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(FUVEST - 2022 - 1 fase)Antnio Vicente Mendes Maci

(FUVEST - 2022 - 1ª fase)

Antônio Vicente Mendes Maciel, Conselheiro de alcunha, (...) era cearense e nasceu (...) a 13 de março de 1830. (...) Aprendeu a ler, escrever e contar. (...) Andou estudando latim, enxertando frases da língua de Horácio nos seus longos "conselhos", geralmente baseados na Bíblia sagrada, que conhecia razoavelmente. (...) Era apenas um peregrino, acompanhado de numeroso séquito; pequenos agricultores, negros 13 de Maio, caboclos de aldeamentos, gente sem recursos, doentes. (...) Em 1893 (...) Antônio Vicente se estabeleceu em Canudos (...). Rebatizou a localidade, dando-lhe o nome de Belo Monte. Criou um clima de tranquilidade local. Respeitavam-no. Seu monarquismo era utopia. De vários pontos do sertão apareciam os conselheiristas (...). Caminhavam para lá movidos pela fé. Queriam morar ali, sem pensar em conquistar novas terras. Nem restaurar a monarquia. Cá de fora, não entenderam assim. Interesses políticos e patrimoniais deram novos rumos e destino sangrento ao sertão do Conselheiro. (...)

José Calazans. “O Bom Jesus do sertão”. Caderno Mais, Folha de S. Paulo.
São Paulo, 21/09/1997. 

O texto sugere que Antonio Conselheiro

A

representou a luta da Igreja Católica contra o regime republicano recém-instaurado no Brasil. 

B

fez uso da sua educação formal para colocar em xeque os dogmas do catolicismo no Brasil. 

C

defendeu a restauração da Monarquia por identificar-se com os interesses políticos e patrimoniais das elites locais.

D

atraiu pessoas pobres do sertão nordestino com mensagens de fé e de acolhimento na comunidade.

E

liderou uma insurreição contra as estruturas sociais e políticas implementadas pela República.