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Antiguidade Clássica: Monarquia e República Romana

Antiguidade Clássica: Monarquia e República Romana

Anteriormente a Monarquia e República Romana, tratamos de outros temas da Antiguidade Clássica, como Grécia Antiga e Atenas e Esparta.

Início: Monarquia e República Romana

Os romanos criaram o maior império da Antiguidade Clássica, que abrangeu a Europa, Ásia menor e norte do continente africano. Para além das suas dimensões geográficas, o conhecimento sobre a Roma Antiga é importante, pois, dela vieram grandes contribuições para o sociedade moderna.

Dos romanos herdamos o Latim (língua que dará origem ao português, espanhol, francês, italiano), o sistema jurídico, as formas de organização política e os primórdios do Cristianismo.

Não devemos, no entanto, olhar para o passado romano apenas como um modelo a ser seguido, mas sim analisar como se formaram essas instituições. Ou seja, pensar em que circunstâncias elas foram criadas, levar em conta as suas especificidades e lembrar que a História é uma construção dinâmica e constante. Também não podemos esquecer que, apesar de modificadas, essas instituições ainda estão presentes hoje.

Roma está localizada na parte oeste da península itálica e foi a capital do que viria a ser o Império Romano, que se estendeu do século VI a.C. ao IV d.C. Dividimos a história romana em três períodos, correspondentes a cada sistema político por qual passou: Monarquia, República e Império.

Monarquia (da fundação de Roma ao Século VI a.C.)

Além da versão histórica da fundação de Roma, a versão lendária permaneceu no imaginário romano ao longo dos séculos. Essa versão é narrada pelo poeta Virgílio, em sua obra Eneida.

Segundo a lenda, a cidade teria sido fundada por dois irmãos, Rômulo e Remo. Os irmãos seriam descendentes do herói troiano Enéas, por parte de mãe, e do deus Marte, por parte de pai. Ambos teriam sido abandonados e alimentados por uma loba. Na disputa entre os dois, Rômulo venceu e se tornou o primeiro rei de Roma em 753 a. C.

Lenda de Roma: Rômulo e Remo

Estátua de Rômulo e Remo com a Capitoline Museums

A península itálica era habitada por três principais povos: Latinos, Sabinos e Etruscos.

Roma foi fundada em um pequeno povoado na região do Lácio, com terras férteis, no centro da península no século VIII a. C. Esse povoado reunia uma série de aldeias que viveram sob o domínio de uma monarquia até o século VI a.C.. O rei dominava os clãs e detinha o poder e o comando do exército e da justiça, além da função de sacerdote.

A economia era essencialmente agrícola e a sociedade era dividia em três principais classes sociais: Patrícios (aristocracia), plebeus (homens livres sem direitos políticos) e escravos (endividados ou vencidos em guerras). A religião era politeísta e o rei era o sacerdote.

No fim do século VII a.C., a estabilidade romana foi quebrada por conta da força militar e política exercida pelos etruscos. Tarquínio, o Soberbo (rei etrusco) foi deposto por uma insurreição liderada pelos patrícios.

A monarquia foi abolida e o Senado passou a representar o poder supremo. Assim, configurou-se como um regime de características oligárquicas: a República.

República (séculos VI a.C. a I a.C.)

Na República, o governo passou a ser exercido pelos magistrados (administravam a República, eram eleitos) com assessoria do senado (possuía função legislativa, composto por família abastadas e era vitalício). As assembleias romanas nomeavam os magistrados e ratificavam as leis. Possuía caráter oligárquico pois era controlado pelos patrícios.

Os plebeus, marginalizados e descontentes com sua situação, passaram a ser fonte crescente de tensão. A Roma republicana vivia sempre a possibilidade de uma convulsão social.

Para tentar diminui-la uma série de medidas foram criadas. Entre elas estavam os Tribunos da Plebe (cargo eleito pelos plebeus que tinha o poder de veto sobre as decisões do senado) e a Lei das Doze Tábuas (primeira compilação das leis romanas).

Nesse período Roma se expandiu por toda a península se envolvendo em uma série de disputas, sendo as Guerras Púnicas (264 a 146 a.C.) as maiores (foram três grandes guerras). Roma enfrentou, nesses conflitos, Cartago pelo controle do comércio na bacia do Mediterrâneo. Roma saiu-se vitoriosa e Cartago foi destruída.

Mudanças na sociedade

As conquistas provocaram profundas transformações em Roma. O senado passou a administrar um vasto território. A riqueza convergia para a cidade, que era agora a capital do império.

A guerra passou a ser elemento chave da economia romana, pois gerava tributos, pilhagens e escravos. Por conta disso, a população cresceu rapidamente, aumentando com ela as tensões sociais.

Surgia também uma nova classe social, a dos homens novos (comerciantes) que ansiavam por maior participação política. O governo oligárquico não conseguia fazer frente a essa série de pressões sociais e políticas.

Em meio a esses conflitos surgiram ditaduras militares. A disputa por poder entre os líderes militares resultou na criação dos triunviratos (governo de três líderes político-militares).

O primeiro foi o de Júlio César, Pompeu e Crasso. Júlio César se tornou um ditador, instaurou uma série de reformas econômicas e deu mais poder ao senado, proclamou uma ditadura vitalícia, mas foi assassinado em 44 a.C.

O segundo foi composto por Marco Antônio, Otávio e Lépido. Otávio derrotou os rivais e se auto proclamou imperador e Augusto (“O divino). Derrubou a república e instaurou o Império Romano.

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