Questões e gabarito - IME 2008

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UNICAMP
UNESP
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AFA
1-15 de 83
Questão
2008Matemática

(IME 2008)Sejam dois conjuntos, X e Y, e a operação , ∆ definida por . Pode-se afirmar que

Questão
2008Química

(IME 2008) Assinale a alternativa correta

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Sobre o texto Rio: uma cidade plural já em 1808, podemos afirmar que é uma:

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Que informação NÃO está clara nos textos apresentados?

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Observe o TEXTO 1 e o que se considera sobre ele. I. Possui caráter informativo, mantendo a objetividade. II. O emprego dos tempos verbais contribui para valorizar o aspecto descritivo do texto. III. Apresenta freqüentes expressões que indicam mudança temporal. IV. Aponta o fluxo imigratório entre Brasil e Japão em ambos os sentidos. V. Faz referência a dificuldades enfrentadas pelos japoneses em sua terra natal. As alternativas corretas são apenas:

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. A palavra que sublinhada no período acima tem a mesma função em:

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ A imigração na cafeicultura começa com péssimos resultados. (Texto 1, linha 6) Imigração- Estabelecimento de indivíduos em país estranho Emigração- Saída voluntária da pátria, para se estabelecer em outro país. São parônimos os vocábulos de pronuncia e grafia semelhantes, mas que possuem significados diferentes. O item em que o vocábulo parônimo destacado está de acordo com o significado apresentado entre parênteses é:

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Observe o fragmento retirado do TEXTO 2. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Que expressão pode substituir o vocábulo sublinhado sem alterar o significado?

Questão
2008Redação

(IME 2008)PRODUÇÃO DE TEXTO (REDAÇÃO) Dos três temas apresentados abaixo, escolha um e desenvolva uma dissertação coesa e coerente. Seu texto deve ser escrito em torno de 25 linhas e estar de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. Dê um título coerente à sua produção. Tema I: O ano em que é comemorado o centenário de morte de Machado de Assis promete um aumento de vendas da obra do escritor. Apesar da imortalidade, Machado não vende muito. A partir do exposto, comente sobre o relacionamento do brasileiro com a leitura de um modo geral. Tema II: Imigrantes europeus, do Oriente Médio e asiáticos, além de outros aspectos, influenciaram a formação étnica do povo brasileiro. O intenso processo de imigração no Brasil deixou fortes marcas de mestiçagem e hibridismo cultural, constituindo um importante fator na demografia, cultura, economia e educação deste país. A partir do que foi dito, comente sobre as dificuldades e as possibilidades do imigrante no país de acolhimento. Tema III: Comemoramos, em 2008, 120 anos da Abolição da Escravatura. Será que apesar de termos consolidado certos passos na vitória final contra o preconceito, suas diversas faces ainda se encontram expressas na sociedade brasileira? Comente sobre o assunto.

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ De acordo com a norma culta da nossa língua, que período pode ser considerado correto?

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ O item que está de acordo com a norma culta é:

Questão
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(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Observe as orações abaixo. I. Nos jogos olímpicos, os competidores brasileiros derrotaram a seleção russa e a japonesa. II. Este fato já aconteceu bastantes vezes na história dos jogos olímpicos. III. Mesmo com tantos desacertos, ainda haverão possibilidades para a vitória. IV. Os atletas são tais qual o técnico. V. Mais de um atleta têm conseguido superar os recordes mundiais. Dentre as orações observadas, as que podem ser consideradas CORRETAS segundo à sua concordância são apenas:

