História: A Independência dos Estados Unidos

História: A Independência dos Estados Unidos

Independência dos Estados Unidos

O processo de Independência dos Estados Unidos da América:

independência dos estados unidos com a professora de história Ana

Aula da professora Ana Carolina sobre Independência dos Estados Unidos

Os Estados Unidos da América, antes de se tornarem uma potência econômica e bélica, eram apenas as Treze Colônias inglesas no Novo Mundo. Tais colônias foram controladas pela metrópole que, dentro do contexto histórico do século XVIII, usaram-nas para obter lucros e recursos naturais não disponíveis na Europa. Mas, essa é uma visão simplista, uma vez que a metrópole também se fazia valer de alta exploração financeira por meio de taxas e impostos cobrados dos colonos.

Entender o processo que levou ao movimento de Independência dos Estados Unidos, perpassa desde o entendimento da sua colonização até a evolução de sua história em meados do século XVII.

Neste texto, além de contar todo o processo que eclodiu nesse movimento catártico, vamos ter também alguns exercícios que abordam o tema em importantes vestibulares do Brasil.

Colonização dos EUA

Apesar de estarem todas sob o domínio da metrópole inglesa, as Treze Colônias se organizavam de duas maneiras completamente opostas. Com focos distintos e tipos de exploração também diferenciados.

As colônias do Norte haviam sido colonizadas, sobretudo, por ingleses que fugiam da perseguição religiosa e encontraram no Norte, principalmente pela sua posição geográfica, um
local propício para seguirem a sua missão divina de construir um Novo Mundo. Ali ficou predominante a mão de obra livre e policultura com produção voltada para o mercado interno,
já que não oferecia nada diferente do que era produzido na Europa.

Por sua vez, as colônias do Sul, por conta do seu clima totalmente favorável à agricultura, assumiram um papel totalmente diferente do primeiro. Com produção muito voltada para a exportação, predominaram ali os grandes latifúndios e a mão de obra escrava.

Como metrópole até o século XVIII, a Inglaterra não tinha grandes planos para as suas colônias na América e por isso os colonos viviam uma vida mais solta independentes da metrópole européia, principalmente por disputas internas e brigas dinásticas.

No entanto, com a sua estabilização após a Revolução Industrial, o seu comportamento perante as colônias mudou. A metrópole inglesa adotou uma política mais autoritária e exploratória, enxergando maiores possibilidades comerciais e de exploração de matéria prima em seus territórios americanos. Essa mudança de postura acabou acirrando as tensões entre colonos e metrópole.

Confira aqui um trecho da aula da professora Ana Carolina sobre a Independência dos Estados Unidos.

 

Guerra dos Sete Anos e aumento de taxas

Além da mudança progressiva de postura perante as Treze Colônias, a Inglaterra travou a Guerra de 7 anos com a França, entre 1756 e 1763. Uma disputa territorial pela parte do continente que forma hoje os Estados Unidos e o Canadá. Com o apoio dos colonos a Inglaterra saiu vitoriosa e isso permitiu que mais colonos avançassem para o interior do país.

Porém, como qualquer guerra, esse embate com os Franceses deixou a Inglaterra muito endividada. E para conseguir se recuperar do prejuízo a Coroa achou que a solução seria sobretaxar seus colonos, com aumento de impostos e monopólio mercantil.

Com isso vieram diversas outras restrições fiscais e comerciais determinadas aos colonos. Essa série de medidas ficaram conhecidas como as Leis Proibitivas, sendo as principais: A Lei do Chá (uma companhia inglesa tinha monopólio do comércio de Chá), a Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar das Antilhas Inglesas) e a Lei do Selo (todo produto interno deveria ter um selo vendido pelos ingleses).

Todo este movimento impositivo e autoritário exercido pela Inglaterra às Treze colônias, suscitou no povo colono e no povo já nascido nos Estados Unidos um sentimento de revolta. Protestos começaram a acontecer principalmente nas colônias do Norte e a situação começou a ficar insustentável.

Congressos da Filadélfia

Depois de diversos protestos os colonos do Norte viram a necessidade de estruturar uma ordem de pedidos para que seus pleitos fossem atendidos. Dessa maneira, em 1774 foi organizado o Primeiro Congresso da Filadélfia. Esse Primeiro Congresso ainda não tinha caráter separatista, o principal objetivo era reduzir impostos e a exploração da metrópole sobre as colônias.

O resultado foi completamente oposto ao esperado. O monarca inglês, Rei George III, adotou mais medidas controladoras para se opor veementemente ao Congresso da Filadélfia. Tomou uma série de medidas para mostrar aos colonos que o poder sobre as colônias vinha da metrópole.

As medidas contrárias causaram ainda mais revolta e levaram por fim ao primeiro movimento separatista norte-americano. Em 1776 os colonos se reuniram no Segundo Congresso da Filadélfia, nesse segundo evento a ideia era uma só: independência. Mesmo os colonos que eram menos radicais apoiaram a ideia de um choque contra a metrópole.

