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VestibularEdição do vestibular
Disciplina

(UNB/PAS - 2017 - 2 ETAPA)Texto IIndicadores de hu

(UNB/PAS - 2017 - 2ª ETAPA)

 

Texto I

Indicadores de humanidade

  • Autoconsciência
  • Autodomínio
  • Capacidade de equilibrasr razão e emoções
  • Capacidade de se relacionar com os outros
  • Consideração com os outros
  • Curiosidade
  • Inteligência
  • Mutabilidade
  • Percepção da passagem do tempo

Joseph Flecher. Indicators of Humanhood. The Hastings Center Report, vol. 2, nº 5, 1972, p. 1-4 (tradução livre, com adaptações).

 

Texto II

"Só o ser humano conhece o bem e o mal, o justo e o injusto. é a comunidade desses sentimentos que produz a família e a cidade."

Aristóteles. Política. Tradução de António Campelo Amaral. Lisboa: Vega, p. 55.

 

Texto III

O ser humano primeiro existe, se encontra, surge no mundo, e se defne depois. (...) Assim, não há natureza humana. O ser humano nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo. Isso é o que se chama de subjetividade.

Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismoInAntologia de textos filosóficos. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2009, p. 617-18 (com adaptações).

 

Texto IV

O cérebro humano não é pura lógica. Há em seu cerne um conjunto de estruturas que premia algumas de nossas ações com uma sensação de satisfação, prazer e felicidade. É a alegria do presente e a expectativa decorrente de um pouquinho mais de prazer que nos mantêm em movimento e interessados em permanecer assim e, portanto, vivos. Em última análise, é a promessa de uma nova alegria, completamente ilógica, que dá sentido à nossa vida.

Suzana Herculano-Houzel. O porquê disso tudo. Internet: <www.folha.com.br> (com adaptações).

 

Texto V

É fácil dizer que um robô não é um ser vivo, mas o que identifica a 'vida' em uma relação afetiva? Cães são vivos, mas não raciocinam. Robôs não são vivos, mas estão cada vez mais próximos de uma simulação bastate razoável de compreensão. A máquina não precisa pensar, desde que aparente fazê-lo. Já faz um tempo que os gêneros fantástivos lidam com essa dialética existencial. Em Toy Story, por exemplo, o astronauta Buzz Lightyear aprende a notícia deprimente de que, em vez do indivíduo livre e autêntico que acredita ser, ele não passa de um boneco.

Luli Radfahrer. Canis et circensis. Internet: <www.folha.com.br> (com adaptações).

 

Imagine que você está em 2079, e androides - robôs com aparência humana - circulem pelas ruas em meio aos seres humanos. A tecnologia avançou tanto que é impossível, a olho nu, distinguir quem foi gerado biológicamente de quem foi criado em laboratório. Além de terem capacidade de raciocinar, os androides comportam-se como humanos e parecem sentir as mesmas emoções. De fato, a semelhança é tanta que alguns androides nem mesmo sabem que são robôs! A única diferença é que são muito mais inteligentes, e isso causa medo aos humanos. Imagine, ainda, que, por esse motivo, tenha sido promulgada uma lei mundial que determina que todos os androides sejam deportados para colônias extraterrenas. O problema é que você acabou de descobrir que também é um androide e que, para permanecer na Terra, terá de convencer os humanos de que não é uma ameaça.

 

Escreva um texto, dirigido ao líderes da Terra, argumentando, de forma convincente, que, no que se refere a comportamentos e sentimentos, não há diferença entre você e um ser humano. Você deve contar um pouco da sua história, mencionando características suas que são idênticas às humanas, com o objetivo de sensibilizar seus interlocutores. Não assine o texto.