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2019Biologia

Todo o crescimento nas plantas se origina de meristemas, que so regies capazes de adicionar clulas ao corpo da planta. A esse respeito, assinale a opo correta. Os meristemas apicais e laterais das plantas esto envolvidos, respectivamente, no crescimento dos tecidos

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2019Biologia

Na figura anterior, so apresentadas caractersticas de duas sndromes relacionadas a alteraes genticas. A sndrome I, representada por XO, ocorre em mulheres. A sndrome II, representada por XXY, ocorre em homens. No primeiro caso, os indivduos afetados incluem mulheres estreis, de baixa estatura e pescoo alado; no segundo caso, os homens, em geral, apresentam uma constituio magra, so estreis e tm QI abaixo da expectativa normal. Com base nas informaes precedentes, assinale a opo que apresenta os nomes da sndrome I e da sndrome II, respectivamente.

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2019Redação

(UNB/PAS - 2019 - 2 ETAPA) Texto I Nesta sexta-feira (15/3/2019), a adolescente Greta Thunberg vai repetir a mesma atividade que tem feito todas as sextas desde agosto do ano passado: faltar propositalmente s aulas em sua escola, em Estocolmo, e sentar em uma praa em frente ao Parlamento da Sucia para protestar por medidas concretas dos polticos contra as mudanas climticas. Dessa vez, porm, a garota de 16 anos estar acompanhada de outros estudantes do mundo inteiro: sua greve escolar semanal deve ser repetida em mais de 2 mil eventos de 123 pases no Brasil, 20 cidades tm protestos agendados. [...] Apesar de ser criticada por faltar s aulas uma vez por semana para protestar, Greta defende que seu movimento tambm faz parte de sua formao. Meus professores na escola me contaram que existiam as mudanas climticas e o aquecimento global, e que ele causado pelos humanos e o nosso comportamento. Achei que era muito estranho, porque se fosse algo to grande que ameaasse nossa existncia, ento seria nossa primeira prioridade, no estaramos falando sobre qualquer outra coisa. Poucos adultos esto escutando, diz adolescente indicada ao Nobel que criou uma greve global pelo clima. Internet: www.g1.globo.com (com adaptaes). Texto II Entrevistador: Malala, falando sobre inspirar pessoas: voc vai viajar o mundo como Mensageira da Paz da ONU. Como voc pretende inspirar jovens, especialmente aqueles que, pela regio onde vivem, sentem que no h esperana, que no existe razo para ir escola? Malala: Como tenho feito no ltimo ano, visitei vrios pases como Lbano e Jordnia. Conheci meninas srias refugiadas; conversei com garotas na Nigria. E vou continuar fazendo isso nesse cargo de Mensageira da Paz; estarei em pases diferentes conhecendo meninas maravilhosas e inspiradoras. Vou fazer questo de dizer que a voz delas importante; que isso pode mudar o mundo. Eu comecei falando no Vale do Swat e agora vocs podem ver que a voz de uma criana mais poderosa do que as armas dos terroristas. isso que elas precisam entender, todas as crianas, que sua opinio importante para o mundo. E voc no precisa esperar crescer, voc pode contribuir agora com a mudana. Entrevista de Malala Yousafzai ONU News. Internet: www.news.un.org (com adaptaes). Texto III Sempre se questionou se o ativismo digital, chamado pejorativamente de ativismo de sof, pode ou no ser considerado ativismo. Como explica Radmann, do ponto de vista de como a democracia foi pensada: todo o tipo de participao vlida; qualquer atitude ajuda a transformar a realidade social. E mesmo aqueles que preferem o engajamento presencial tambm se utilizam das redes sociais para a organizao de aes polticas. Internet: www.reporterunesp.jor.br (com adaptaes). Texto IV A Internet no apenas um meio de divulgao e informao. , sobretudo, um veculo para a articulao entre pessoas e instituies. Para a maioria dos ciberativistas, as mobilizaes on-linee off-line precisam de retroalimentao. Iniciativas de investigao, denncia e confronto, que podem ser desenvolvidas no mundo virtual, precisam ser levadas ao plano dos acontecimentos fsicos para mudar realidades. Internet: www.estadao.com.br (com adaptaes). Texto V Considerando que os textos precedentes tm carter unicamente motivador, redija um texto dissertativo-argumentativo, discutindo a contribuio da juventude em aes de ativismo no meio virtual e nas ruas.

