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Questões - ITA 2015 | Gabarito e resoluções

Questão 24
2015Física

(ITA 2015) (2 fase) Uma carga q ocupa o centro de um hexgono regular de lado d tendo em cada vrtice uma carga idntica q. Estando todas a sete cargas interligadas por fios inextensveis, determine as tenses em cada um deles.

Questão 24
2015Português

(ITA - 2015 - 1 FASE) A questo seguinte refere-se ao Texto 1,de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornalCorreio da Manh, do Rio. TEXTO 1 Jos Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que1chegam. Efalou dos equvocos de nossa poltica imigratria. As pessoas que2ele encontrou no eram agricultores e tcnicos, gente capaz de ser til. Viu msicos profissionais, bailarinas austracas, cabeleireiras lituanas.Paul Balt toca acordeo, Ivan Donef faz coquetis, Galar Bedrich vendedor, Serof Nedko ex-oficial, Luigi Tonizo jogador de futebol, Ibolya Pohl costureira. Tudo gente para o asfalto15, para entulhar as grandes cidades, como diz o reprter. O reprter6tem razo. Mas eu peo licena para ficar imaginando uma poro de coisas vagas, aoolhar essas belas fotografias que3ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que no faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cujanica experincia na vida parece ter sido vender bombons11 no, essa gente no vai aumentar a produo de batatinhas e quiabos nem plantar cidades16no Brasil Central. insensato importar gente assim7. Mas o destino das pessoas e dos pases tambm , muitasvezes, insensato:12principalmente da gente nova e pases novos. A humanidade8no vive apenas decarne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisessehoje entrar no Brasil acaso poderia? Ningum sabe que destino tero no Brasil essas mulheres louras, esses homens de profisses vagas. Eles esto procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo menos o patrimnio de sua inquietao e de seu apetite de vida17. Muitos9se perdero, sem futuro, na vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente dentro de alguns anos, em algum quarto de penso. Mas preciso de tudo para fazer um mundo18; e cada pessoa humana um mistrio de heranas e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto Niemeyer, o fsico Lattes? E os construtores de nossa indstria, como vieram eles ou seus pais? Quem pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus10pais ou seus avs vieram para o Brasilcomo agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem o trfico de escravos no teramos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossvel sem uma gota de sangue (ou usque) escocs nas veias, e quem nos garante que4uma legislao exemplar de imigrao no teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moambique? Sejamos humildes diante da pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanh pode descender de um clandestino que5neste momento est saltando assustado na praa Mau,13e no sabe aonde ir, nem o que fazer. Faamos uma poltica de imigrao sbia, perfeita, materialista;14mas deixemos uma pequena margem aos inteis e aos vagabundos, s aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da fantstica loteria humana19, pode vir a nossa redeno e a nossa glria. (BRAGA, R. Imigrao. In:A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963) No trecho, Tudo gente para o asfalto, para entulhar as grandes cidades, como diz o reprter, Rubem Braga I. retrata o ponto de vista do reprter Jos Leal. II. cita Jos Leal e, com isso, marca a direo argumentativa do seu texto. III. concorda com o reprter, segundo o qual os imigrantes deveriam trabalhar apenas no campo. IV. concorda com o reprter, segundo o qual os imigrantes so desqualificados por exercerem profisses tipicamente urbanas. Esto corretas apenas:

Questão 24
2015Química

(ITA - 2015- 2 Fase) Uma amostra de ferro foi totalmente dissolvida a Fe(II) em 25,0mL de soluo aquosa cida. A seguir, a soluo de Fe(II) foi titulada com20mL de uma soluo aquosa 0,01mol/L em permanganato de potssio. Baseando-se nessas informaes, responda os seguintes itens: a) Qual a equao inica balanceada que descreve a reao de titulao? b) necessria a adio de indicador para visualizao do ponto final da titulao? Por qu? c) Qual ser a variao de cor e as espcies responsveis por essa variao no ponto de viragem? d) Qual o valor numrico da massa (em g ) de ferro na amostra dissolvida, considerando que no h interferentes na soluo?

