Gabarito UNIARA - Provas Anteriores

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Questão
2018Português

(UniAtenas - 2018) Manuteno da greve no Esprito Santo preocupa governo federal. Receio que o problema se prolongue e influencie o movimento em outros Estados A deciso das mulheres dos policiais militares do Esprito Santo de se manter na porta dos quartis, impedindo o retorno da tropa s ruas, descumprindo o acordo feito com o governo do Esprito Santo, trouxe grande preocupao ao Palcio do Planalto. A expectativa era de que neste sbado, quando os quatro ministros desembarcassem em Vitria para se reunir com o governo local, o quadro j fosse de incio de volta normalidade. A manuteno do motim acendeu uma luz amarela porque ficou a certeza de que o problema se prolongar por mais tempo, ampliando a preocupao com a contaminao disso para outros Estados. No Rio de Janeiro j existe uma parte do efetivo parado. As PMs do Par, da Paraba e do Rio Grande do Norte tambm ameaam greve. Os representantes do governo federal foram ao Esprito Santo para garantir apoio do Planalto ao Estado no que for preciso, inclusive com aumento de tropa. Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/policia/noticia/2017/02/manutencao-da-greve-no-espirito-santo-preocupa-governo-federal-9718992.htmlAcesso em 17-02-2017Texto adaptado. No subttulo da reportagem Receio que o problema se prolongue e influencie o movimento em outros Estados h um erro gramatical, segundo a norma padro, que se refere a

Questão
2016Português

(UNESP - 2016/2 - 2 FASE) Era no tempo do rei. Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo O canto dos meirinhos1 ; e bem lhe assentava o nome, porque era a o lugar de encontro favorito de todos os indivduos dessa classe (que gozava ento de no pequena considerao). [...] Mas voltemos esquina. Quem passasse por a em qualquer dia til dessa abenoada poca veria sentado em assentos baixos, ento usados, de couro, e que se denominavam cadeiras de campanha um grupo mais ou menos numeroso dessa nobre gente conversando pacificamente em tudo sobre que era lcito conversar: na vida dos fidalgos, nas notcias do Reino e nas astcias policiais do Vidigal. Entre os termos que formavam essa equao meirinhal pregada na esquina havia uma quantidade constante, era o Leonardo-Pataca. Chamavam assim a uma rotunda e gordssima personagem de cabelos brancos e caro avermelhado, que era o decano da corporao, o mais antigo dos meirinhos que viviam nesse tempo. A velhice tinha-o tornado moleiro e pachorrento; com sua vagareza atrasava o negcio das partes; no o procuravam; e por isso jamais saa da esquina; passava ali os dias sentado na sua cadeira, com as pernas estendidas e o queixo apoiado sobre uma grossa bengala, que depois dos cinquenta era a sua infalvel companhia. Do hbito que tinha de queixar-se a todo o instante de que s pagassem por sua citao a mdica quantia de 320 ris, lhe viera o apelido que juntavam ao seu nome. Sua histria tem pouca coisa de notvel. Fora Leonardo algibebe2 em Lisboa, sua ptria; aborrecera-se porm do negcio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, no se sabe por proteo de quem, alcanou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, no sei fazer o qu, uma certa Maria da hortalia, quitandeira das praas de Lisboa, saloia3 rochonchuda e bonitota. O Leonardo, fazendo-se-lhe justia, no era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e sobretudo era magano4. 1 meirinho: espcie de oficial de justia. 2 algibebe: mascate, vendedor ambulante. 3 saloia: alde das imediaes de Lisboa. 4 magano: brincalho, jovial, folgazo, divertido. (Memrias de um Sargento de Milcias, 2003.) Em Memrias de um Sargento de Milcias, o narrador no participa da ao, mas se intromete na narrativa. Trans cre - va do excerto dois pequenos trechos em que a intromisso do narrador mais explcita. Justifique sua resposta.

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