O Congresso, que tomou parte em 04 de julho de 1776, teve como líderes Samuel Adams, Richard Lee, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson, sendo esse o responsável por redigir nessa mesma data a Declaração de Independência dos Estados Unidos, sucedendo a criação do exército colonial.

Obviamente a Inglaterra não aceitou a independência da colônia e o resultado foi aproximadamente 7 anos de guerras no solo americano. Até que em 1783, principalmente após o auxílio de Franceses e Espanhóis, o exército colonial venceu a Inglaterra e os Estados Unidos puderam se declarar independentes.

Constituição dos Estados Unidos

A Constituição Norte-Americana, que é a mesma até hoje, ficou pronta apenas em 1787, três anos depois do fim da guerra. Vários estudiosos veem uma relação muito grande entre o documento e a ideologia iluminista. Apesar de manter a escravidão, uma exigência do Sul. Garantia o direito à propriedade privada e optava por um sistema de república federativa, protegendo os direitos individuais do cidadão.

Agora antes de partir para os exercícios sobre a Independência dos Estados Unidos, que tal curtir um trecho da aula da nossa professora Ana Carolina, sobre o tema. Confira:

Exercícios sobre Independência dos Estados Unidos:

(UFMG-MG) Abaixo encontram-se descritas diferentes características dos processos de independência da América Latina e da América do Norte. Sobre esse contexto, leia as alternativas abaixo.

I. Nos Estados Unidos, como coincidência imediata de seu processo de independência, ocorreu a abolição da escravatura.

II. Em toda a América Espanhola ocorreu uma aliança entre as elites locais e os setores populares contra os interesses metropolitanos sem, contudo, produzir mudanças nas formas de governo.

III. Na América Portuguesa, a transferência da corte para o Rio de Janeiro, bem como a abertura dos portos às nações amigas, constitui-se em importante fator para a crise do sistema colonial.

IV. O processo de independência no Haiti caracterizou-se por uma rebelião escrava, constituindo-se em um singular modelo de luta anticolonial.

Marque a opção correta.

a) Todas estão corretas.
b) Todas estão incorretas.
c) Apenas a I e a IV estão corretas.
d) Apenas a I e a III estão corretas.
e) Apenas a III e a IV estão corretas.

(RESPOSTA: Letra E. A alternativa I está incorreta, pois não houve a abolição da escravatura imediatamente após a independência; a II está incorreta por afirmar que não houve mudanças nas formas de governo na América Espanhola.)

(Mackenzie-SP) Leis britânicas acirraram as divergências entre colonos americanos e a Coroa inglesa, provocando a luta pela independência. Dentre os objetivos dessas leis, destacam-se:

a) aumentar a receita real, impedir o contrabando e o comércio intercolonial e recuperar a Companhia das Índias Orientais.
b) aumentar o consumo de chá e de açúcar na colônia, obrigar o uso de selos nas correspondências e aumentar as exportações da colônia.
c) abolir a escravidão nas colônias, separar juridicamente as Treze Colônias e ajudar a Pensilvânia a anexar terras no Oeste.
d) recuperar Companhia das Índias Ocidentais, abrir o porto de Boston às nações amigas e aumentar as importações da colônia.
e) pagar indenizações à França, devido à derrota inglesa na Guerra dos Sete Anos, revogar os atos Townshend e favorecer os produtores locais de açúcar.

(RESPOSTA: Letra A. O interesse inglês era claro. Controle do comércio da colônia americana. Visando aumentar as receitas da Coroa e diminuir a liberdade de comércio dos negociantes americanos. A Lei do Chá beneficiava diretamente a Companhia das Índias Orientais por dar a essa empresa o monopólio do comércio.)

Outras questões:

Leia abaixo o trecho da Declaração de Independência dos Estados Unidos.

“Nós, os representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso plenário, tomando o Juiz supremo do mundo como testemunha da retidão de nossas intenções em nome e por delegação do bom povo destas Colônias, afirmamos e declaramos solenemente:
Que estas Colônias Unidas são, e devem ser de direito, Estados Independentes, que elas estão dispensadas de fidelidade à Coroa Britânica, e que todo o vínculo político entre elas e o Estado da Grã-Bretanha está, e deve ser, inteiramente desfeito.”

Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América. in: APTHEKER, Herbert. Uma nova história dos Estados Unidos: A Revolução Americana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
Essa Declaração Unânime representou a independência das colônias em relação à Coroa britânica e foi redigida:

a) durante a Festa do Chá de Boston, em 1773.
b) durante o Segundo Congresso Continental de Filadélfia, em 1776.
c) durante o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, em 1774.
d) após o Tratado de Versalhes, que pôs fim à guerra de Independência, em 1783.

(RESPOSTA: Letra B. O Segundo Congresso Continental da Filadélfia foi considerado o momento da independência dos EUA. Confirmando ainda que George Washington seria o comandante das tropas que iriam enfrentar o exército britânico.)

Jornalista formada pela UNESP e analista de mídias sociais do Kuadro. É responsável por administrar as postagens do Blog, do Facebook, do Instagram e do Twitter. Se tiver sugestões de conteúdo deixe nos comentários!

Blog Kuadro