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(UFU - 2017 - 1 FASE)A porta aberta, ele percebe s

(UFU - 2017 - 1ª FASE)

A porta aberta, ele percebe – saiu de casa e deixou uma fresta de pista. Com certeza pegou o elevador para descer os dezenove andares, o que ele sabe fazer. Não, o porteiro não viu [...]. O prédio, sinal dos tempos, ainda não tinha as grades altas com pontas agudas e as câmeras de segurança e os fios elétricos desencapados que pouco depois fechariam aquele pátio generoso e inteiro aberto, [...] Teria de achar a palavra certa para explicar, as pessoas não sabem – talvez dizer “você viu meu filho? Ele é um menino com problema”, ou “ele é meio bobo”; ou, ele é “deficiente mental”, e tudo aquilo não corresponde nem ao filho nem ao que ele quer dizer para definir seu filho; ele é uma criança carinhosa mas meio tontinho, talvez assim ficasse melhor: não pode dizer “mongoloide”, que dói, nem “síndrome de Down” – naquela década de 1980, ninguém sabe o que é isso.

TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2013. p.163-164.

O fragmento evidencia uma temática que perpassa o livro O filho eterno, que é

A

a insuficiência da linguagem.

B

a vergonha que sente do filho.

C

a insensibilidade das pessoas.

D

o desejo da morte do filho.