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2019Redação

(UNB - 2019) Texto I O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiana em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demnios. Os anjos, quando chegaram, j era para me guardarem. Os anjos atuavam como uma espcie de agentes de segurana privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferena entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violncia contra as crianas sempre foi praticada, no por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infncia reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por no me aventurar para alm da fronteira da minha lngua, da minha cultura e do meu territrio. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisvel mo roubava-me a coragem de viver e a audcia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que h, neste mundo, mais medo de coisas ms do que coisas ms propriamente ditas. Mia Couto. Murar o medo. Internet: www.miacouto.org. Texto II (...) Faremos casas de medo, Duros tijolos de medo, Medrosos caules, repuxos, Ruas s de medo, e calma. E com asas de prudncia Com resplendores covardes, Atingiremos o cimo De nossa cauta subida. O medo com sua fsica, Tanto produz: carcereiros, Edifcios, escritores, Este poema, Outras vidas. (...) O medo. Carlos Drummond de Andrade. Texto III Texto IV Texto V Considerando que os textos, as manchetes de jornais e as imagens apresentados tm carter unicamente motivador, redija, utilizando a modalidade padro da lngua escrita, um texto expositivo-argumentativo sobre o seguinte tema. MUROS: UM SMBOLO DO MEDO

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2019Redação

(UNB/PAS - 2019 - 1 ETAPA) Texto I Eu adoraria ver jacars, ursos brancos ou cobras de dez metros. Uma vizinha da nossa rua tem uma vaidosa galinha dAngola. Eu gosto de animais e mais ainda dos esquisitos e invulgares, at dos que parecem feios por serem indispostos. Os bichos s so feios se no entendermos seus padres de beleza. Um pouco como as pessoas. Ser feio complexo e pode ser apenas um problema de quem observa. Eu uso culos desde os cinco anos de idade. Estou sempre por detrs de uma janela de vidro. No faz mal, porque eu inteira sou a minha casa. Sou como o caracol, mas muito mais alta e veloz. A minha me tambm acha assim, que o corpo casa. Habitamos com maior ou menor juzo. O jacar um bicho indisposto, eu sei. Gosto muito dele, mas no devo chegar perto. Nunca vi, j disse. Tenho pena. Talvez seja pior para o jacar, por no o amar. Eu gosto dele mas no sei se constri. Estou a ser sincera. Ainda tenho que ler sobre isso. Talvez os bichos ferozes construam coisas s quais no sabemos dar valor. importante pensarmos no valor que cada coisa ou lugar tem para cada bicho. S assim vamos compreender a razo de cada coisa ser como . Depois de entendermos melhor, a beleza comparece. Valter Hugo Me. O paraso so os outros. Biblioteca Azul, 2018. Texto II Em seu ensaio chamado O Estranho (Umheimliche, em alemo), Sigmund Freud escreveu sobre o impacto produzido pela estranheza em nossas mentes. O estranho nos traz algo de familiar, porm um tanto deslocado. E, com isso, provoca uma sensao que tanto incmoda quanto prazerosa. Nos tira da nossa zona de conforto e, ao mesmo tempo, abre possibilidades de enxergar as coisas e as pessoas por ngulos diferentes. Tim Burton, em seus filmes, mesmo nos mais comerciais, provoca esse sentimento inquietante. O de que os estranhos... bem, no so to distantes assim de ns. Porque a estranheza, no fundo, est em ns, embora passemos a vida a negar-lhe a existncia. Internet: www.cultura.estadao.com.br. Texto III Baby voc no precisa De um salo de beleza H menos beleza Num salo de beleza A sua beleza bem maior Do que qualquer beleza De qualquer salo... Mundo velho E decadente mundo Ainda no aprendeu A admirar a beleza A verdadeira beleza A beleza que pe mesa E que deita na cama A beleza de quem come A beleza de quem ama A beleza do erro Puro do engano Da imperfeio... Zeca baleiro. Salo de beleza. Texto IV No h beleza perfeita que no contenha algo de estranho nas suas propores. Francis Bacon Na cultura japonesa, wabi-sabi um ideal esttico que pode ser definido como a beleza das coisas imperfeitas, impermanentes e incompletas, uma beleza das coisas modestas e simples, uma beleza das coisas no convencionais. Considerando essa informao e os textos apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo acerca do seguinte tema. APRENDER A VER A BELEZA NO DIFERENTE

