Antiguidade Clássica Império Romano

Antiguidade Clássica: Império Romano

Em nosso último resumo, focamos nos dois primeiros períodos da Roma Antiga: Monarquia e República. Quando Otávio derruba a República e se autoproclama imperador, nasce o Império Romano, sua fase mais importante.

Alto Império (Séculos I a.C. a III d.C.)

O Império Romano passou a ser governado pelo imperador Otávio Augusto. Sob seu comando Roma conheceu um período de expansão muito próspero. O intenso crescimento econômico era baseado na exploração da mão de obra escrava. Além disso, contava com uma produção agrícola considerável e o comércio passou a ser incentivado com a construção de aperfeiçoamento de estradas e portos.

O imperador detinha o controle político e religioso, além do comando do exército. Isso fez com que o poder do senado diminuísse consideravelmente. Otávio Augusto realizou uma série de reformas administrativas e estabeleceu o latim como língua oficial. O objetivo dessa ação era unificar o império.

Esse período foi relativamente estável, o que fez com que ficasse conhecido como pax romana. Para entreter as massas criou a política de “pão e circo”, que consistia em doar trigo e pão ao povo e promover disputas e jogos entre os gladiadores.

Antiguidade Clássica Império Romano

Coliseu em Roma: Onde eram realizados as disputas e jogos entre os gladiadores

Após a morte de Otávio Augusto, uma sucessão de dinastias ocupou o poder. Entre eles os que mais se destacaram foram: Tibério (que teve o governo marcado por corrupção e imoralidade e pela crucificação de Jesus Cristo) e Nero (acusado de atear fogo em Roma e culpar os seguidores do cristianismo).

Baixo Império (Séculos III d.C. a V d.C.)

A centralização do poder que tinha sido a característica do Alto Império começou a ruir diante de suas dimensões. Isso porque para manter a sua estrutura eram necessários grandes esforços e contingentes de soldados para controlar e sustentar as regiões mais afastadas.

A partir do século III d.C., o Império Romano entrou em crise devido ao esgotamento da expansão territorial, da pressão dos povos dominados e da dificuldade de novas anexações. Além disso, sem novas conquistas não havia mais captura de escravos. A falta de escravos fazia com que a mão de obra diminuísse e a economia romana, baseada na escravidão, começasse a ruir.

O cristianismo no Império Romano

Paralelamente, crescia em meio a população cativa a adesão a uma nova crença: o cristianismo. Essa crença havia surgido durante o governo de Otávio Augusto e logo passou a se expandir dentro do império. A nova religião passou a ter caráter subversivo para a estrutura política romana. Essa imagem existia pois o catolicismo era universal, contrário à violência e rejeitava a divindade do imperador. Consequentemente, tornou-se perseguida mas ao mesmo tempo fazia com que cada vez mais homens livres se convertessem a ela.

Em 313, o imperador Constantino promulgou o Édito de Milão, que dava liberdade de culto aos cristãos e em 330 transferiu, por motivos políticos e econômicos, a capital do Império de Roma para Constantinopla. Era o começo do fim.

O imperador Teodósio, em 380, com o Édito de Tassolônica, tornou o cristianismo a religião oficial do império. Em 395 o dividiu em duas partes. Império Romano do Ocidente, que tinha sede em Roma; e o Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla. A partir daí aumentou a penetração dos povos germânicos nos territórios romanos. Os germânicos eram chamados também de bárbaros por não falarem latim e por serem de regiões que não faziam parte do império.

Em 476, os Hérulos (um dos povos germânicos) invadiram Roma, saquearam-na Roma e derrubaram o último imperador, Rômulo Augusto, decretando o fim do Império Romano do Ocidente. Esse episódio marca o fim cronológico da Idade Antiga.

A invasão dos povos germânicos, contudo, não foi a única causa da queda do Império. Ele já estava enfraquecido econômica e politicamente pelas revoltas sociais internas e pelas crises políticas e da escravidão. Dessa forma, não teve condições de suportar um ataque externo.

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