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Questões de Português - UNICAMP 2016

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Questão
2016Português

(Unicamp 2016) Em relação ao trecho E ainda colocou em uso termos como empodimento, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: Pode [fazer tal coisa], Tião? Seguida da resposta certeira: Pode, pode tudo, é correto afirmar

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2016Português

(Unicamp 2016) Em sua versão benigna, a valorização da malandragem corresponde ao elogio da criatividade adaptativa e da predominância da especificidade das circunstâncias e das relações pessoais sobre a frieza reducionista e generalizante da lei. Em sua versão maximalista e maligna, porém, a valorização da malandragem equivale à negação dos princípios elementares de justiça, como a igualdade perante a lei, e ao descrédito das instituições democráticas. (Adaptado de Luiz Eduardo Soares, Uma interpretação do Brasil para contextualizar a violência, em C. A. Messeder Pereira, Linguagens da violência. Rio de Janeiro: Rocco, 2000, p. 23-46.) Considerando as posições expressas no texto em relação à valorização da malandragem, é correto afirmar que:

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(Unicamp 2016) A partir da identificação de várias expressões nominais ao longo do texto, é correto afirmar que:

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2016Português

(UNICAMP - 2016) É possível fazer educação de qualidade sem escola É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Decepcionado com o processo de ensinagem, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da escola que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva, explica. O educador diz que a roda constrói consensos. Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar. Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: Tião, como faço para conquistar uma moleca? Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda. Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que mães cuidadoras fazem biscoito escrevido e folia do livro (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como empodimento, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: Pode [fazer tal coisa], Tião? Seguida da resposta certeira: Pode, pode tudo. Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender. Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que terceira idade é para fruta: verde, madura e podre, Tião diz se sentir privilegiado de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética, pontua. A partir da identificação de várias expressões nominais aolongo do texto, é correto afirmar que:

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(UNICAMP - 2016) É possível fazer educação de qualidade sem escola É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Decepcionado com o processo de ensinagem, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da escola que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva, explica. O educador diz que a roda constrói consensos. Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar. Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: Tião, como faço para conquistar uma moleca? Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda. Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que mães cuidadoras fazem biscoito escrevido e folia do livro (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como empodimento, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: Pode [fazer tal coisa], Tião? Seguida da resposta certeira: Pode, pode tudo. Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender. Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que terceira idade é para fruta: verde, madura e podre, Tião diz se sentir privilegiado de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética, pontua. Em relação ao trecho E ainda colocou em uso termoscomo empodimento, após várias vezes ser questionadopelas comunidades: Pode [fazer tal coisa], Tião? Seguidada resposta certeira: Pode, pode tudo, é correto afirmar:

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(UNICAMP - 2016) Leia o poema Mar Português, de Fernando Pessoa. MAR PORTUGUÊS Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. (Disponível em http://www.jornaldepoesia.jor.br/fpesso03.html.) No poema, a apóstrofe, uma figura de linguagem, indicaque o enunciador

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(UNICAMP - 2016) Cem anos depois Vamos passear na floresta Enquanto D. Pedro não vem. D. Pedro é um rei filósofo, Que não faz mal a ninguém. Vamos sair a cavalo, Pacíficos, desarmados: A ordem acima de tudo. Como convém a um soldado. Vamos fazer a República, Sem barulho, sem litígio, Sem nenhuma guilhotina, Sem qualquer barrete frígio. Vamos, com farda de gala, Proclamar os tempos novos, Mas cautelosos, furtivos, Para não acordar o povo. (José Paulo Paes, O melhor poeta da minha rua, em Fernando Paixão(sel. e org.), Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 2008, p.43.) O tom irônico do poema em relação à história do Brasil põeem evidência

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(UNICAMP - 2016) No conto Amor, de Clarice Lispector, a percepção dapersonagem Ana, em relação ao seu mundo, é alterada deforma significativa pelo seguinte acontecimento:

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(UNICAMP - 2016) (...) pediu-me desculpa da alegria, dizendo que era alegria de pobre que não via, desde muitos anos, uma nota de cinco mil réis. Pois está em suas mãos ver outras muitas, disse eu. Sim? acudiu ele, dando um bote pra mim. Trabalhando, concluí eu. Fez um gesto de desdém; calou-se alguns instantes, depois disse-me positivamente que não queria trabalhar. O trecho citado diz respeito ao encontro entre Brás Cubase Quincas Borba, no capítulo 49, e, mais precisamente,apanha o momento em que Brás dá uma esmola ao amigo. Considerando o conjunto do romance, é correto afirmarque essa passagem

