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Questões de redacao - IME

Questão
2015Redação

(IME 2015) Texto 1 O MENINO QUE TINHA MEDO DE POESIA (Pedro Gabriel – Março de 2014)        ─ Mãe, acho que tem um poema debaixo da minha cama!        Quando menino, a poesia me assustava. Parecia ter dentes afiados, pernas desajeitadas, mãos opressoras. E nem as mãos da professora mais dócil conseguiam me acalmar.Não compreendia uma palavra, uma metáfora, uma rima pobre, rica ou rara. Não entendia nada. Tentava adivinhar o que o poeta queria dizer com aquela frase entupida de imagens e sentidos subjetivos. Achava-me incapaz de pertencer àquilo. Não conseguia mergulhar naquele mundo. Eu, sem saber nadar em versos, afogava-me na incompreensão de um soneto; ela – a tão sagrada poesia – não me afagava e me deixava morrer na praia, entre um alexandrino e um heptassílabo.        Toda vez que eu era obrigado a decorar poesia, sentia vontade de sumir, de virar um móvel e ficar imóvel até tudo se acabar. Por dentro, sentia azia, taquicardia, asma espontânea, tremelique e gagueira repentina. Por fora, fingia que estava tudo bem. Eu sempre escolhia o poema mais curto da lista que a escola sugeria. Naquele dia, sobrou Pneumotórax, de Manuel Bandeira, e eu queria ser aquele paciente para não precisar declamá-lo. Eu queria tossir, repetir sem parar: trinta e três… Trinta e três… Ter uma doença pequena, uma desculpa qualquer, um atestado médico assinado pelo meu avô que me deixasse em casa – não a semana toda, mas só o tempo da aula.        Depois, para a prova de francês, não tive escolha: fui obrigado a decorar Le dormeur du Val, de Rimbaud. Eu lembro que, antes de ficar em pé de frente para o meu professor, eu queria que alguém me desse dois tiros no peito. Queria ser esse soldado e dormir, tranquilo, na paz celestial daquele vale até que a turma toda esquecesse a minha existência. Ou que a guerra fosse declarada finda. Ou que eu fosse declamado culpado. A Primeira Guerra Mundial parecia durar menos do que aqueles 15 minutos de exame. Minha boca está seca até hoje. Minhas mãos estão molhadas até agora. Só eu sei o que suei por você, querida Poesia.        Aos 17, a poesia ainda me apavorava. Podia ser o verso mais delicado do mundo, eu tinha medo. Podia ser o poeta mais simpático da face da Terra, eu desconfiava. Desconversava, lia outra coisa. Ou não lia nada. Talvez por não querer entendê-la. Talvez por achar não merecê-la. E assim ficava à mercê da minha rebeldia. Não queria aprender a contar sílabas, queria ser verso livre. Tolo! Até a liberdade exige teoria!        Se hoje eu pudesse falar com aquele menino, diria-lhe que a poesia não é nenhum decassílabo de sete cabeças. Que se ela o assusta é porque ela o deseja. Que se ele sente medo é porque ele precisa dela. Não há mais monstro debaixo da sua cama. O monstro agora está em você.         - Filho, acho que tem um poema por dentro de quem você ama… Disponível em: . (texto adaptado) Acesso em: 29 Abr 2014   Texto 2 A MULHER QUE NÃO SENTE MEDO DE ABSOLUTAMENTE NADA (Jeanna Bryner – Dezembro de 2010)        Você gostaria de não sentir medo? Pelo menos uma pessoa no mundo não tem medo de nada: uma mulher de 44 anos, que até ajudou pesquisadores a identificarem o local em que vive o fator medo no cérebro humano.        Os pesquisadores tentaram inúmeras vezes assustar a mulher: casas mal-assombradas, onde monstros tentaram evocar uma reação de rejeição, aranhas e cobras, e uma série de filme de terror apenas entreteram a paciente.        A mulher tem uma doença rara chamada síndrome de Urbach-Wiethe que destruiu sua amígdala. A amígdala é uma estrutura em forma de amêndoa situada no fundo do cérebro. Nos últimos 50 anos, estudos mostraram que ela tem um papel central na geração de respostas de medo em diferentes animais.        Agora, o estudo envolvendo essa paciente é o primeiro a confirmar que essa região do cérebro é responsável pelo medo nos seres humanos. A descoberta pode levar a tratamentos para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Tratamentos de psicoterapia que seletivamente amorteçam a hiperatividade na amígdala podem curar pacientes com TEPT.        Estudos anteriores com a mesma paciente revelaram que ela não conseguia reconhecer expressões faciais de medo, mas não se sabia se ela tinha a capacidade de sentir medo. Para descobrir, os pesquisadores deram vários questionários padronizados à paciente, que sondaram os diferentes aspectos do medo, desde o medo da morte até o medo de falar em público.        