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2019Redação

(UNB/PAS- 2019 - 3 ETAPA) Texto I Estamos imersos em uma sociedade humorstica. Uma sociedade que se quer cool e fun, amavelmente malandra, em que os meios de comunicao difundem modelos descontrados, heris cheios de humor e em que se levar a srio falta de correo. O riso onipresente na publicidade, nos jornais, nas transmisses televisivas e, contudo, raramente encontrado na rua. Elogiamos seus mritos, suas virtudes teraputicas, sua fora corrosiva diante dos integrismos e dos fanatismos e, entretanto, mal conseguimos delimit-lo. Estudado com lupa h sculos, por todas as disciplinas, o riso esconde seu mistrio. Alternadamente agressivo, sarcstico, escarnecedor, amigvel, sardnico, anglico, tomando as formas da ironia, do humor, do burlesco, do grotesco, ele multiforme, ambivalente, ambguo. Pode expressar tanto a alegria pura quanto o triunfo maldoso, o orgulho ou a simpatia. isso que faz sua riqueza e fascinao ou, s vezes, seu carter inquietante, porque, segundo escreve Howard Bloch, como Merlim, o riso um fenmeno liminar, um produto das soleiras, ... o riso est a cavalo sobre uma dupla verdade. Serve ao mesmo tempo para afirmar e para subverter. Na encruzilhada do fsico e do psquico, do individual e do social, do divino e do diablico, ele flutua no equvoco, na indeterminao. [...] O riso no tem implicaes psicolgicas, filosficas nem religiosas; sua funo poltica e social quando se pensa na stira e na caricatura igualmente importante. O riso um fenmeno global, cuja histria pode contribuir para esclarecer a evoluo humana. Georges Minois. Histria do riso e do escrnio. Trad. Maria Elena O. Ortiz Assumpo. So Paulo: Editora UNESP, 2003. p. 10 e 13. Texto II melhor ser alegre que ser triste Alegria a melhor coisa que existe assim como a luz no corao Mas pra fazer um samba com beleza preciso um bocado de tristeza preciso um bocado de tristeza Seno, no se faz um samba no Vinicius de Moraes. Samba da beno. Texto III Vale mais estar doido de alegria do que de tristeza; vale mais danar pesadamente do que andar claudicando. Aprendei, pois, comigo a sabedoria: at a pior das coisas tem dois reversos, at a pior das coisas tem pernas para bailar; aprendei, pois, vs, homens superiores, a firmar-vos sobre boas pernas. Friedrich Nietzsche. Assim falou Zaratustra. Texto IV Texto V Desconfio dos meus amigos. Mas com tanta alegria que no podem me fazer mal algum. O que quer que faam, vou achar muita graa () Ser amigo ver a pessoa e pensar: O que vai nos fazer rir hoje? O que nos faz rir no meio de todas essas catstrofes?. Gilles Deleuze. O abecedrio de Gilles Deleuze (F de fidelidade). Entrevista concedida a Claire Parnet, 1988-1989. Tendo os textos precedentes como referncia e considerando a fora social, poltica e cultural do riso, redija um texto dissertativo-argumentativo que contemple a resposta s seguintes perguntas, constantes do trecho de O abecedrio de Gilles Deleuze, apresentado anteriormente. O QUE VAI NOS FAZER RIR HOJE? O QUE NOS FAZ RIR NO MEIO DE TODAS ESSAS CATSTROFES?

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2018Biologia

O filme ganhador do Oscar 2018,A forma da gua, se passa na dcada de 60 do sculo passado, em plena Guerra Fria. No filme, a faxineira de um laboratrio secreto do governo norte-americano conhece e se apaixona por uma criatura submarina retirada das guas da Amrica do Sul e mantida presa no local. Com relao s diferenas fisiolgicas entre espcies terrestres e aquticas, julgue oitemsubsequente. Os fluidos corporais de peixes cartilaginosos, como os tubares e as raias, mantm-se isotnicos em relao ao ambiente marinho circundante, devido capacidade desses seres de tolerar grandes quantidades de ureia no sangue.

