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Confira a lista de literatura obrigatória da Fuvest

Confira a lista de literatura obrigatória da Fuvest

Durante a preparação para a USP, os estudantes também precisam conhecer a lista de literatura obrigatória da Fuvest. Em geral, é composto por obras já tratadas no Ensino Médio, como as de José de Alencar e Carlos Drummond de Andrade.

A cada ano, a Fuvest muda alguns livros dessa lista. Confira quais obras serão cobradas neste e nos próximos anos!

Lista de 2019

A lista de livros para Fuvest de 2019 foi divulgada em 2018. A mudança, com relação à anterior, é que o Fuvest trocou a obra A cidade e as serras por A relíquia. Ambas do escritor português Eça de Queiroz.

Saiba um pouco mais sobre as obras que o vestibular irá cobrar este ano!

A relíquia

Lançado em 1887, o livro conta a história de Teodorico, que foi criado pela tia Dona Maria do Patrocínio, depois dos pais e avós terem morrido. Ela é muito devota e, por isso, dá ao menino desde cedo uma educação religiosa.

Quando cresce, Teodorico deseja conhecer Paris, porém a tia não concorda, pois acredita que é a cidade da perdição. Para conseguir mais liberdade, o jovem propõe para a tia que financie uma viagem a Jerusalém. Ela aceita com a condição de que ele traga uma relíquia.

Essa é a trama central de A Relíquia. É uma obra realista que possui o tom sarcástico e severo de um dos autores mais cobrados nos vestibulares. Além disso, em algumas partes, a história tem características de um relato de viagem.

Iracema

O livro Iracema foi escrito por José de Alencar, em 1865 e é um dos livros obrigatórios da Fuvest. O romance é uma espécie de alegoria sobre o surgimento do Ceará. A história central é sobre o amor do português Martim com a indígena Iracema.

Na obra, Martim é aliado dos pitiguaras, tribo inimiga dos tabajaras, mas está perdido em território inimigo. Lá, ele conhece de perto a tribo tabajara, da qual Iracema faz parte.

Memórias póstumas de Brás Cubas

O livro Memórias póstumas de Brás Cubas é uma obras mais emblemáticas do escritor Machado de Assis, lançado em 1881, como folhetim. A história ganhou notoriedade, principalmente, por ser contada por um morto. Assim, a história não é contada em ordem cronológica, já que começa do momento em que o narrador assiste ao próprio velório e, a partir disso, ele conta como foi a sua vida.

Como o narrador-personagem não tem mais a chance de encontrar as pessoas — afinal, já morreu — ele sente que tem liberdade para ser sincero o tempo todo. Por isso, Brás Cubas é um personagem ácido que expõe de maneira irônica como era a sociedade naquela época.

O cortiço

O Cortiço é a principal obra naturalista da literatura brasileira, publicada em 1890. A história de passa em uma habitação coletiva, que reúne diferentes tipos de pessoas. Apesar das diversas origens, elas têm alguns aspectos em comum.

A obra serve como uma tese de que as pessoas sofrem influência por causa do meio, do momento histórico e até da raça. Por isso, ele é considerado naturalista, já que os naturalistas acreditavam que o meio tem influência no comportamento das pessoas.

Vidas secas

Publicado em 1938, Vidas secas conta a história de uma família sertaneja que precisava se deslocar de tempos em tempos por causa da estiagem. Assim como a aridez do lugar onde vivem, os personagens também são retratados de maneira rude.

Durante toda a história, eles pouco falam e demonstram afeto. O sofrimento da família é latente em toda a obra, apesar dos sonhos e esperanças não os abandonarem. Sinha Vitória, por exemplo, sonha em um dia ter uma cama de fita de couro para dormir e ver os filhos em condições melhores.

Minha vida de menina

Diferentemente das outras obras cobradas pela Fuvest, Minha vida de menina é um diário e, por isso, tem uma linguagem mais simples e próxima do leitor. Os relatos foram escritos entre 1893 e 1895, pouco depois da abolição da escravatura.

Nessa época, a escola literária da vez era o parnasianismo, que preza pela erudição da escrita. Em contraposição a isso, a autora escrevia de maneira livre sobre a maneira que vivia.

Claro enigma

Lançado em 1951, Claro enigma é um livro de poemas de Carlos Drummond de Andrade. Nessa obra, o autor apresenta a sua faceta mais introspectiva e sombria.

Na época em que foi escrito, o mundo estava dividido em dois por causa da Guerra Fria. Em meio a isso, o poeta se sente angustiado por ter que aderir a um dos lados. Fazem parte dessa coletânea A máquina do mundo, um dos maiores poemas de Drummond e A ingaia ciência.

Sagarana

Lançado em 1946, Sagarana é um livro de contos modernistas do escritor João Guimarães Rosa. A obra sintetiza bem as características principais de Rosa, como a inovação na linguagem, o apreço pela vida rural de Minas Gerais e o tempo psicológico das personagens.

A obra reúne no total nove histórias. Entre elas estão O burrinho pedrês, Minha gente e Corpo fechado.

Mayombe

O livro Mayombe é a primeira obra africana cobrada pelo vestibular da Fuvest. Escrita pelo angolano Pepetela e publicado em 1980, a história conta um pouco sobre os guerrilheiros do Movimento Popular de Libertação de Angola.

A obra é dividida em seis capítulos, sendo que cada um tem um narrador diferente. Isso demonstra que mesmo um conflito sendo pensado coletivamente, cada um o enxerga de uma maneira.

Próximos vestibulares

Para o próximo do próximo ano, a Fuvest não irá cobrar Vidas Secas, mas sim Angústia, também do autor Graciliano Ramos. A obra de Machado de Assis também sofrerá mudanças.

As Memórias póstumas de Brás Cubas darão lugar a Quincas Borbas, personagem que inclusive aparece em Brás Cubas. Além disso, Iracema, de José de Alencar, será substituída por Poemas escolhidos, de Gregório de Matos.

Quem for fazer a prova em 2021 não precisará mais ler Minha vida de menina, Sagarana e O cortiço. Essas obras darão lugar aos livros Campo geral, de Guimarães Rosa, Renascimento da inconfidência, de Cecília Meireles e Nove noites, de Bernardo Carvalho.

Em 2022, as mudanças serão por conta da saída de Claro enigma, A relíquia e Mayombe. O livro de Carlos Drummond será substituído por outra obra sua, chamada Alguma poesia.

Já a obra do português Eça de Queiróz, será trocada por Mensagem, do também português, Fernando Pessoa. Enquanto Mayombe, escrita por um angolano, será substituída para Terra Sonâmbula, do moçambicano Mia Couto.

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