Além disso, durante três meses ela carregou um diário que informatizava sua emoção, e que, aleatoriamente, pedia-lhe para classificar o seu nível de medo ao longo do dia. O diário também indicava emoções que ela estava sentindo em uma lista de 50 itens. Sua pontuação média de medo foi de 0%, enquanto para outras emoções ela mostrou funcionamento normal.        Em todos os cenários, ela não mostrou nenhum medo. Baseado no seu passado, os pesquisadores encontraram muitas razões para ela reagir com medo. Ela própria contou que não gosta de cobras, mas quando entrou em contato com duas, não sentiu medo. Além disso, já lhe apontaram facas e armas, ela foi fisicamente abordada por uma mulher duas vezes seu tamanho, quase morreu em um ato de violência doméstica, e em mais de uma ocasião foi explicitamente ameaçada de morte.        O que mais se sobressai é que, em muitas destas situações a vida da paciente estava em perigo, mas seu comportamento foi desprovido de qualquer senso de desespero ou urgência. E quando ela foi convidada a lembrar como se sentiu durante as situações, respondeu que não sentiu medo, mas que se sentia chateada e irritada com o que aconteceu.     Segundo os pesquisadores, sem medo, pode-se dizer que o sofrimento dela não tem a intensidade profunda e real suportada por outros sobreviventes de traumas. Essencialmente, devido aos danos na amígdala, a mulher está imune aos efeitos devastadores do transtorno de estresse pós-traumático.        Mas há uma desvantagem: ela tem uma incapacidade de detectar e evitar situações ameaçadoras, o que provavelmente contribuiu para a frequência com que ela enfrentou riscos.        Os pesquisadores dizem que esse tipo de paciente é muito raro, mas para entender melhor o fenômeno, seria ótimo estudar mais pessoas com a condição. Disponível em<:http://hypescience.com> (texto adaptado de http://www.livescience.com). Acesso em: 29 Abr 2014 2 Texto 3 CONSOADA (Manuel Bandeira) Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: — Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. Disponível em: <http://www.poesiaspoemaseversos.com.br> Acesso em: 29 Abr 2014. Texto 4 AUTOSSABOTAGEM: O MEDO DE SER FELIZ (Raphaela de Campos Mello – Outubro de 2012)        A cada passo dado você sente que a felicidade se afasta alguns metros? Talvez esteja, inconscientemente, queimando chances de se realizar. Repense as próprias atitudes para interromper esse ciclo destrutivo.        Por medo dos riscos e das responsabilidades da vida, podemos acabar inconscientemente com as nossas realizações. Isso se chama autossabotagem. São atitudes forjadas por uma parte de nós que não nos vê como merecedoras do sucesso ou que subestima nossa capacidade de lidar com a vitória.       Pode ser aquela espinha que apareceu no nariz no dia daquele encontro especial ou da gripe que a pegou na véspera daquela importante reunião.       "Muitos desses comportamentos destrutivos estão quase fora do domínio da consciência", afirma o psicólogo americano Stanley Rosner, coautor do livro O Ciclo da AutoSabotagem - Por Que Repetimos Atitudes que Destroem Nossos Relacionamentos e Nos Fazem Sofrer (ed. BestSeller).        "A autonomia, a independência e o sucesso são apavorantes para algumas pessoas porque indicam que elas não poderão mais argumentar que suas necessidades precisam ser protegidas", diz o autor.       O filósofo e psicanalista paulista Arthur Meucci, coautor de A Vida Que Vale a Pena Ser Vivida (ed. Vozes) comenta sobre os ganhos secundários. "Há jovens que saem de casa para tentar a vida, enquanto outros permanecem na zona de conforto, porque continuam recebendo atenção dos pais e se eximem de enfrentar as dificuldades da fase adulta", afirma.      O problema é que, ao fazermos isso, não nos desenvolvemos plenamente. "Todo mundo busca a felicidade, a questão é ter coragem de viver, o que significa correr riscos e assumir responsabilidades", diz ele. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/autossabotagem-o-medo-deser-feliz.> (Texto adaptado). Acesso em 29 Abr 2014   Texto 5 O QUASE (Sarah Westphal Batista da Silva)       Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.        Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.        Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu. Disp. em: . Acesso em: 29 Abr 2014.   TEMA  Considerando os textos que compõem essa prova, elabore um texto dissertativo- argumentativo em que você discorra sobre como o medo pode ser um aliado. Instruções: 1 - Redija seu texto em prosa, de acordo com a norma culta escrita da língua portuguesa; 2 - Redija um texto de 25 (mínimo) a 35 linhas (máximo); 3 - Atribua um título a seu texto; 4 - Seu texto definitivo deverá ser escrito a tinta azul ou preta. Não serão considerados, para fins de correção, textos escritos a lápis; e 5 - Não copie trechos dos textos apresentados.