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2018Espanhol

(UnB - 2018/1) Black Mirror [1] Actualmente vivimos en una sociedad globalizada y modernizada. Internet se ha convertido en una herramienta indispensable en la sociedad, tanto que no nos imaginamos la [4] vida sin su existencia. Ha trado grandes aportes, como la posibilidad de estar informado a cualquier hora. Por otra parte, tambin ha provocado conflictos entre las personas, creando una [7]gran adiccin y la facilidad de meternos en la vida privada de los dems. Todas las consecuencias negativas de las nuevas [10] tecnologas aparecen reflejadas de forma satrica en la miniserie Black Mirror. La serie nos muestra cmo la tecnologa ha afectado a nuestras vidas, hasta el punto que en ocasiones saca lo [13] peor de nosotros. En forma de thriller poltico podemos observar, en captulos totalmente independientes, situaciones en las que se muestran las vidas de los distintos personajes dependientes de las [16] nuevas tecnologas. El captulo tituladoTu Historia Completaplantea una sociedad similar a la de la pelculaMinority Report, donde las [19] personas tienen injertado en su cabeza unchipque se encarga de guardar y almacenar todos los momentos vividos para as poder visualizarlos siempre que se quiera. Es uno de los mejores y ms [22] profundos episodios de la serie, con un guion slido e interesante, que hace que sea un captulo redondo y entretenido. Su mensaje est claro, la necesidad de fotografiar todos los [25] momentos de nuestra vida, para despus subirlos a redes sociales como Instagram, para que el resto de la gente pueda verlos, en vez de disfrutar de lo que verdaderamente importa, las personas [28] con las que estamos y nuestro alrededor. Black Mirrorno es cmoda de ver. Te guste o no, no dejar indiferente a nadie. Internet: lasventajasdeseruncritico wordpress com (con adaptaciones) En conformidad con las ideas del texto presentado arriba, juzgue lotema seguir. En los fragmentos saca lo peor (l.12 y 13) y disfrutar de lo que (l.27), las partculas lo son artculos neutros.

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2018Filosofia

(UnB 2018) Texto I No filmeEu, Rob, um policial encarregado de investigar o assassinato de um humano supostamente cometido por uma mquina interroga um rob. Esse policial demonstra, desde o incio do filme, uma atitude de reprovao em relao ao desenvolvimento tecnolgico dessas mquinas. Na cena do interrogatrio, ocorre o seguinte dilogo entre o policial e o rob. Policial: Por que se escondeu na cena do crime? Rob: Eu tive medo. Policial: Robs no sentem medo. Eles no sentem nada. No sentem fome, no sentem sono. Rob: Eu tenho. E tenho at mesmo sonhos. Policial: Seres humanos que tm sonhos. At ces tm sonhos. Voc no. Voc s uma mquina. Uma imitao da vida. Um rob consegue compor uma sinfonia? Um rob consegue pintar uma bela obra-prima? Rob: Voc consegue? (O policial fica em silncio, constrangido). Texto II preciso estender os dedos, completamente, nessa direo e fazer o ensaio de captar essa assombrosa finesse de que o valor da vida no pode ser avaliado. Por um vivente no, porque este parte interessada, e at mesmo objeto de litgio, e no juiz; por um morto no, por outra razo. Da parte de um filsofo, ver no valor da vida um problema permanece, dessa forma, at mesmo uma objeo contra ele, um ponto de interrogao diante de sua sabedoria, uma falta de sabedoria. F NietzscheCrepsculo dos dolosO problema de Scrates, #2 Tendo como referncia os fragmentos de texto apresentados e considerando as noes filosficas de natureza humana e a noo de vida em Nietzsche, julgue oitem seguinte. Considerando-se a filosofia nietzschiana, um rob seria uma Uma imitao da vida (l. 13 e 14 do texto I), ou seja, no seria vida autntica, por no ser dotado de

