O que aconteceu no dia 07 de setembro?

O dia 7 de setembro é um dos feriados nacionais do Brasil, e todo mundo lembra da época de escola quando tinha que ensaiar para o desfile cívico em comemoração à data, mas às vezes é fácil confundir os eventos históricos que são comemorados nos feriados. Você lembra qual é o evento que aconteceu em setembro?

O dia da Independência

No dia 07 de Setembro, nós comemoramos no Brasil, a independência do país, proclamada por Dom Pedro I em 1822. Na época, D. Pedro era o príncipe regente do país, subordinado à Portugal, mas com o ato, passou a ser o líder de estado efetivo do Brasil. Mas como isso aconteceu exatamente? O que levou o Brasil a ficar independente?

Antes da Independência

O processo de independência do Brasil começou em 1808, quando Napoleão, então imperador da França, determinou o bloqueio continental à Inglaterra na Europa. Na época, Napoleão era um dos mais fortes líderes políticos do continente, e tinha no Reino Unido seu principal rival. Portugal, por sua vez, mantinha importantes relações comerciais com a Inglaterra, e decidiu não adotar a determinação de Napoleão. A decisão obrigou a família real portuguesa a deixar o continente e fugir para o Brasil, na época uma colônia completamente subordinada à metrópole portuguesa.

Com a chegada da coroa portuguesa, o imperador Dom João VI deu início a uma série de reformas que permitiram ao Brasil começar a desenvolver sua autonomia. O imperador português nomeou ministros, istalou tribunais de Justiça, criou órgãos de Estado e o Banco do Brasil. Além disso, o Brasil passou a poder negociar com outros países além de Portugal, o que permitiu que o país começasse a se emancipar economicamente.

Nessa época, o Brasil passou a fazer parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e se tornou sede administrativa do governo.

D. Pedro e o Dia do Fico

A família real portuguesa permaneceu no Brasil até 1821, quando problemas políticos na metrópole forçaram a coroa portuguesa a retornar para a Europa. Como precaução, Dom João deixou seu filho, Dom Pedro, no Brasil e o nomeou príncipe regente. Apesar de ainda subordinado à Portugal, era mais um passo na autonomia do Brasil.

Como príncipe regente, Dom Pedro passou a tomar decisões que favoreciam a colônia e desagradavam a metrópole portuguesa. No começo de 1822, a coroa portuguesa exigiu a volta de D. Pedro ao país, mas o príncipe decidiu desobedecer a ordem, incentivado pela elite agrícola brasileira. Assim, em 9 de janeiro daquele ano, o príncipe declarou que pretendia permanecer no Brasil, no que ficou conhecido como o Dia do Fico.

O grito do Ipiranga

Ao longo do período do primeiro semestre, as tensões entre Brasil e Portugal se acentuaram. No mesmo período, D. Pedro ordenou medidas que tinham a intenção de garantir o processo de independência do país. Algumas das medidas foram convocar uma Assembléia Constituinte e organizar a Marinha de Guerra do país.

Em 7 de setembro de 1822, durante uma viagem a cavalo entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu um comunicado que exigia sua volta imediata à Portugal. A carta também anulava a Constiuinte convocada por D. Pedro e ameaçava o Brasil de invasão por tropas portuguesas caso não fosse obedecida.

Depois de ler a carta, D. Pedro declarou a independência do Brasil, proclamando o famoso grito de “independência ou morte” às margens do riacho do Ipiranga. Os Estados Unidos e o México foram os primeiros países a reconhecer a independência brasileira. Portugal exigiu um pagamento de 2 milhões de libras para reconhecer o Brasil como independente. A multa foi paga com um empréstimo da Inglaterra e, em dezembro daquele ano, D. Pedro foi coroado o primeiro imperador do Brasil.

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