Questão 25
2015Física

(ITA 2015) (2 fase) Nutrons podem atravessar uma fina camada de chumbo, mas tm sua energia cintica absorvida com alta eficincia na gua ou em materiais com elevada concentrao de hidrognio. Explique este efeito considerando um nutron de massa e velocidade que efetua uma coliso elstica e central com um tomo qualquer de massa inicialmente em repouso. Se precisar, utilize os valores das constantes aqui relacionadas. Constante dos gases: R = 8 J/(molK). Presso atmosfrica ao nvel do mar: P0=100 kPa. Massa molecular do CO2 = 44u. Calor latente do gelo: 80 cal/g. Calor especfico do gelo: 0,5 cal/(gK). 1cal = 4107erg Acelerao da gravidade: g = 10,0 m/s

Questão 25
2015Português

(ITA - 2015 - 1 FASE) A questo seguinte refere-se ao Texto 1,de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornalCorreio da Manh, do Rio. TEXTO 1 Jos Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que1chegam. Efalou dos equvocos de nossa poltica imigratria. As pessoas que2ele encontrou no eram agricultores e tcnicos, gente capaz de ser til. Viu msicos profissionais, bailarinas austracas, cabeleireiras lituanas.Paul Balt toca acordeo, Ivan Donef faz coquetis, Galar Bedrich vendedor, Serof Nedko ex-oficial, Luigi Tonizo jogador de futebol, Ibolya Pohl costureira. Tudo gente para o asfalto15, para entulhar as grandes cidades, como diz o reprter. O reprter6tem razo. Mas eu peo licena para ficar imaginando uma poro de coisas vagas, aoolhar essas belas fotografias que3ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que no faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cujanica experincia na vida parece ter sido vender bombons11 no, essa gente no vai aumentar a produo de batatinhas e quiabos nem plantar cidades16no Brasil Central. insensato importar gente assim7. Mas o destino das pessoas e dos pases tambm , muitasvezes, insensato:12principalmente da gente nova e pases novos. A humanidade8no vive apenas decarne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisessehoje entrar no Brasil acaso poderia? Ningum sabe que destino tero no Brasil essas mulheres louras, esses homens de profisses vagas. Eles esto procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo menos o patrimnio de sua inquietao e de seu apetite de vida17. Muitos9se perdero, sem futuro, na vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente dentro de alguns anos, em algum quarto de penso. Mas preciso de tudo para fazer um mundo18; e cada pessoa humana um mistrio de heranas e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto Niemeyer, o fsico Lattes? E os construtores de nossa indstria, como vieram eles ou seus pais? Quem pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus10pais ou seus avs vieram para o Brasilcomo agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem o trfico de escravos no teramos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossvel sem uma gota de sangue (ou usque) escocs nas veias, e quem nos garante que4uma legislao exemplar de imigrao no teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moambique? Sejamos humildes diante da pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanh pode descender de um clandestino que5neste momento est saltando assustado na praa Mau,13e no sabe aonde ir, nem o que fazer. Faamos uma poltica de imigrao sbia, perfeita, materialista;14mas deixemos uma pequena margem aos inteis e aos vagabundos, s aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da fantstica loteria humana19, pode vir a nossa redeno e a nossa glria. (BRAGA, R. Imigrao. In:A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963) Assinale a opo em que o termo grifado conjuno integrante.

Questão 25
2015Química

(ITA - 2015- 2 Fase) Descreve-se o seguinte experimento: i. So dissolvidas quantidades iguais de cido benzico e ciclohexanol em diclorometano. ii. adicionada uma soluo aquosa 10% massa/massa em hidrxido de sdio soluo descrita no item (i) sob agitao. A seguir, a mistura deixada em repouso at que o equilbrio qumico seja atingido. Baseando-se nessas informaes, pedem-se: a) Apresente a(s) fase(s) lquida(s) formada(s). b) Apresente o(s) componente(s) da(s) fase(s) formada(s). c) Justifique a sua resposta para o item b, utilizando a(s) equao(es) qumica(s) que representa(m) a(s) reao(es).

Questão 25
2015Matemática

(ITA 2015) (2 fase)Seja S o conjunto de todos os polinmios de grau 4 que tm trs dos seus coeficientes iguais a 2 e os outros dois iguais a 1. a) Determine o nmero de elementos de S. b) Determine o subconjunto de S formado pelos polinmios que tm 1 como uma de suas razes.

Questão 26
2015Matemática

(ITA 2015) Trs pessoas, aqui designadas por A, Be C realizam o seguinte experimento: A recebe um carto em branco e nele assinala o sinal + ou o sinal, passando em seguida a B, que mantm ou troca o sinal marcado por A e repassa o carto a C. Este, por sua vez, tambm opta por manter ou trocar o sinal do carto. Sendo de a probabilidade de A escrever o sinal + e de as respectivas probabilidades de B e C trocarem o sinal recebido, determine a probabilidade de A haver escrito o sinal + sabendo-se ter sido este o sinal ao trmino do experimento.

