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Questão
2020Redação

(G1 - cftmg 2020) Eu, quando via uma rvore daquelas gigantescas, que fazem de um homem uma coisinha ridcula, me desmanchava em admirao. Respirava com mais largueza, abrindo os braos, e sentia os raios do sol no meu rosto, como se eu tambm fosse uma criatura privilegiada pela natureza. srio. Sempre fui assim, piegas profissional. A Mayumi, diante da mesma rvore, tecia consideraes sobre a evoluo gentica da espcie. Ela era a fuso perfeita de dois mundos que eu imaginava absolutamente incompatveis: o cientificismo e a feminilidade. LACERDA, Rodrigo.O Fazedor de Velhos. So Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 86. No fragmento, a descoberta da vocao para a literatura manifesta-se como

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2020Redação

(G1 - cftmg 2020) Eu, quando via uma rvore daquelas gigantescas, que fazem de um homem uma coisinha ridcula, me desmanchava em admirao. Respirava com mais largueza, abrindo os braos, e sentia os raios do sol no meu rosto, como se eu tambm fosse uma criatura privilegiada pela natureza. srio. Sempre fui assim, piegas profissional. A Mayumi, diante da mesma rvore, tecia consideraes sobre a evoluo gentica da espcie. Ela era a fuso perfeita de dois mundos que eu imaginava absolutamente incompatveis: o cientificismo e a feminilidade. LACERDA, Rodrigo. O Fazedor de Velhos. So Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 86. Ao caracterizar a personagem feminina, o trecho traz tona um discurso marcado pela

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2020RedaçãoPortuguês

(Cftmg 2020) Poesia, minha tia, ilumine as certezas dos homens e os tons de minhas palavras. que arrisco a prosa mesmo com balas atravessando os fonemas. o verbo, aquele que maior que o seu tamanho, que diz, faz e acontece. Aqui ele cambaleia baleado. Dito por bocas sem dentes e olhares cariados, nos conchavos de becos, nas decises de morte. A areia move-se no fundo dos mares. A ausncia de sol escurece mesmo as matas. O lquido-morango do sorvete mela as mos. A palavra nasce no pensamento, desprende-se dos lbios adquirindo alma nos ouvidos, e s vezes essa magia sonora no salta boca porque engolida a seco. Massacrada no estmago com arroz e feijo a quase palavra defecada ao invs de falada. Falha a fala. Fala a bala. Paulo Lins. Fragmento de Cidade de Deus. So Paulo: Companhia das Letras, 2007. Esse fragmento de texto ressalta a importncia da literatura como forma de

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2019Biologia

(CEFETMG - 2019) Estava encerrada a partida. O imediato soou sua trombeta e o comandante despejou um balde de gua na cabea de cada um dos nefitos, batizando-os com nomes marinhos. As Olivinhas passaram a se chamar Sereia e Estrela do Mar. O ingls virou Ourio. Os alemes se tornaram Atum e Sardinha. O homem triste, Tubaro, e sua mulher, que permanecia desacordada mesmo depois do balde dgua, gua Viva. STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. So Paulo: SESI-SP, 2018, p.111. Os nomes recebidos pelo ingls, pelos alemes e pela mulher do homem triste exemplificam grupos de seres vivos que possuem, em comum, a

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2019Biologia

(CEFET/MG - 2019) O gs metano, produzido pela decomposio da matria orgnica, abundante em aterros sanitrios, lixes, estaes de tratamento de esgotos, e tambm produzido pela criao de gado. Esse gs tem maior impacto ambiental do que o dixido de carbono e as estratgias para seu controle, diferente do CO2, visam reduo da sua emisso e no sua retirada da atmosfera por ser

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2019RedaçãoPortuguês

(CEFET MG 2019) Um papa que era mulher Em plena Idade Mdia, na noite de 28 de janeiro do ano 814, nascia em uma famlia de camponeses, na aldeia alem de Ingelheim, uma menina chamada Joana. Quando adulta, ela seria a nica mulher a exercer a funo de papa na histria da humanidade. Filha de um missionrio da Igreja Catlica, a menina foi criada sob os rgidos ditames da religio, que naquela poca reservava s mulheres poucos direitos e lhes impunha muitas proibies, como a alfabetizao. Joana viveu questionando os cnones de seu tempo, aprendeu o latim e o grego antes dos 10 anos de idade e aos 16 adotou a identidade do irmo morto numa batalha. Tudo isso para assumir funes eclesisticas num monastrio beneditino. Tornou-se papa entre 851 e 853 e morreu ao dar luz uma criana quando tinha 42 anos. A sua curiosa e desconhecida trajetria j foi levada s telas na dcada de 1970 em um filme protagonizado pela atriz Liv Ullman. Agora, volta com mais apelo em uma produo alem dirigida pelo cineasta Sonke Wortmann. O filme baseia-se no livro Papisa Joana, da escritora inglesa Donna Woolfolk Cross, que acaba de ser lanado no Brasil. A autora construiu um romance sustentado por informaes obtidas em arquivos da Igreja e reconstituiu a vida de Joana. Segundo a autora, a histria da papisa era considerada uma realidade at o sculo XVII, quando disputas religiosas teriam levado o Vaticano a ordenar a destruio das provas de sua existncia. Na obra, Donna Cross lana mo da criatividade, mas garante que conteve os seus saltos imaginativos. RANGEL, N. Disponvel em: https://istoe.com.br/15441. Acesso em: 02 ago. 2018. (Adaptado). O texto tem por objetivo

