Entenda o que é a Teoria de Resposta ao Item do ENEM

Diferentemente de outros vestibulares e concursos, no Enem, o candidato não pontua de forma objetiva. Ou seja, se o estudante acertou 40 questões, isso não quer dizer que ele fez 40 pontos. O exame utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que ainda confunde muita gente.

Por causa da TRI, pessoas que acertaram a mesma quantidade de perguntas podem ter notas muito diferentes. Entende por que isso acontece, qual é a utilidade dessa metodologia e como se preparar para o Enem!

Como funciona o TRI

A Teoria de Resposta ao Item permite dar peso para as questões, de acordo com o nível de dificuldade. Porém, na correção do Enem, as perguntas mais difíceis não valem mais do que as fáceis, se o candidato não tiver acertado conceitos simples.

Para o avaliador, se alguém acerta as difíceis, mas erra as fáceis, isso significa que chutou e não domina completamente os assuntos. Portanto, não adianta se dedicar às questões complexas e deixar as simples de lado.

Essa forma de avaliar é diferente de muitos concursos, em que os conteúdos mais difíceis têm peso 2 ou 3 e os fáceis valem 1. Nesses casos, o candidato pode se dedicar a acertar o que tem maior importância e, ainda assim, ter um ótima pontuação.

De acordo com o próprio Ministério da Educação, a metodologia aplicada ao Enem leva em consideração três fatores:

  • grau de dificuldade;
  • possibilidade de acerto ao acaso (chute),
  • capacidade de um item distinguir os estudantes que são proficientes na matéria dos que não são.

Utilidade do TRI

O TRI foi inspirado em metodologias que são usadas em outros países desde a década de 1950. O SAT, uma das principais formas de ingresso nas universidades americanas, por exemplo, utiliza esse método.

O Enem usa o TRI para elaborar um ranking preciso da pontuação dos estudantes. Para isso, o teste é elaborado levando em conta a premissa de que a nota no Enem do candidato terá um score verdadeiro.

A intenção do MEC ao fazer isso é priorizar os estudantes que realmente conhecem os assuntos cobrados, evitando que apenas o fator sorte garanta uma alta pontuação. É óbvio que o examinador não tem como saber com certeza se houve chute ou não. Porém, a discrepância de acertos entre questões de níveis variados pode sugerir isso.

Como o Enem faz a TRI

Para elaborar a Teoria de Resposta ao Item, as respostas do Enem são pré-testadas em diversas escolas. A partir do desempenho dos estudantes, é possível verificar quais delas são fáceis, médias e difíceis.

Nesse teste, as questões estão misturadas e, por isso, o aluno não tem como identificar o grau de dificuldade. Com base nesses resultados, o TRI calcula, por meio de teorias matemáticas e estatísticas, a pontuação real dos estudantes.

Por causa do TRI, um candidato que acertou mais questões fáceis do que difíceis pode ter uma nota maior do que quem conseguiu o oposto. Ou seja, quem fez mais pontos na parte difícil e poucos na parte fácil aparenta ter chutado mais — e ter pouco domínio dos conteúdos.

Como obter uma boa nota no Enem

Além de estudar todos os conteúdos que podem ser cobrados, o estudante precisa ter uma estratégia para que no dia saiba resolver a prova. Como vimos, cada questão tem um peso diferente e, mais importante do que acertar as difíceis, é garantir a pontuação nas fáceis.

Por isso, ao começar o exame, é recomendável que o candidato comece fazendo as questões das matérias mais fáceis ou que mais tem facilidade. Quando chegar a algo mais complexo e difícil de resolver, vale a pena pular para a próxima para não perder tempo.

Dessa forma, as chances de o candidato acertar, ao menos, as fáceis são maiores do que se perdesse tempo em algo que pode errar. Depois que ele terminar tudo, inclusive a redação, é possível voltar para as questões mais complexas e tentar resolvê-las novamente.

Redação não utiliza TRI

É importante destacar que a nota da redação não leva em consideração a TRI ou qualquer outra metodologia subjetiva. No entanto, a pontuação não é adquirida com apenas um fator.

O Enem possui cinco critérios de avaliação da redação. São eles:

  • compreensão da propostas;
  • domínio da Língua Portuguesa;
  • seleção de informações relevantes;
  • capacidade de argumentação,
  • elaboração de uma proposta para os problemas abordados.

 

Conclusão

Para quem deseja se destacar no Enem, é importante entender um pouco como funciona a Teoria de Resposta ao Item. Afinal, esse método definirá o desempenho do estudante. Quer começar a preparar para o próximo Enem? O cursinho do Kuadro é perfeito para você!

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