteraria o sentido da frase:

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TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 5QUESTÕES: Fragmento de um livro do conhecido diretor dramático e teórico da dramaturgia Martin Esslin (1918-2002): Mas a diferença mais essencial entre o palco e os três veículos de natureza mecânica reside em outro ponto: a câmera e o microfone são extensões do diretor, de seus olhos e ouvidos, permitindo-lhe escolher seu ponto de vista (ou seu ângulo de audição) e transportar para eles a plateia por meio de variações de planos, que podem englobar toda uma cena ou fechar-se sobre um único ponto, ou cortando, segundo sua vontade, de um local para outro. Se um personagem está olhando para a mão de outro, o diretor pode forçar o público a olhá-la também, cortando para um close-up da mesma. Nos veículos mecânicos, o poder do diretor sobre o ponto de vista da plateia é total. No palco, onde a moldura que encerra o quadro é sempre a mesma, cada integrante individual da plateia tem a liberdade de olhar para aquela mão, ou para qualquer outro lugar; na verdade, no teatro cada membro da plateia escolhe seus próprios ângulos de câmera e, desse modo, executa pessoalmente o trabalho que o diretor avoca para si no cinema e na televisão bem como, mutatis mutandis, no rádio. Essa diferença, ainda uma vez, oferece ao teatro vantagens e desvantagens. No palco, o diretor pode não conseguir focalizar a atenção da plateia na ação que deseja sublinhar; no cinema isso jamais pode acontecer. Por outro lado, a complexa e sutil orquestração de uma cena que envolve muitos personagens (uma característica de Tchekov no teatro) torna-se incomparavelmente mais difícil no cinema e na televisão. A sensação de complexidade, de que há mais coisas acontecendo naquele momento do que pode ser apreendido com um único olhar, a riqueza de um intrincado contraponto de contrastes humanos será inevitavelmente reduzida em um veículo que nitidamente guia o olho do espectador, ao invés de permitir que ele caminhe livremente pela cena. (Martin Esslin. Uma anatomia do drama. Tradução de Barbara Heliodora. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.) Aponte a alternativa que contém, segundo a interpretação do fragmento de texto, os outros três meios de expressão artística que o autor contrapõe ao teatro. I. O microfone. II. A câmera. III. O cinema. IV. O rádio. V. A televisão.

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2010Filosofia

Em algum remoto rincão do sistema solar cintilante em que se derrama um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. - Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. Houve eternidades em que ele não estava; quando de novo ele tiver passado, nada terá acontecido. Ao contrário, ele é humano, e somente seu possuidor e genitor o toma tão pateticamente, como se os gonzos do mundo girassem nele. Mas se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos então que também ela boia no ar [...] e sente em si o centro voante deste mundo. (NIETZSCHE. O Livro das Citações, 2008.) Sobre o texto, é correto afirmar que:

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No palco, o diretor pode não conseguir focalizar a atenção da plateia na ação que deseja sublinhar; no cinema isso jamais pode acontecer. Sempre levando em consideração todo o contexto, assinale a alternativa que encerra o mesmo argumento presente nas frases que constituem o período acima.

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2010Português

No texto de Esslin, é empregada a expressão de origem latina mutatis mutandis, traduzida habitualmente por mudando o que deve ser mudado. Marque a alternativa que indica a frase ou as frases que também poderiam adequar-se ao fragmento de texto em lugar de mutatis mutandis. I. Respeitadas as diferenças. II. Resguardadas as particularidades. III. Observadas as devidas diferenças.

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2010Português

(UNESP - 2010) A influncia da lngua inglesa sobre as demais, em todo o globo, se revela particularmente no vocabulrio. No texto apresentado, temos dois exemplos: cmera, cujo emprego alternativo a cmara ocorre por influncia da lngua inglesa; e close-up, expresso da linguagem cinematogrfica emprestada da lngua inglesa e para a qual o portugus no tem um substituto totalmente adequado. Com base nesta informao, aponte a alternativa que contm o melhor entendimento de close-up na passagem em que surge.

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