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2019Redação

(G1 - cftmg 2019) Se eu fosse eu Quando no sei onde guardei um papel importante e a procura se revela intil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? s vezes d certo. Mas muitas vezes fico to pressionada pela frase se eu fosse eu, que a procura do papel se torna secundria, e comeo a pensar. Diria melhor, sentir. E no me sinto bem. Experimente: se voc fosse voc, como seria e o que faria? Logo de incio se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto, j li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos no me cumprimentariam na rua porque at a minha fisionomia teria mudado. Como? No sei. Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, no posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que meu, e confiaria o futuro ao futuro. Se eu fosse eu parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuio de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teramos enfim a experincia do mundo. Bem sei, experimentaramos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a no sentir. Mas tambm seramos por vezes tomados de um xtase de alegria pura e legtima que mal posso adivinhar. No, acho que j estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e tambm senti uma espcie de pudor que se tem diante do que grande demais. LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. (Adaptado). A possibilidade alavancada pela expresso que d ttulo ao texto manifesta-se na

Questão 2
2018Português

(CEFET - MG - 2018) Uma esperana Aqui em casa pousou uma esperana. No a clssica que tantas vezes verifica-se ser ilusria, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto. Houve o grito abafado de um de meus filhos: Uma esperana! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoo dele tambm que unia em uma s as duas esperanas, j tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperana coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ningum saber, e no acima de minha cabea numa parede. Pequeno rebulio: mas era indubitvel, l estava ela, e mais magra e verde no podia ser. Ela quase no tem corpo queixei-me. Ela s tem alma explicou meu filho e, como filhos so uma surpresa para ns, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanas. Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Trs vezes tentou renitente uma sada entre dois quadros, trs vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender. Ela burrinha comentou o menino. Sei disso respondi um pouco trgica. Est agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita. Sei, assim mesmo. Parece que esperana no tem olhos, mame, guiada pelas antenas. Sei continuei mais infeliz ainda. Ali ficamos, no sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grcia ou em Roma o comeo de fogo do lar para que no apagasse. Ela se esqueceu de que pode voar, mame, e pensa que s pode andar devagar assim. Andava mesmo devagar estaria por acaso ferida? Ah no, seno de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo. Foi ento que farejando o mundo que comvel, saiu de trs de um quadro uma aranha. No uma aranha, mas me parecia a aranha. Andando pela sua teia invisvel, parecia transladarse maciamente no ar. Ela queria a esperana. Mas ns tambm queramos e, oh! Deus, queramos menos que com-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperana: que no se mata aranha, me disseram que traz sorte... Mas ela vai esmigalhar a esperana! respondeu o menino com ferocidade. Preciso falar com a empregada para limpar atrs dos quadros falei sentindo a frase deslocada e ouvindo o certo cansao que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: voc faz o favor de facilitar o caminho da esperana. O menino, morta a aranha, fez um trocadilho com o inseto e a nossa esperana. Meu outro filho, que estava vendo televiso, ouviu e riu de prazer. No havia dvida: a esperana pousara em casa, alma e corpo. Mas como bonito o inseto: mais pousa que vive, um esqueletinho verde, e tem uma forma to delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei peg-la. Uma vez, alis, agora que me lembro, uma esperana bem menor que esta pousara no meu brao. No senti nada, de to leve que era, foi s visualmente que tomei conscincia de sua presena. Encabulei com a delicadeza. Eu no mexia o brao e pensei: e essa agora? que devo fazer? Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois no me lembro mais o que aconteceu. , acho que no aconteceu nada. LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Analise as seguintes afirmativas: I- No ttulo da crnica, o artigo indefinido indica, ao mesmo tempo, uma singularidade e uma indefinio. II- No trecho No uma aranha, mas me parecia a aranha, a mudana de artigo tem funo intensificadora. III- No trecho Encabulei com a delicadeza, o artigo pode ser suprimido sem alterar o sentido da frase. Est correto o que se afirma em