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2013Redação

(IME-2013) Os dois textos que seguem procuram despertar uma reflexão a propósito do tema desta prova. Leia-os atentamente.   TEXTO 1  Escola troca seguranças por professores de artes e melhora desempenho de alunos  Cercado por crianças indisciplinadas e pelo aumento de violência dentro das salas de aula, o diretor de uma escola pública de Ensino Médio da cidade de Boston, nos Estados Unidos, tomou uma medida que, à primeira vista, pareceu loucura: ele demitiu todos os funcionários da segurança e, com o dinheiro, reinvestiu contratando professores de arte. Em menos de três anos, o colégio Orchard Gardens, que figurava entre os cinco piores do estado de Massachusetts, tornou-se uma das unidades onde houve maior salto de qualidade no aprendizado de alunos. O segredo? - Não há um único jeito de se fazer uma tarefa. E a arte te ajuda a compreender isso. Se você levar isso a sério, o mesmo acontecerá na parte acadêmica e em outras áreas. Eles precisam mais do que um teste preparatório e mais do que simplesmente responder de um jeito uma questão – disse à rede de TV NBC o diretor Andrew Bott, o sexto a gerir a unidade em menos de sete anos. Ao assumir a direção da Orchard Gardens em 2010, Bott chegou a ouvir de seus colegas que a escola era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts  Construída em 2003 para ser uma referência no mundo das artes, a Orchard Gardens nunca alcançou esse objetivo. O estúdio de dança era usado como depósito, e instrumentos de orquestra estavam praticamente intactos. A violência chegou a tal ponto que alunos foram proibidos de levar mochilas. Tudo para se reduzir a incidência de armas em sala de aula. Cerca de 56% dos mais de 800 alunos da escola são descendentes de latinos, e outros 42% são considerados negros. Mas com a substituição de seguranças por professores de arte, as paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito de empreendedorismo. Um dos alunos, Keyvaughn Little, conseguiu ser aceito na disputada Academia de Artes de Boston, única escola pública do estado especializada em artes visuais e performance. Todas as aulas extra-classe e a maior atenção que recebemos nos faz pensar “eu realmente posso ter um futuro nisso e não preciso ir para uma escola regular. Posso ir para uma escola de artes” – afirmou Keyvaughn à NBC.    O GLOBO.Escola troca seguranças por professores de artes e melhora desempenho de alunos. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/educacao/escola-troca-segurancas-porprofessores-de-artes-melhora-desempenho-de-alunos-8267206>. Acesso em 22 mai 2013.   TEXTO 2  O texto a seguir é um pequeno recorte de entrevista concedida por Hélène Grimaud, pianista francesa de renome internacional, à jornalista Josée Dupuis. Além de pianista, Hélène Grimaud é também autora de dois livros. Josée Dupuis: Eu li no seu livro Variação Selvagem que o piano a salvou, que se você não fosse pianista teria se tornado delinquente. É verdade isso? Hélène Grimaud: Desde pequena ouvi meus pais falarem sobre o que os psicanalistas diziam a meu respeito. Eu era intransigente e de uma tal intensidade que foi necessário o recurso às artes. Eu tenho consciência de que as coisas não teriam sido nada fáceis para mim, se eu não tivesse sido apresentada à música, porque nada me bastava e daí vinha minha inadaptação à escola: eu interrompia as aulas com perguntas que não tinham nada a ver com o programa, havia sempre essa inquietação que me caracterizava; foi a música que me permitiu ver horizontes e profundidades insondáveis. Finalmente encontrei uma atividade apropriada a meu desenvolvimento em toda sua intensidade. (...) Eu sempre me vi pensando sobre o papel de um artista na sociedade. E me parecia ser um papel um tanto irrisório à medida que diante da miséria do mundo a arte torna-se um luxo. Eu precisei de muito tempo para me reconciliar com o fato de que a arte não deve ser encarada como um luxo, mas como uma necessidade. Entrevista concedida ao Canal 5 da França, disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=g8_3jrjGAxg>.   Transcrição, adaptação e tradução de Célia Câmara de Araújo, Maj QCO. Acesso em 15 mai 2013.  Questão única – produção de texto:  O conhecimento e nossa capacidade de articular as mais diversas áreas do saber é uma das facetas que nos diferencia de outras espécies no mundo. Algumas maneiras de conhecer, no entanto, são vistas, em determinados ambientes, como se fossem de segunda ordem, as artes dentre elas. A partir das reflexões suscitadas pelos textos desta prova, discorra em texto argumentativo-dissertativo sobre a necessidade de se perceber a interconexão entre os diversos campos do conhecimento a fim de se atingir o pleno desenvolvimento de nossas capacidades. Instruções: 1. Não copie trechos dos textos desta prova. 2. Redija seu texto em prosa, de acordo com a norma culta escrita da língua portuguesa. 3. Redija um texto de 25 (mínimo) a 35 linhas (máximo). 4. Atribua um título a seu texto. 5. Seu texto definitivo deverá ser escrito a tinta azul ou preta. Não serão considerados textos escritos a lápis para fins de correção. 