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2018Redação

(UNB - 2018) Texto I No h nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos gregos e chineses quanto para os nmades rabes ou para o peo mexicano de hoje, o tempo representado pelos processos cclicos da natureza, pela sucesso dos dias e das noites, pela passagem das estaes. Os nmades e os fazendeiros costumavam medir e ainda hoje o fazem seu dia do amanhecer at o crepsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios. O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um arteso, durante tanto tempo quanto julgasse necessrio. O homem ocidental civilizado, entretanto, vive num mundo que gira de acordo com os smbolos mecnicos e matemticos das horas marcadas pelo relgio. ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas aes. O relgio transformou o tempo, transformando o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de passas de uvas. Se no houvesse um meio para marcar as horas com exatido, o capitalismo industrial nunca poderia ter se desenvolvido, nem teria continuado a explorar os trabalhadores. O relgio representa um elemento de ditadura mecnica na vida do homem moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra mquina. O homem que no conseguir ajustar se deve enfrentar a desaprovao da sociedade e a runa econmica a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente para o qual o tempo deixa de ser importante. O operrio transforma se em um especialista em olhar o relgio, preocupado apenas em saber quando poder escapar para gozar as escassas e montonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; para matar o tempo, programar tantas atividades mecnicas com tempo marcado como ir ao cinema, ouvir rdio e ler jornais quanto permitir o seu salrio e o seu cansao. Agora so os movimentos do relgio que vo determinar o ritmo da vida do ser humano. George Woodcock. A ditadura do relgio. In: Os grandes escritos anarquistas. Porto Alegre: LPM Editores (com adaptaes). Texto II Vive, dizes, no presente, Vive s no presente. Mas eu no quero o presente, quero a realidade; Quero as cousas que existem, no o tempo que as mede. O que o presente? uma cousa relativa ao passado e ao futuro. uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. Eu quero s a realidade, as cousas sem presente. No quero incluir o tempo no meu esquema. No quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas. No quero separ las de si prprias, tratando as por presentes. (...) Alberto Caeiro. In: Poemas Inconjuntos. Internet: www.dominiopublico.gov.br. Texto III Norbert Elias afirma que so necessrios vrios anos para aprender o que o tempo realmente . Crianas levam nove anos para aprender a compreender os complicados mecanismos de representao do tempo, os relgios. Para o autor, interessante, ainda, como, uma vez que o processo termina, as pessoas tendem a esquecer se de como foi complexo entender o mecanismo do tempo. In: Kant e Prints. Campinas, Srie 2, v. 4, n. 1, p. 109 119, jan. jun./2009 (traduzido e adaptado). Considerando que os textos e as imagens apresentados tm carter unicamente motivador, redija, utilizando a modalidade padro da lngua escrita, um texto expositivo-argumentativo sobre o seguinte tema. A PRESSA NOSSA DE CADA DIA: O TEMPO NA CONTEMPORANEIDADE

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2018Redação

(UNB/PAS - 2018 - 3 ETAPA) Texto I As cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, consumido pelas chamas na noite de 2 de setembro de 2018, so mais do que restos de fsseis, cermicas e espcimes raros. O museu abrigada entre suas mais de 20 milhes de peas os esqueletos com as respostas para perguntas que ainda no haviam sido respondidas - ou sequer feitas - por pesquisadores brasileiros. E pode ter calado para sempre palavras e cantos indgenas ancestrais, de lnguas que no existem mais no mundo. Nos corredores e armrios do Museu Nacional estavam guardaddos fsseis que trazem a hiptese dos amerndios serem descendentes diretos de povos polinsios. So cerca de 40 esqueletos de ndios botocudos, grupo j extinto, dadatos do perodo de contato com os portugueses. Trata-se de um material que no existe em nenhum outro museu do mundo. O acervo do local tambm continha gravaes de conversas, cantos e rituais de dezenas de sociedades indgenas, muitas feitas durante a dcada de 1960 em antigos gravadores de rolo e que ainda no haviam sido digitalizadas. Alguns dos registros abordavam lnguas j extintas, sem falantes originais ainda vivos. Internet: www.brasil.elpais.com (com adaptaes). Texto II Um conjunto milenar de gravuras rupestres sagradas para povos do Alto Xingu, localizado em uma gruta a sudoeste do territrio do Parque Indgena do Xingu, foi depredado e danificado em algum momento nos ltimos meses. O local est na rea de interesse para a construo da rodovia BR-242, em fase de produo de estudo de impacto ambiental, e da Ferrovia de Integrao do Centro-Oeste. Localizado fora da terra indgena, vem sofrendo com o desmatamento e com o assoreamento do rio. Conhecido como Gruta de Kamukuwak, o stio arqueolgico, s margens do rio Tamitatoala, no Mato Grosso, tombado pelo Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional como patrimnio cultural desde 2010 e considerado sagrado por 11 etnias indgenas do Alto Xingu. Parece que bateram com um martelo. Destruram a histria de todo o Alto Xingu. E origem a nossa identidade, disse Pirat Waur, do projeto de valorizao patrimonial da gruta. Internet: www.jb.com.br (com adaptaes). Texto III Voc sabe o que um museu? O museu uma casa de criao onde se preserva a memria de uma cidade, de um pas, de uma pessoa, enfim o lugar de histrias interessantes que nos faz viajar no tempo. Mas, apesar de contar histrias que j aconteceram, o Museu o lugar para pensarmos o presente e refletirmos sobre o nosso tempo. Internet: www.casaruibarbosa.gov.br. Texto IV JU O que so espaos da recordao? Qual a importncia deles para uma nao? Aleida Assmann Inclui muitas coisas. As localidades espaciais, como lugares onde aconteceram as coisas, que se tornam lugares de memria, de recordao, lugares de peregrinao ou de turismo; h lugares que so transformados em memoriais, em locais de memria. Num sentido mais amplo, espaos de recordaes significam que a memria no s uma maleta, na qual se colocam as coisas, mas uma espcie de esfera dentro da qual as pessoas se comunicam e onde vivemos. O conceito um pouco mais amplo de espao de recordao. Podemos conectar isso com o conceito de nao. A nao cria para si um espao de imaginao no qual ela se localiza e no qual ela se orienta, dirige suas aes. A lembrana est muito ligada imaginao. JU De forma mais resumida, como podemos definir o que memria cultural? Aleida Assmann A memria cultural um tipo de memria que sobrevive ao tempo, que transcende o tempo de vida do indivduo. Existiu antes de mim e existir depois de mim. Participo dessa memria cultural enquanto estiver vivo. Como essa memria existe por um longo tempo, os mortos podem se comunicar com os vivos e os vivos podem se comunicar com as prximas geraes. Se no tivssemos esse conceito, cada um s teria disposio sua prpria memria e no haveria essa memria cultural. Trecho de entrevista concedida por Aleida Assmann, pesquisadora alem, ao Jornal da Unicamp (JU). Internet: (com adaptaes). Considerando que os textos apresentados tm carter unicamente motivador, redija um texto dissertativo-argumentativo comentando a seguinte inscrio, que se encontra na entrada do prdio da antiga IG Farben, companhia qumica alem que funcionou durante a Segunda Guerra Mundial, onde hoje se localiza o prdio principal do campus Westend da Universidade de Frankfurt, na Alemanha. NENHUM DE NS PODE ESCAPAR HISTRIA DO NOSSO POVO. NS NO DEVERAMOS E NO DEVEMOS DEIXAR O PASSADO DESCANSAR, OU ELE PODE RESSURGIR E SE TORNAR O NOVO PRESENTE.