Questão 26
2015Português

(ITA - 2015 - 1 FASE) A questo seguinte refere-se ao Texto 1,de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornalCorreio da Manh, do Rio. TEXTO 1 Jos Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que1chegam. Efalou dos equvocos de nossa poltica imigratria. As pessoas que2ele encontrou no eram agricultores e tcnicos, gente capaz de ser til. Viu msicos profissionais, bailarinas austracas, cabeleireiras lituanas.Paul Balt toca acordeo, Ivan Donef faz coquetis, Galar Bedrich vendedor, Serof Nedko ex-oficial, Luigi Tonizo jogador de futebol, Ibolya Pohl costureira. Tudo gente para o asfalto15, para entulhar as grandes cidades, como diz o reprter. O reprter6tem razo. Mas eu peo licena para ficar imaginando uma poro de coisas vagas, aoolhar essas belas fotografias que3ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que no faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cujanica experincia na vida parece ter sido vender bombons11 no, essa gente no vai aumentar a produo de batatinhas e quiabos nem plantar cidades16no Brasil Central. insensato importar gente assim7. Mas o destino das pessoas e dos pases tambm , muitasvezes, insensato:12principalmente da gente nova e pases novos. A humanidade8no vive apenas decarne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisessehoje entrar no Brasil acaso poderia? Ningum sabe que destino tero no Brasil essas mulheres louras, esses homens de profisses vagas. Eles esto procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo menos o patrimnio de sua inquietao e de seu apetite de vida17. Muitos9se perdero, sem futuro, na vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente dentro de alguns anos, em algum quarto de penso. Mas preciso de tudo para fazer um mundo18; e cada pessoa humana um mistrio de heranas e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto Niemeyer, o fsico Lattes? E os construtores de nossa indstria, como vieram eles ou seus pais? Quem pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus10pais ou seus avs vieram para o Brasilcomo agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem o trfico de escravos no teramos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossvel sem uma gota de sangue (ou usque) escocs nas veias, e quem nos garante que4uma legislao exemplar de imigrao no teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moambique? Sejamos humildes diante da pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanh pode descender de um clandestino que5neste momento est saltando assustado na praa Mau,13e no sabe aonde ir, nem o que fazer. Faamos uma poltica de imigrao sbia, perfeita, materialista;14mas deixemos uma pequena margem aos inteis e aos vagabundos, s aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da fantstica loteria humana19, pode vir a nossa redeno e a nossa glria. (BRAGA, R. Imigrao. In:A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963) Assinale a opo em que a expresso grifada NO retoma um contedo anterior.

Questão 26
2015Química

(ITA - 2015- 2 Fase) Considere um elemento galvnico formado por dois semielementos contendo solues aquosas cidas e cujos potenciais na escala do eletrodo de hidrognio (E) nas condiespadro so Baseando-se nessas informaes, pedem-se: a) Calcule o valor numrico da fora eletromotriz do elemento galvnico. b) Apresente as equaes qumicas que representam as semirreaes do anodo e catodo. c) Apresente a equao qumica que representa a reao global.

Questão 26
2015Física

(ITA 2015) (2 fase)A base horizontal de um prisma de vidro encontra-se em contato com a superfcie da gua de um recipiente. A figura mostra a seo reta triangular deste prisma, com dois de seus ngulos, e . Um raio de luz propaga-se no ar paralelamente superfcie da gua e perpendicular ao eixo do prisma, nele incidindo do lado do ngulo , cujo valor tal que o raio sofre reflexo total na interface da superfcie vidro-gua. Determine o ngulo tal que o raio emerja horizontalmente do prisma. O ndice de refrao da gua e, o do vidro, .

Questão 27
2015Física

(ITA 2015) (2 fase)Morando em quartos separados e visando economizar energia, dois estudantes combinam de interligar em srie cada uma de suas lmpadas de 100 W. Porm, verificando a reduo da claridade em cada quarto, um estudante troca a sua lmpada de 100 W para uma de 200 W, enquanto o outro tambm troca a sua de 100 W para uma de 50 W. Em termos de claridade, houve vantagem para algum deles? Por qu? Justifique quantitativamente.

