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Português | Gramática | pronomes | pronomes possessivos | pronome oblíquo com valor possessivo
FUVEST 2015FUVEST PortuguêsTurma ENEM Kuadro

(FUVEST - 2005 - 1 FASE) Texto para as questões.

 

“Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia. ajudando a missa, viu

entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de Dona

 Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou,

disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares,

nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se.

Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. É de

crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se

falasse podia dizer aos autores de seus dias: — Aqui estou. Para

que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe

responderiam: — Chamamos-te para queimar os dedos nos

tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de

um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de

tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo

desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no

tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no

hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de

simpatia”.

 

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

 

No trecho, “pisou-lhe o pé”, o pronome lhe assume valor possesivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de Memórias póstumas de Brás Cubas:

A

“falei-lhe do marido, da filha, dos negócios, de tudo”.

B

“mas enfim contei-lhe o motivo da minha ausência”.

C

“se o relógio parava, eu dava-lhe corda”.

D

“Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa”

E

“envolvida numa espécie de mantéu, que lhe disfarçava as ondulações do talhe”.