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2012Redação

(IME-2012)  PRODUÇÃO DE TEXTO (REDAÇÃO)  Produção de texto dissertativo-argumentativo. Leia atentamente o fragmento extraído do texto I:  Apesar de ser atraente, o zero não foi recebido de braços abertos pela Europa, quando apareceu por lá, levado pelos árabes. “É surpreendente ver quanta resistência a noção de zero encontrou: o medo do novo e do desconhecido, superstições sobre o nada relacionadas ao diabo, uma relutância em pensar”, diz o matemático americano Robert Kaplan, autor do livro The Nothing That Is (O Nada que Existe, recém-lançado no Brasil) e orientador de um grupo de estudos sobre a matemática na Universidade Harvard. O receio diante do zero vem desde a Idade Média. Os povos medievais o ignoravam solenemente. “Com o zero, qualquer um poderia fazer contas”, diz Ana Maria. “Os matemáticos da época achavam que popularizar o cálculo era o mesmo que jogar pérolas aos porcos.” Seria uma revolução.  Considerando o trecho acima, reflita sobre a divulgação do conhecimento como meio de transformação social. A partir de sua reflexão, elabore um texto dissertativo-argumentativo em que você discorra sobre as transformações sociais ocorridas a partir do investimento em educação. Utilize informações e argumentos que deem consistência a seu ponto de vista.  Instruções: 1. Não copie trechos dos textos nem do fragmento de texto apresentado. 2. Redija seu texto em prosa, de acordo com a norma culta escrita da língua portuguesa. 3. Redija um texto de 25 (mínimo) a 35 linhas (máximo). 4. Atribua um título a seu texto.   Essa produção de texto DEVERÁ ser realizada no CADERNO DE SOLUÇÕES. 

