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Impérios Africanos

Impérios Africanos

Neste resumo, pretendemos desmistificar os preconceitos a respeito dos Impérios Africanos! Faremos isso por meio da apresentação de alguns grupos populacionais que habitavam o continente antes do encontro com os europeus. Vamos nessa?

O conhecimento sobre povos africanos

Como mencionado no resumo sobre a Migração do Homo Sapiens, a maior parte das pesquisas indicam que a espécie humana surgiu no continente africano. No entanto, até bem pouco tempo parte da cultura e da organização social dos povos africanos eram praticamente desconhecidas. As únicas regiões de que se tinha algum conhecimento eram o Egito Antigo, Cartago e algumas cidades no norte da África (por conta da expansão do islamismo).

O contato dos povos europeus com os povos ao sul do deserto do Saara só começaram (ou se intensificaram) nos séculos XV e XVI. Nesse período os africanos eram vistos pelos europeus como um todo formado por povos primitivos ou exóticos que viviam em regiões inóspitas e tinham sua cultura e práticas culturais vistas como inferiores. Nesse resumo, no entanto, pretendemos desmistificar esses preconceitos, por meio da apresentação de alguns grupos populacionais que habitavam o continente antes do encontro com os europeus.

Levando em consideração que o Brasil é o país da América que mais recebeu africanos durante o tráfico de escravos, conhecer a cultura e passado africanos significa conhecer também aspectos do nosso passado e da nossa cultura.

Impérios Africanos

Existiram inúmeros impérios no continente africano com formações complexas tanto em termos econômicos como políticos. No entanto, focaremos em três deles: Gana, Mali e Congo.

Reino de Gana

O reino de Gana começou a se desenvolver por volta do ano 500, na região da África ocidental. Sua economia baseava-se no comércio e na agricultura. O rei era responsável pelas decisões administrativas e era o principal líder militar. Ou seja, o poder era centralizado e mantido por meio da cobrança de impostos sobre a circulação do ouro e do sal (seus principais produtos).

O rei possuía também um caráter divino, o que o tornava capaz de se comunicar com os deuses. Segundo a tradição, os deuses eram ligados às forças da natureza, segundo essa tradição.

A região foi invadida pelos muculmanos no século XI, com intuito de converter a população de Gana ao islamismo. Apesar da resistência o reino, enfraquecido se fragmentou e o último rei foi derrubado em 1235 pelo líder de Mali.

Império de Mali

O principal líder político de Mali foi Sundiata, aquele que conquistou o reino de Gana. Em seu governo conquistou novos territórios, ricos em ouro e sal, e expandiu o comércio, tornando um líder muito popular.

Politicamente tinha funções muito parecidas com o líder ganês, e recebia o nome de mansa. Os sucessores de Sundiata, no entanto, converteram-se ao islamismo, tornando Mali um estado islâmico. Apesar disso, muito camponeses e trabalhadores continuaram suas práticas religiosas antigas, colaborando para o enfraquecimento dos governantes.

Esse enfraquecimento gerou lutas pelo controle do império. Em 1468, Songai, uma das províncias, liderada pelo rei Sonni, tomou o poder e derrubou o império malê.

Fotografia da Mesquita Timbuktu, no Mali.

Mesquita Timbuktu, no Mali.

Reino do Congo

Esse reino corresponde ao território atual de parte da Angola, da República Democrática do Congo e do Gabão. Ele formou-se a partir da chegada do muchicongos, grupo de etnia banto. Eles misturaram-se com os povos locais mas mantiveram a liderança política sob o domínio da nobreza do Congo. Era dividido em grandes cidades e aldeias onde viviam artesãos, comerciantes, membros do exército, escravos e agricultores.

A economia baseava-se no comércio de sal, tecidos e metais e na agricultura, principalmente de subsistência. Porém o tráfico de escravos passou a dominar as atividades. A população pagava impostos ao Mani Congo, sua liderança principal.

Com a chegada dos portugueses, em 1483, houve uma aproximação entre os dois povos que passaram a se relacionar comercialmente. Em 1491 o reino do Congo foi cristianizado e sua capital, antes Mbanza, passou a se chamar San Salvador.

Seus líderes adotaram nomes e costumes portugueses e de lá vieram grandes quantidades de escravos para a América. No século XVII a soberania europeia estava consolidada no Congo.

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