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(Fuvest 2000)Ossian o bardo é triste como a sombra

(Fuvest 2000)

Ossian o bardo é triste como a sombra
Que seus cantos povoa. O Lamartine
É monótono e belo como a noite,
Como a lua no mar e o som das ondas...
Mas pranteia uma eterna monodia,
Tem na lira do gênio uma só corda;
Fibra de amor e Deus que um sopro agita:
Se desmaia de amor a Deus se volta,
Se pranteia por Deus de amor suspira.
Basta de Shakespeare. Vem tu agora,
Fantástico alemão, poeta ardente
Que ilumina o clarão das gotas pálidas
Do nobre Johannisberg! Nos teus romances
Meu coração deleita-se... Contudo,
Parece-me que vou perdendo o gosto,
(...)

(Álvares de Azevedo, "Lira dos vinte anos")

Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence ("Ideias íntimas"), é correto afirmar que, nele,

A

o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.

B

a dispersão do eu-lírico, própria da ironia romântica, exprime-se na métrica irregular dos versos.

C

o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.

D

a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.

E

Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião, muito respeitados pela segunda geração romântica.