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2011Redação

(IME 2011)  PRODUÇÃO DE TEXTO (REDAÇÃO) Instruções:  Não copie trechos dos textos nem dos fragmentos de textos apresentados. Redija seu texto em prosa, de acordo com a norma culta escrita da língua portuguesa. Redija um texto de 25 (mínimo) a 35 linhas (máximo). Atribua um título a seu texto. Considerando a coletânea de textos apresentada nesta prova, a definição da palavra abaixo e o poema de Camões a seguir, reflita sobre a ideia de mudança a que eles remetem. A partir de sua reflexão, elabore um texto dissertativo-argumentativo em que você discorra sobre a necessidade inerente ao ser humano de estar em contínua mudança, seja no aspecto psicológico, social, científico ou tecnológico, e sua consequente necessidade de adaptação a essas mudanças. Utilize informações e argumentos que deem consistência a seu ponto de vista. Definição Mudança: substantivo feminino.  1.Algo que sai da condição, estado natural daquele em que se encontrava; 2.Modificação parcial ou total de algo; transformação; 3.Transferência para outro local; 4.Troca de uma coisa por outra; 5.Alteração nociva das características de algo, desfiguração; deturpação; 6.Retirada da posição original ou daquela em que estava; remoção. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 2.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.(Adaptado)  MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES  Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.    Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades.   O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto.    E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. CAMÕES, Luís Vaz de. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Disponível em <http://pt.wikisource.org/wiki/Mudam-se_os_tempos_mudam-se_as_vontades>. Acesso em 20 jun 2011.   Glossário soer: verbo  1.ser comum, frequente; costumar; 2.ter por hábito.  HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 2.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.(Adaptado)

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2009Redação

(IME-2009)   PRODUÇÃO DE TEXTO (REDAÇÃO)  Escolha um dos temas abaixo e redija uma dissertação entre 25 e 35 linhas.    Tema 1  O texto 3 narra as passagens do Padre Fernão Cardim por estas terras brasileiras. Gilberto Freyre afirma que  “Era um personagem a quem todo agrado que fizessem os colonos era pouco: a boa impressão que lhe causassem a mesa farta e os leitos macios dos grandes senhores de escravos talvez atenuasse a péssima, a vida dissoluta que todos eles levavam nos engenhos de açúcar”.  Disserte sobre as verdadeiras intenções dos nossos primeiros colonos em relação a nossa pátria brasileira. Em sua conclusão, compare seus argumentos a algum fato que se configure como reflexo deste comportamento em nossa sociedade atual.    Tema 2  Considere os trechos abaixo:  “No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.” (Texto 2, 3º Parágrafo).  “Irinilda da Silva, de 31 anos, deixou de amamentar a filha, de quatro meses, que ficou em casa com o pai. Robéria Gomes, de 36, viajou grávida e seu bebê, João Vítor, nasceu na quinta-feira passada, no Hospital Central do Exército, em Benfica. As duas são retirantes da educação: integram um grupo de 12 professores do Acre que cruzou 4.521 quilômetros de Brasil, superando uma série de dificuldades, para fazer uma pós-graduação.” (Texto 4, 1º Parágrafo) Disserte sobre os objetivos e desafios em comum dos educadores brasileiros atuando em séculos tão distintos. Conclua seu trabalho citando possíveis iniciativas (privadas ou não) que melhorem e dignifiquem a atuação dos professores no Brasil. 

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2006Redação

(IME-2006) Produção de texto A primeira usina de biodiesel de dendê do Amazonas já está instalada no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Ocidental – Empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – no município de Rio Preto da Eva. A indústria vai processar o óleo de dendê produzido pela Embrapa, com álcool etílico, numa unidade com capacidade para fabricar até 3 mil litros de óleo/dia. Segundo informações de engenheiros químicos do Instituto Militar de Engenharia (IME), a usina é composta de tanques de aço onde será produzido o biodiesel por transesterificação, que é a reação de álcool etílico com o óleo de dendê. O produto que se obtém é um biocombustível com características semelhantes às do diesel de petróleo. Óleos vegetais como o de dendê, soja e pinhão manso já foram testados pelo IME e apresentaram bons resultados. Tupinambá, Maria José. Embrapa inaugura primeira usina de biodiesel de dendê do Amazonas. Disponível em <http://agrosoft.com> Acesso em 21 ago 2007. (com adaptações). Elabore um texto dissertativo, em torno de 30 linhas, com base em APENAS UM dos temas abaixo. 1) Os investimentos de pesquisas no Brasil e seus efeitos no processo sócio-econômico do país. 2) Folclore, culinária, costumes, raças e credos diversos fazem parte da história do nosso povo. Vantagens e desvantagens de se viver em um país pluricultural. 3) A diversidade lingüística no Brasil é muito grande. Aqui percebemos diferenças não só entre regiões, mas também entre grupos sociais de uma mesma região. Isto se deve ao tempo e à nossa história, que, por sua vez, justificariam a existência de uma “Língua Brasileira”.