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Português | Literatura | modernismo no Brasil | 2a fase do modernismo no Brasil
Português | Literatura | modernismo no Brasil | autores da 2a fase modernista na poesia | Carlos Drummond de Andrade
UERJ 2013UERJ PortuguêsTurma ENEM Kuadro

(Uerj 2013)

Igual-Desigual

Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
1e todos, todos
2os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
3Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Ninguém é igual a ninguém.
4Todo ser humano é um estranho
5ímpar.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Nova reunião: 19 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.

– best-sellers – livros mais vendidos
– gazéis, virelais, sextinas, rondós – tipos de poema

 

O poema de Carlos Drummond de Andrade se caracteriza por uma repetição considerada estilística, porque é claramente feita para produzir um sentido. Pode-se dizer que a repetição da expressão são iguais é empregada para reforçar o sentido de:

A

afirmação da igualdade no mundo de hoje

B

subversão da igualdade pelo raciocínio lógico

C

valorização da igualdade das experiências vividas

D

constatação da igualdade entre fenômenos diversos