Questão
2018Português

(CEFET/MG - 2018) Recordo muito mais de minha me nos castigar ou nos bater do que do meu pai. Foro a memria e nenhuma imagem de sua mo batendo em mim surge. Todavia. A lembrana de um jantar me machuca. Meu pai contava qualquer coisa para uns parentes nossos que nos visitavam. Minha irm contestou o dito. Meu pai estava sbrio, acho. E ele era, quando sbrio, aquele tipo de homem que no admite que seus filhos o corrijam, o questionem. Pois ento. RITER, Caio. Eu e o silncio do meu pai. So Paulo: Biruta, 2011. p. 74. A propsito das estruturas lingusticas presentes no texto, afirma-se: I. A relao estabelecida entre as duas oraes do primeiro perodo de comparao. II. O emprego de todavia segue a orientao tradicional de seu uso sinttico difundido pelas gramticas e marca a oposio entre as ideias apresentadas. III. A forma como a expresso pois ento apresentada no texto cria um efeito de oralidade para a narrativa. Est correto o que se afirma em

Questão
2018Filosofia

A primeira funo da teoria dos dolos a de tornar os homens conscientes das falsas noes que congestionam a sua mente e barram-lhes o caminho para a verdade. Sobre a teoria dos dolos deFrancis Bacon, analise as afirmativas a seguir. I. Os dolos da tribo so os homens quando procuram as cincias em seus pequenos mundos, no no mundo maior, que idntico para todos os homens. Portanto, esses dolos perturbam o conhecimento, uma vez que mantm o homem preso em preconceitos e singularidades. II. Os dolos da caverna se aliceram na prpria natureza humana e na prpria famlia humana. Eles tm sua origem no prprio intelecto humano que mistura a natureza das coisas. Dessa forma, h uma confuso mental que, segundoBacon, ocorre quando o intelecto sofre influncia da nossa vontade e dos afetos, de modo a confundir a natureza das coisas com aquilo que projetamos delas. III. Os dolos do foro ou do mercado so dolos que, atravs das palavras, penetram no intelecto. Provenientes do intercmbio entre os homens, eles existem devido ao mau uso da fala. Como essa troca entre os homens se d por meio da linguagem, esses dolos existem devido a uma inadequada atribuio aos nomes. IV. Os dolos do teatro ocorrem pela adeso a diversas doutrinas filosficas e por causa das pssimas regras de demonstrao delas.Baconchama assim porque considera que sistemas filosficos foram preparados para serem representados. No entanto, esses sistemas esto a quem de conseguir atingir a verdade, e se manter preso a eles distanciar-se da verdade. Para isso necessrio um novo mtodo, deixando de permanecer nesse que nos mantm longe da verdade universal. Esto corretas apenas as afirmativas

Questão
2017Sociologia

(Universidade Candido Mendes) O socilogo polons Zygmunt Bauman discorre sobre as relaes humanas em tempos atuais. A vida lquida e a modernidade lquida esto intimamente ligadas. A vida lquida uma forma de vida que tende a ser levada adiante numa sociedade lquido-moderna. Lquido-moderna uma sociedade em que as condies sob as quais agem seus membros mudam num tempo mais curto do que aquele necessrio para a consolidao, em hbitos e rotinas, das formas de agir (BAUMAN, 2009, p. 7). As mudanas a que se refere Bauman so causadas por diversos fatores, entre os quais a tecnologia e seus recursos. Abaixo encontram-se manchetes de peridicos jornalsticos. Assinale aquela que revela um EFEITO POSITIVO da relao supramencionada.

Questão
2017Biologia

(CEFET-MG - 2017)A figura a seguir representa a metamorfose de um anfbio, grupo de animais que apresenta duas fases de vida. Como cada fase ocorre em ambientes distintos, dentre outras caractersticas, as adaptaes que favorecem a obteno de oxignio varia nesses ambientes. Dessa forma, o nmero de tipos de rgos respiratrios que cada espcime apresenta ao longo de sua vida completa

Questão
2016Biologia

(Cefet-MG/2016) Analise a imagem a seguir. Nesse rgo das angiospermas, a estrutura reprodutiva feminina corresponde (ao):

Questão 1
2015Matemática

(Cefet MG 2015) A gasolina comum vendida nos postos de combustveis do pas , na verdade, uma mistura de lcool com gasolina pura. Foi anunciado um aumento de 250 mLpara 270 mLde lcool na mistura de cada litro da gasolina comum. O proprietrio de um posto de combustvel no pretende reajustar o preo da gasolina comum, mas, sim, o da gasolina pura. O litro da gasolina comum e do lcool vendido a R$ 3,20e R$ 2,30respectivamente. Diante do exposto, e para que o proprietrio do posto de combustveis no tenha prejuzo, com preciso de duas casas decimais, o valor do litro da gasolina pura dever ser, em reais, de no mnimo

Questão
2015Sociologia

(CEPERJ - 2015) No fragmento Uma mercadoria, portanto, algo misterioso simplesmente porque nela o carter social do trabalho dos homens aparece a eles como uma caracterstica objetiva estampada no produto deste trabalho (), Marx apresenta seu argumento sobre o fetichismo da mercadoria. Refere-se noo de que o valor das mercadorias apresentado aos trabalhadores que as produzem como uma equivalncia entre esses produtos quando, na verdade, trata-se de:

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