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2018Espanhol

(UnB - 2018/1 - adaptada) Black Mirror [1] Actualmente vivimos en una sociedad globalizada y modernizada. Internet se ha convertido en una herramienta indispensable en la sociedad, tanto que no nos imaginamos la [4] vida sin su existencia. Ha trado grandes aportes, como la posibilidad de estar informado a cualquier hora. Por otra parte, tambin ha provocado conflictos entre las personas, creando una [7]gran adiccin y la facilidad de meternos en la vida privada de los dems. Todas las consecuencias negativas de las nuevas [10] tecnologas aparecen reflejadas de forma satrica en la miniserie Black Mirror. La serie nos muestra cmo la tecnologa ha afectado a nuestras vidas, hasta el punto que en ocasiones saca lo [13] peor de nosotros. En forma de thriller poltico podemos observar, en captulos totalmente independientes, situaciones en las que se muestran las vidas de los distintos personajes dependientes de las [16] nuevas tecnologas. El captulo tituladoTu Historia Completaplantea una sociedad similar a la de la pelculaMinority Report, donde las [19] personas tienen injertado en su cabeza unchipque se encarga de guardar y almacenar todos los momentos vividos para as poder visualizarlos siempre que se quiera. Es uno de los mejores y ms [22] profundos episodios de la serie, con un guion slido e interesante, que hace que sea un captulo redondo y entretenido. Su mensaje est claro, la necesidad de fotografiar todos los [25] momentos de nuestra vida, para despus subirlos a redes sociales como Instagram, para que el resto de la gente pueda verlos, en vez de disfrutar de lo que verdaderamente importa, las personas [28] con las que estamos y nuestro alrededor. Black Mirrorno es cmoda de ver. Te guste o no, no dejar indiferente a nadie. Internet: lasventajasdeseruncritico wordpress com (con adaptaciones) En conformidad con las ideas del texto presentado arriba, juzgue los tensa seguir. En los fragmentos saca lo peor (l.12 y 13) y disfrutar de lo que (l.27), las partculas lo son

