Civilização Islâmica

Civilização Islâmica

O Islamismo é, atualmente, a religião que mais cresce no planeta. Mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo professam a fé muçulmana. Essa religião foi fundada por Maomé e surgiu no século VII, dando origem à civilização islâmica. Seu início se deu na Península Arábica e espalhou-se pela África, Ásia e sul da Europa.

A civilização islâmica

O florescimento da civilização islâmica ocorreu simultaneamente à Idade Média europeia. Foi responsável por um outro modelo político, econômico e social com implicações e legados duradouros.

A Península Arábica é banhada pelo Mar Vermelho e Oceano Índico. É circundada pelo Golfo Pérsico de um lado e deserto por outro.

A região era habitada, durante o século VII, por povos árabes, chamados também de semitas; e beduínos, que eram nômades, se organizavam em tribos e criavam animais no deserto. Esses povos eram do mesmo grupo étnico dos babilônios, fenícios e hebreus.

Era uma região de passagem de caravanas que transportavam mercadorias do Oriente para o Ocidente e uma área de disputa pelo controle da água e das rotas comerciais.

Embora praticassem a agricultura, a principal atividade econômica era o comércio. A comercialização era a fonte de riqueza que fez surgir muitas cidades, como Meca, local de nascimento de Maomé.

Maomé era condutor de caravanas e comerciante, o que fez com que ele tivesse contato com judeus e cristãos, povos monoteístas. Em Meca, até então predominava o politeísmo.

Segundo o Corão (livro sagrado dos mulçumanos), aos 40 anos, Maomé passou a ter visões nas quais Deus falava com ele por meio do anjo Gabriel. Maomé foi chamado por Deus (Alá) para levar sua palavra a todo o mundo.

Conforme essa crença, Deus mandou vários profetas os mundo. Entre eles estavam Abraão, Jesus e Maomé, que era o maior deles.

Expansão

Maomé passou a pregar suas revelações, que foram escritas e divulgadas depois de sua morte no Corão.

As pregações de princípio monoteísta e de condenação de outros cultos desagradou os comerciantes de Meca, que controlavam a Caaba. Principal templo de Meca, a Caaba era onde estava a pedra negra que era adorada por diferentes tribos.

Perseguido, o profeta e alguns de seus discípulos se dirigiram a Medina em 622. Esse deslocamento recebeu o nome de Hégira e marcou o início do calendário muçulmano.

Foto da pedra preta de Caaba

Pedra preta sagrada de Caaba

Em Medina, Maomé converteu muitas pessoas e organizou a cidade segundo seus preceitos. Lá, ele decidiu retomar Meca, proclamando uma Jihad, que significa “esforço” para levar a mensagem divina e combater os infiéis.

A retomada de Meca teria a finalidade de destruir os deuses e símbolos da Caaba e deixar apenas a Pedra Preta. Segundo a crença, a Pedra Preta teria sido construída por Abraão e seu filho Ismael, seguindo ordens divinas.

A adesão dos árabes ao islamismo e a retomada de Meca proporcionou a unificação dos povos árabes.

Preceitos islâmicos

O islamismo possui cinco preceitos principais:

  • Afirmar que Alá é o único Deus e que Maomé é seu profeta;
  • Fazer cinco orações diárias em direção a Meca;
  • Doar parte de sua riqueza aos pobres e desamparados;
  • Jejuar no mês de Ramadã;
  • Ir a Meca, se possível, uma vez na vida.

 

Domínio muçulmano

Os sucessores de Maomé eram chamados de Califas, líderes político-religiosos que levaram o Islã a outros territórios. O império islâmico abrangeu áreas que iam da Palestina à Península Ibérica. Ainda no século VII, o império conquistou Jerusalém, território sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos.

Devido à diferença entre grupos, o mundo muçulmano foi,  posteriormente, dividido em vários califados. A divisão política levou também a divisão religiosa em dois grupo principais: Sunitas (mais moderados) e Xiitas (mais radicais).

O domínio califado na região mediterrânea permaneceu até por volta do século X. Foi quando divisões internas permitiram que os cristãos retomassem territórios e partissem para uma ofensiva a partir do século XII, com as cruzadas.

Cultura Islâmica

O controle das rotas comerciais garantiu aos árabes muita prosperidade.

A língua árabe tinha, no Império, a mesma importância que o latim tinha no Império Romano.

Muitas obras científicas foram traduzidas e renovadas, o que colaborou para o desenvolvimento da Medicina, Astronomia e Matemática.

Os muçulmanos incorporavam os saberes de outros povos em seu próprio benefício. Mas, além disso, trouxeram ao ocidente, uma série de descobertas, como: o papel, a bússola, a pólvora e o conceito do numeral zero, além das descobertas do álcool e do ácido sulfúrico.

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