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(UNICAMP - 2016) Morro da Babilônia À noite, do morro descem vozes que criam o terror (terror urbano, cinquenta por cento de cinema, e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua Geral). Quando houve revolução, os soldados espalharam no morro, o quartel pegou fogo, eles não voltaram. Alguns, chumbados, morreram. O morro ficou mais encantado. Mas as vozes do morro não são propriamente lúgubres. Há mesmo um cavaquinho bem afinado que domina os ruídos da pedra e da folhagem e desce até nós, modesto e recreativo, como uma gentileza do morro. (Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. São Paulo:Companhia das Letras, 2012, p.19.) No poema Morro da Babilônia, de Carlos Drummond deAndrade,

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(UNICAMP - 2016) Leia o seguinte trecho da obra Terra Sonâmbula, de MiaCouto, extraído do Sexto caderno de Kindzu, subintituladoO regresso a Matimati. Lembrei meu pai, sua palavra sempre azeda: agora, somos um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos. Era como se ainda escutasse: - Mas você, meu filho, não se meta a mudar os destinos. Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no areal. (Mia Couto, Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015, p. 104.) Na passagem citada, a personagem Kindzu recorda osensinamentos de seu pai diante do estado desolador emque se encontrava sua terra, assolada pela guerra, ereflete sobre a coerência de suas ações em relação a taisensinamentos. Levando em consideração o contexto danarrativa do romance de Mia Couto, é correto afirmar que:

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(UNICAMP - 2016) Em sua versão benigna, a valorização da malandragemcorresponde ao elogio da criatividade adaptativa e dapredominância da especificidade das circunstâncias e dasrelações pessoais sobre a frieza reducionista egeneralizante da lei. Em sua versão maximalista e maligna,porém, a valorização da malandragem equivale à negaçãodos princípios elementares de justiça, como a igualdadeperante a lei, e ao descrédito das instituiçõesdemocráticas. (Adaptado de Luiz Eduardo Soares, Uma interpretação do Brasil paracontextualizar a violência, em C. A. Messeder Pereira, Linguagens daviolência. Rio de Janeiro: Rocco, 2000, p. 23-46.) Considerando as posições expressas no texto em relaçãoà valorização da malandragem, é correto afirmar que:

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(UNICAMP - 2016) Leia com atenção o texto abaixo. Nunca conheci quem tivesse sido tão feliz como nasredes sociais (...) Eu tenho inveja de mim no Instagram. (...) Eu queria ser feliz como eu sou no Instagram. Eu queria ter certeza, como eu tenho no Facebook, sobre as minhas posições políticas. E no Twitter, bem, no Twitter eu não sou tão feliz nem certa e é por isso que de longe essa ganha como rede social de mi corazón. E quanto mais eu me sinto angustiada (quem nunca?), mais eu entro no Instagram e vejo a foto das pessoas superfelizes. E mais angustiada eu fico. Por mais que eu saiba que aquela felicidade é de mentira. Outro dia uma editora de moda que faz muito sucesso no Instagram escreveu em uma legenda: até que estou bem depois de tomar um stillnox e um rivotril. (!!!!! Gente!) Mas ufa, ela assumiu. Até então, seus seguidores talvez pudessem achar que ela era uma super-heroína que nunca tinha levado porrada (nem conhecido quem tivesse tomado). Ela viaja de um lado para o outro, acorda cedo, mas tem uma decoração linda na mesa, viaja de país em país. Trabalha loucamente. Mas ela sempre está disposta e apaixonada pelo que faz. Escuta! Quanta mentira! Nenhuma de nós está apaixonada o tempo todo pelo que faz. Eu, hoje, escrevi esse texto com muito esforço. Eu, hoje, estou achando que eu escrevo mal e que perdi o jeito para a coisa. Quem nunca? Quem nunca muitas vezes? Quem estamos querendo enganar? A gente. Mas tem vezes, como agora, em que não dá. Eu queria muito voltar no tempo quando as redes sociais não existiam só para lembrar como era... Às vezes eu acho que, com todas as vantagens da vida em rede..., talvez a gente se sentisse melhor. Sério. Estou farto de semideuses. Onde é que há gente nesse mundo?, grita o Fernando Pessoa lá do túmulo. (Adaptado de Nina Lemos, disponível em http://revistatpm.uol.com.br/blogs/berlimmandaavisar/2015/07/13/nunca-conheci-quem-tivesse-sido-tao-feliz-como-nas-redes-sociais.html.) Considerando os recursos linguísticos e discursivospresentes na configuração do texto, é correto afirmar que:

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(UNICAMP-2016) A publicidade acima foi divulgada no site da agênciaFAMIGLIA no dia 24 de janeiro de 2007, véspera doaniversário de São Paulo, no período em que foi propostaa campanha Cidade Limpa. Na base da foto, em letrasbem pequenas, está escrito: Tomara, mas tomara mesmo,que nos próximos aniversários o paulistano comemore umacidade nova de verdade. Considerando os sentidos produzidos por esse anúncio, écorreto afirmar:

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(UNICAMP - 2016) Quanto ao conto Negrinha, de Monteiro Lobato, é corretoafirmar que:

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