Questão 27
2015Matemática

(ITA 2015) (2 fase) Seja n um inteiro positivo tal que . a) Determine n. b) Determine.

Questão 27
2015Química

(ITA - 2015 - 2 Fase) Com base no modelo atmico de Bohr: a) Deduza a expresso para o mdulo do momento angular orbital de um eltron na n-sima rbita de Bohr, em termos da constante da Planck, h. b)O modelo de Bohr prev corretamente o valor do mdulo do momento angular orbital do eltron no tomo de hidrognio em seu estado fundamental? Justifique.

Questão 27
2015Português

(ITA - 2015 - 1 FASE) A questo seguinte refere-se ao Texto 1,de Rubem Braga, publicado pela primeira vez em 1952, no jornalCorreio da Manh, do Rio. TEXTO 1 Jos Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores, onde ficam os imigrantes logo que1chegam. Efalou dos equvocos de nossa poltica imigratria. As pessoas que2ele encontrou no eram agricultores e tcnicos, gente capaz de ser til. Viu msicos profissionais, bailarinas austracas, cabeleireiras lituanas.Paul Balt toca acordeo, Ivan Donef faz coquetis, Galar Bedrich vendedor, Serof Nedko ex-oficial, Luigi Tonizo jogador de futebol, Ibolya Pohl costureira. Tudo gente para o asfalto15, para entulhar as grandes cidades, como diz o reprter. O reprter6tem razo. Mas eu peo licena para ficar imaginando uma poro de coisas vagas, aoolhar essas belas fotografias que3ilustram a reportagem. Essa linda costureirinha morena de Badajoz,essa Ingeborg que faz fotografias e essa Irgard que no faz coisa alguma, esse Stefan Cromick cujanica experincia na vida parece ter sido vender bombons11 no, essa gente no vai aumentar a produo de batatinhas e quiabos nem plantar cidades16no Brasil Central. insensato importar gente assim7. Mas o destino das pessoas e dos pases tambm , muitasvezes, insensato:12principalmente da gente nova e pases novos. A humanidade8no vive apenas decarne, alface e motores. Quem eram os pais de Einstein, eu pergunto; e se o jovem Chaplin quisessehoje entrar no Brasil acaso poderia? Ningum sabe que destino tero no Brasil essas mulheres louras, esses homens de profisses vagas. Eles esto procurando alguma coisa: emigraram. Trazem pelo menos o patrimnio de sua inquietao e de seu apetite de vida17. Muitos9se perdero, sem futuro, na vagabundagem inconsequente das cidades; uma mulher dessas talvez se suicide melancolicamente dentro de alguns anos, em algum quarto de penso. Mas preciso de tudo para fazer um mundo18; e cada pessoa humana um mistrio de heranas e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, o arquiteto Niemeyer, o fsico Lattes? E os construtores de nossa indstria, como vieram eles ou seus pais? Quem pergunta hoje, e que interessa saber, se esses homens ou seus10pais ou seus avs vieram para o Brasilcomo agricultores, comerciantes, barbeiros ou capitalistas, aventureiros ou vendedores de gravata? Sem o trfico de escravos no teramos tido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria impossvel sem uma gota de sangue (ou usque) escocs nas veias, e quem nos garante que4uma legislao exemplar de imigrao no teria feito Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos mexicano, ou Pancetti chileno, o general Rondon canadense ou Noel Rosa em Moambique? Sejamos humildes diante da pessoa humana: o grande homem do Brasil de amanh pode descender de um clandestino que5neste momento est saltando assustado na praa Mau,13e no sabe aonde ir, nem o que fazer. Faamos uma poltica de imigrao sbia, perfeita, materialista;14mas deixemos uma pequena margem aos inteis e aos vagabundos, s aventureiras e aos tontos porque dentro de algum deles, como sorte grande da fantstica loteria humana19, pode vir a nossa redeno e a nossa glria. (BRAGA, R. Imigrao. In:A borboleta amarela. Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1963) De acordo com as normas gramaticais de pontuao, I. o travesso (ref. 11) serve para realar uma concluso do que foi dito anteriormente. II. os dois pontos (ref. 12) podem ser substitudos por ponto e vrgula. III. a vrgula, em est saltando assustado na praa Mau, e no sabe, (ref. 13), pode ser excluda. IV. o ponto e vrgula (ref. 14) pode ser substitudo por ponto final. Esto corretas apenas