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2018Biologia

Em 1993, quando o primeiro filme da franquiaJurassicParkfoi lanado, cientistas interessados em paleontologia ou biologia molecular compartilharam de uma mesma pergunta: Podemos ressuscitar um dinossauro?. A resposta sempre tinha sido um no enftico, mas, de certa forma,Jurassic Parkinspirou o desenvolvimento da cincia e da tecnologia a partir da pesquisa de DNA antigo. A molcula de DNA relativamente frgil, pois no resistente ao das condies climticas por dezenas de milhes de anos. Pelo que se sabe, impossvel encontrar DNA de dinossauros mesozoicos preservado em ossos fossilizados ou no estmago de mosquitos aprisionados em mbar. Inspirados porJurassic Parke movidos pelo desejo de ver um dinossauro vivo, o paleontlogo J. Horner e sua equipe de pesquisadores tm trabalhado no campo da gentica e da biologia do desenvolvimento. A ideia desses pesquisadores produzir um dinossauro, no por meio de DNA preservado em mbar ou fsseis, mas pela manipulao gentica do DNA de aves atuais especificamente, de galinhas. No mais novidade que as aves so descendentes dos dinossauros. Paleontlogos vm estudando as semelhanas entre esses organismos h anos e cada vez mais tm verificado o quo parecidos com as aves eram os dinossauros terpodes (um grupo de dinossauros bpedes, provavelmente onvoros, que possuam trs dedos em contato com o cho). De acordo com J. Horner, o estudo do DNA das aves pode no s ajudar a entender muitos aspectos evolutivos dos dinossauros, mas tambm revelar o segredo para recri-los, j que, hipoteticamente, bastaria ativar os genes corretos no momento certo do desenvolvimento do animal. Internet: e (com adaptaes) Considerando as informaes do texto precedente e os diversos aspectos relacionados a essas informaes, julgue oitemque se segue. Infere-se do texto que a reproduo dos dinossauros terpodes era assexuada.

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2018Redação

(UNB/PAS - 2018 - 1 ETAPA) Texto I Diante de uma crise de moradia que j levou milhares de pessoas a viverem em carros, abrigou ou nas ruas e vrios governos locais e estaduais a declararem estado de emergncia, algumas cidades norte-americanas esto testando uma abordagem inusitada para enfrentar o problema: oferecer incentivos para que proprietrio abriguem sem-teto no quintal de casa. Pelo menos quatro projetos pilotos, em Portland (no estado de Oregon), Seattle (no estado de Washington), no condado e na cidade de Los Angeles, esto recrutando pessoas interessadas em instalar uma microcasa nos fundos de sua propriedade, onde indivduos ou famlias sem-teto possam morar. Internet: www.bbc.com/portuguese (com adaptaes). Texto II Texto III hora de mostrar solidariedade com os refugiados e as comunidades que os acolhem, disse, no Dia Mundial do Refugiado, o alto-comissrio da ONU para o tema, Filippo Grandi, em comunicado. Segundo Grandi, agora, mais do que nunca, cuidar da populao refugiada deve ser uma responsabilidade global e compartilhada. hora de fazer as coisas de maneira diferente, declarou. O alto-comissrio da ONU disse que um novo modelo est em teste, com resultados positivos baseado em igualdade, justia e nos valores e padres humanitrios. De acordo com Grandi, ajudar os refugiados a reconstruir suas vidas uma responsabilidade de todos. Devemos trabalhar juntos para que eles possam alcanar o que a maioria de ns considera normal: educao, um lugar para morar, um emprego, fazer parte de uma comunidade. Com o tempo, o impacto enorme para as famlias de refugiados e para aqueles que as acolhem. Internet: nacoesunidas.org (com adaptaes). Texto IV Solidariedade Murilo Mendes Sou ligado pela herana do esprito e do sangue Ao mrtir, ao assassino, ao anarquista. Sou ligado Aos casais na terra e no ar, Ao vendeiro da esquina, Ao padre, ao mendigo, mulher da vida, Ao mecnico, ao poeta, ao soldado, Ao santo e ao demnio, Construdos minha imagem e semelhana Internet: www.pensador.com. Texto V Todos Juntos Chico Buarque Os Saltimbancos Trapalhes Uma gata, o que que tem? As unhas E a galinha, o que que tem? O bico Dito assim, parece at ridculo Um bichinho se assanhar E o jumento, o que que tem? As patas E o cachorro, o que que tem? Os dentes Ponha tudo junto e de repente Vamos ver no que que d Junte um bico com dez unhas Quatro patas, trinta dentes E o valente dos valentes Ainda vai te respeitar Todos juntos somos fortes Somos flecha e somos arco Todos ns no mesmo barco No h nada pra temer ao meu lado h um amigo Que preciso proteger Todos juntos somos fortes No h nada pra temer Uma gata, o que que ? Esperta E o jumento, o que que ? Paciente No grande coisa realmente Prum bichinho se assanhar E o cachorro, o que que ? Leal E a galinha, o que que ? Teimosa No parece mesmo grande coisa Vamos ver no que que d Esperteza, Pacincia Lealdade, Teimosia E mais dia menos dia A lei da selva vai mudar Todos juntos somos fortes Somos flecha e somos arco Todos ns no mesmo barco No h nada pra temer Ao meu lado h um amigo Que preciso proteger Todos juntos somos fortes No h nada pra temer Internet: www.vagalume.com.br. Texto VI Constituio da Repblica Federativa do Brasil (...) Art. 3 Constituem objetivos fundamentais da Repblica Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidria; (...) Considerando que os textos e as imagens precedentes tm carter unicamente motivador, redija um texto dissertativo propondo uma ao social solidria que concretize a ideia expressa no ditado A unio faz a fora e que fomente, na comunidade onde voc vive, o sentimento de empatia e de pertencimento. Apresente argumentos a favor da sua proposta.

