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Como é a carreira acadêmica em medicina?

O caminho imediato de um estudante de medicina é: passar no vestibular, concluir o curso e começar a clinicar. Eventualmente, o caminho inclui ainda a residência em alguma especialidade, mas isso não é obrigatório. Mas existem outros caminhos para o profissional de medicina? Clinicar é a única opção de carreira que um médico pode seguir? Nesse post, nós vamos analisar uma outra opção de carreira que um médico pode escolher além da clínica.

A carreira acadêmica na medicina

De longe, a principal opção de carreira para um médico fora da área clínica é a pesquisa científica. A opção é indicada para os estudantes de medicina que não se sintam confortáveis tendo contato com pacientes, ou que queiram atuar na área acadêmica.

Normalmente, o desenvolvimento de pesquisa tem como requisito, além da graduação, uma formação stricto sensu (mestrado ou doutorado). Também é comum que os estudantes de medicina que realizem pesquisa tenham contato com ela na faculdade, na Iniciação Científica. Começar uma Iniciação Científica na faculdade costuma ser um atalho para que o estudante se insira na área acadêmica.

Iniciação Científica em medicina

A Iniciação Científica na área de medicina pode ter dois direcionamentos: clínica e laboratorial.

Na iniciação científica clínica, o estudo é focado sintomas, impacto de tratamentos na vida de pacientes e coisas do tipo. Nessa iniciação, é testada a eficiência de drogas aprovadas em estudos de laboratório. Além disso, esse tipo de iniciação também avalia o impacto de certas intervenções médicas, como cirurgias e mudanças de hábito.

Já na iniciação científica laboratorial, o estudo é voltado para o impacto das doenças no comportamento das células. Essa modalidade de iniciação científica também testa a eficiência de drogas em culturas de células.

O processo de desenvolvimento da iniciação científica não é diferente do de demais áreas. Primeiro determinado assunto amplo é selecionado e buscam-se referências em trabalhos já publicados sobre o tema. Em seguida, formula-se uma tese com base nas referências encontradas no estudo inicial. Depois de formulada a tese, ela é testada de acordo com os métodos decididos (questionários para os pacientes, exames médicos). Por fim, os resultados são coletados e analisados para serem publicados caso tenham se provado relevantes.

Outras vantagens da área acadêmica

Além do desenvolvimento acadêmico, o envolvimento em pesquisa permite que o profissional troque experiências com pesquisadores de outras áreas e expanda seu conhecimento. Para os estudantes que decidirem entrar na área acadêmica, a iniciação científica também pode ser remunerada, o que significa que além do crescimento acadêmico, existe um ganho financeiro desde a graduação.

Para quem está numa universidade pública, em especial, o acesso à pesquisa é ainda mais fácil. Como os próprios professores dos cursos costumam ser responsáveis por projetos de pesquisa, o contato dos alunos com a área científica é praticamente direto. A USP, por exemplo, mantém mais de 62 Laboratórios de Investigação Médica. Você pode conferir a lista aqui.

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E aí, o que acha de ser um pesquisador científico? Ficou alguma dúvida sobre a área acadêmica? Mande para a gente nos comentários!

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