Questão
2008Português

(IME 2008) Texto I Imigração Japonesa no Brasil A abolição da escravatura no Brasil em 1888 dá novo impulso à vinda de imigrantes europeus, cujo início se deu com os alemães em 1824. Em 1895 é assinado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e o Japão. Com 781 japoneses a bordo, o navio Kasato-maru aporta em Santos. De lá eles são 5 transportados para a hospedaria dos imigrantes, em São Paulo. Na cafeicultura, a imigração começa com péssimos resultados. Um ano após a chegada ao Brasil, dos 781 imigrantes, apenas 191 permaneceram nos locais de trabalho. A maioria estava em São Paulo, Santos e Argentina. Apesar disso, a imigração continua com a chegada da segunda leva de imigrantes em 1910. 10 Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão. Nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses. Grupo de jovens que imigra através da Cooperativa de Cotia recebe o nome de Cotia Seinen. O primeiro grupo chega em 1955. O crescimento industrial no Japão e o período que foi chamado de milagre 15 econômico brasileiro dão origem a grandes investimentos japoneses no Brasil. Os nisseis acabam sendo uma ponte entre os novos japoneses e os brasileiros. As famílias agrícolas estabelecidas no Brasil passaram a procurar novas oportunidades e buscavam novos espaços para seus filhos. O grande esforço familiar para o estudo de seus filhos faz com que grande número de nisseis ocupe vagas nas melhores 20 universidades do país. Mais tarde, com o rápido crescimento econômico no Japão, as indústrias japonesas foram obrigadas a contratar mão-de-obra estrangeira para os trabalhos mais pesados ou repetitivos. Disso, resultou o movimento dekassegui por volta de 1985, que foi aumentando, no Brasil, à medida que os planos econômicos fracassavam. Parte da 25 família, cujos ascendentes eram japoneses, deixava o Brasil como dekassegui, enquanto a outra permanecia para prosseguir os estudos ou administrar os negócios. Isso ocasionou problemas sociais, tanto por parte daqueles que não se adaptaram à nova realidade, como daqueles que foram abandonados pelos seus entes e até perderam contato. 30 Com o passar dos anos, surgiram muitas empresas especializadas em agenciar os dekasseguis, como também firmas comerciais no Japão que visaram especificamente o público brasileiro. Em algumas cidades japonesas formaram-se verdadeiras colônias de brasileiros. Disponível em: www.culturajaponesa.com.br ( texto adaptado). Acesso em: 29 ago 2008. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Texto II Rio: uma cidade plural já em 1808 As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. SANDRA MOREYRA Jornal O Globo- 28/11/2007 (adaptado) Uma cidade que era um grande porto, com gente de todas as colônias e feitorias portuguesas da África e da Ásia. O Rio era uma cidade quase oriental em 1808. As mulheres se sentavam no chão, com as pernas cruzadas. À mesa, os homens usavam a mesma faca que traziam presa à cintura, para se defender de um 5 inimigo, para descascar frutas ou partir a carne. Nas ruas o dinheiro corria no maior entreposto de escravos da colônia. Corriam também dejetos nas ruas e valas. Negros escravos ou libertos eram dois terços da população e se vestiam ainda de acordo com sua nação de origem. Não só pelo tipo físico bem diferente, como pelas roupas, era possível saber quem vinha do Congo, de Angola ou do Mali; quem era muçulmano, 10 quem vinha da nobreza africana. Nesta cidade, que já era plural, mas que não tinha infra-estrutura, onde havia assaltos e comércio ilegal nas ruas, chegou um aviso em janeiro de 1808. A corte estava em pleno mar, escapara de Napoleão e estava a caminho do Brasil. O vice-rei começou a fazer os preparativos e saiu desalojando os maiores 15 comerciantes locais de suas casas, para cedê-las aos novos moradores. Eram pintadas nas portas das casas requisitadas para a Corte as iniciais PR, de Príncipe Regente, que viraram prédio roubado ou ponha-se na rua. Era o jeito que herdamos do sangue lusitano de rir de nossas próprias mazelas. Quando as naus com a família real chegaram por aqui, em março de 1808, já 20 haviam passado pela Bahia e permanecido por um mês em Salvador. Aqui a festa foi imensa e o relato mais divertido e detalhado é o do Padre Luis Gonçalves dos Santos, o Padre Perereca. O padre que vivia no Brasil era um admirador incondicional da monarquia, dos ritos da corte, da etiqueta. Quando descobre que a Corte está chegando, fica assanhadíssimo porque vai ver de perto 25 Sua Alteza Real D. João Nosso Senhor, como chamava o regente. É ele quem conta que a chegada dos Bragança por aqui foi acompanhada de luzes, fogos de artifício, badalar de sinos, aplausos e cânticos. Perereca diz que parecia que o sol não havia se posto, tamanha a quantidade de tochas e velas que iluminavam as casas, o largo do Paço e as ruas do centro. 30 O Rio tinha 46 ruas naquela época. D João se dirigiu à Sé provisoriamente instalada na Igreja do Rosário dos Homens Pretos, porque a Igreja do Carmo, a Sé oficial, estava em obras. Houve uma determinação de que os homens pretos e também os mestiços não deveriam comparecer à cerimônia, na Igreja deles, porque o Príncipe poderia ficar assustado com a quantidade de negros na cidade. Eles se 35 esconderam numa esquina e quando o cortejo chegou à Igreja, entraram batucando e cantando e todos se misturaram. Assim era o Rio. Assim era o Brasil. _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Marque a assertiva INCORRETA.

Questão
2008Matemática

Determine o conjunto-solução da equação:

Questão
2008Química

Foram introduzidos 10 mols de uma substância X no interior de um conjunto cilindro-pistão adiabático, sujeito a uma pressão constante de 1atm. X reage espontânea e irreversivelmente segundo a reação: Considere que a temperatura no início da reação é 300 K e que as capacidades caloríficas molares das substâncias X e Y são constantes e iguais a, respectivamente. O volume final do conjunto cilindro-pistão é

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