Questão
2018Redação

(UNB/PAS - 2018 - 2 ETAPA) Texto I Propaganda um modo especfico sistemtico de persuadir visando influenciar as emoes, atitudes, opinies ou aes do pblico-alvo. Seu uso primrio advm de contexto poltico, referindo-se geralmente aos esforos de persuaso de governos e partidos polticos. Ao contrrio da busca de imparcialidade na comunicao, a propaganda apresenta informaes com o objetivo principal de influenciar uma audincia. Para tal, frequentemente apresenta os fatos seletivamente (possibilitando a mentira por omisso) para encorajar determinadas concluses, ou usa mensagens exageradas para produzir uma resposta emocional e no racional informao apresentada. O resultado desejado uma mudana de atitude em relao ao assunto no pblico-alvo para promover uma agenda poltica. A propaganda pode ser usada como uma forma de luta poltica. Apesar de o termo propaganda ter adquirido uma conotao negativa, por associao com os exemplos da sua utilizao manipuladora, em seu sentido original ela neutra, e pode se referir a usos considerados benignos ou incuos, como recomendaes de sade pblica e campanhas para encorajar os cidados a participar de um censo ou eleio. Internet: https://pt.wikipedia.org (com adaptaes). Texto II A publicidade uma atividade profissional dedicada difuso pblica de empresas, produtos ou servios. a divulgao de produtos, servios e ideias junto ao pblico, a fim de induzi-lo a uma atitude dinmica favorvel. Tem carter comercial e parte de um todo que se chama mercadologia, que abarca o conjunto de meios adotados para levar o produto ou servio ao consumidor. qualquer forma paga de apresentao no pessoal e promoo de ideias, bens e servios por um patrocinador identificado a uma audincia alvo atravs dos meios de comunicao de massa. A publicidade ajuda a identificar o significado e o papel dos produtos, fornecendo informao sobre marcas, companhias e organizaes. Internet: https://pt.wikipedia.org (com adaptaes). Texto III A publicidade feita com a inteno de provocar em ns um grande interesse pelo produto ou servio que ela anuncia e depois nos induzir a compr-lo, mesmo que at ento tal produto no significasse nada para ns. A linguagem da publicidade persuasiva e sabe como nos influenciar at de forma inconsciente. Ela associa o produto que quer nos vender a imagens prazerosas, fazendo-nos acreditar que, ao compr-lo, alcanaremos alegria e felicidade. Internet: www.ebc.com.br (com adaptaes). Considerando o contexto suscitado pelos textos e pelas imagens precedentes, redija um texto dissertativo discutindo a noo de autonomia apresentada a seguir, que uma das acepes do verbete autonomia no Dicionrio eletrnico Houaiss da lngua portuguesa. autonomia: s.f. 2. Segundo Kant (1724-1804), capacidade da vontade humana de se autodeterminar segundo uma legislao moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou exgeno com uma influncia subjugante, tal como uma paixo ou uma inclinao afetiva incoercvel.

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