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2020RedaçãoPortuguês

(UNIFESP 2020) Leia a crnica Inconfiveis cupins, de Moacyr Scliar, para responder questo a seguir. Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribua todas suas frustraes ao artista holands. Enquanto existirem no mundo aqueles horrveis girassis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, no poderei jamais dar vazo ao meu instinto criador. Decidiu mover uma guerra implacvel, sem quartel, s telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Comearia pelas mais prximas, as do Museu de Arte Moderna de So Paulo. Seu plano era de uma simplicidade diablica. No faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se s obras, tentando destrulas; tais insanos no apenas no conseguem seu intento, como acabam na cadeia. No, usaria um mtodo cientfico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins. Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessrio treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma tcnica pavloviana. Reprodues das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma soluo aucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras. Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que s queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradvel, e isso era o que importava. Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou espera do que aconteceria. Sua decepo, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentao do prdio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados. O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada concluso. verdade que alguns insetos foram encontrados prximos a telas de Van Gogh. Mas isso no lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sdicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa. (O imaginrio cotidiano, 2002.) Em Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que s queria comer Van Gogh (5. pargrafo), o cronista recorre figura de linguagem denominada:

Questão
2020Redação

Texto 1 Recentemente, uma conhecida marca de materiais esportivos decidiu suspender as vendas de seu hijab esportivo (um leno que cobre o cabelo, mas deixa o rosto livre). Ele seria vendido em 49 pases. A empresa foi acusada de promover a violncia contra as mulheres muulmanas pelo fato de o hijab ser visto por vrias pessoas como um elemento opressivo. A ministra da sade da Frana, Agns Buzyn, afirmou que, embora o produto no seja proibido na Frana, no uma viso da mulher da qual eu compartilho: Eu preferiria que uma marca francesa no promovesse o leno. Tudo o que pode levar diferenciao entre mulheres e homens me incomoda. Aurore Berg, porta-voz do partido francs A Repblica em Marcha, tambm criticou a venda do produto, sugerindo um boicote rede: O esporte emancipa: ele no submete. Minha escolha como uma mulher e cidad ser deixar de depositar minha confiana em uma marca que afronta nossos valores. Outras pessoas, contudo, defenderam a marca pela ao inclusiva e lamentaram a deciso da empresa de suspender as vendas. Inicialmente, a empresa havia defendido a venda do hijab, alegando que era uma forma de tornar o esporte acessvel a todas as mulheres do mundo. (www.bbc.com, 27.02.2019. Adaptado.) Texto 2 Essa marca de materiais esportivos se submete ao islamismo, que tolera mulheres apenas quando tm a cabea coberta com um hijab para afirmar sua submisso aos homens. Ela, portanto, nega os valores da nossa civilizao no altar do mercado do marketing identitrio., declarou no Twitter a polmica Lydia Guirous, porta-voz do partido francs Os Republicanos. A marca respondeu a Guirous, tambm nas redes sociais: Fique tranquila, no negamos nenhum dos nossos valores. Sempre fizemos tudo para tornar o esporte mais acessvel em qualquer lugar do mundo. Esse hijab era uma necessidade de algumas praticantes de corrida, ento respondemos a essa necessidade esportiva. (https://operamundi.uol.com.br, 27.02.2019. Adaptado.) Com base nos textos apresentados e em seus prprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padro da lngua portuguesa, sobre o tema: Vestimentas religiosas no esporte: legitimao da opresso ou liberdade de manifestao religiosa?

Questão
2020Redação

(UNIFESP 2020) Leia a crnica Inconfiveis cupins, de Moacyr Scliar, para responder questo a seguir. Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribua todas suas frustraes ao artista holands. Enquanto existirem no mundo aqueles horrveis girassis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, no poderei jamais dar vazo ao meu instinto criador. Decidiu mover uma guerra implacvel, sem quartel, s telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Comearia pelas mais prximas, as do Museu de Arte Moderna de So Paulo. Seu plano era de uma simplicidade diablica. No faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se s obras, tentando destru-las; tais insanos no apenas no conseguem seu intento, como acabam na cadeia. No, usaria um mtodo cientfico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins. Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessrio treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma tcnica pavloviana. Reprodues das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma soluo aucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras. Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que s queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradvel, e isso era o que importava. Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou espera do que aconteceria. Sua decepo, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentao do prdio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados. O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada concluso. verdade que alguns insetos foram encontrados prximos a telas de Van Gogh. Mas isso no lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sdicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa. (O imaginrio cotidiano, 2002.) No trecho Enquanto existirem no mundo aqueles horrveis girassis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, no poderei jamais dar vazo ao meu instinto criador (1 pargrafo), a sensao explicitada pelo pintor, em relao obra de Van Gogh, de

Questão
2020Português

(UNIFESP - 2020) Leia a crnica Inconfiveis cupins, de Moacyr Scliar, para responder s questes de 07 a 12. Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribua todas suas frustraes ao artista holands. Enquanto existirem no mundo aqueles horrveis girassis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, no poderei jamais dar vazo ao meu instinto criador. Decidiu mover uma guerra implacvel, sem quartel, s telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Comearia pelas mais prximas, as do Museu de Arte Moderna de So Paulo. Seu plano era de uma simplicidade diablica. No faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se s obras, tentando destru-las; tais insanos no apenas no conseguem seu intento, como acabam na cadeia. No, usaria um mtodo cientfico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins. Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessrio treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma tcnica pavloviana. Reprodues das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma soluo aucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras. Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que s queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradvel, e isso era o que importava. Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou espera do que aconteceria. Sua decepo, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentao do prdio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados. O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada concluso. verdade que alguns insetos foram encontrados prximos a telas de Van Gogh. Mas isso no lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sdicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa. (O imaginrio cotidiano, 2002.) Tendo em vista a ordem inversa da frase, verifica-se o emprego de vrgula para separar um termo que exerce a funo de sujeito em:

Questão
2019Português

(UNIFESP - 2019) Sou um evadido. Logo que nasci Fecharam-me em mim, Ah, mas eu fugi. Se a gente se cansa Do mesmo lugar, Do mesmo ser Por que no se cansar? Minha alma procura-me Mas eu ando a monte, Oxal que ela Nunca me encontre. Ser um cadeia, Ser eu no ser. Viverei fugindo Mas vivo a valer. (Obra potica, 1997.) andar a monte: andar fugido das autoridades. Rima rica aquela que ocorre entre palavras de classes gramaticais diferentes, a exemplo do que se verifica

Questão
2019Redação

(UNIFESP 2019) Texto 1 A morte continua sendo um tabu. Por isso não falamos dela. Mas quando perguntamos às pessoas se têm medo da morte, elas costumam responder que, na verdade, têm medo do sofrimento. Da dor física, claro, mas também da dor psicológica de ter que continuar vivendo em condições insuportáveis. Sinto-me preso numa jaula, dizia Fabiano Antoniani, um tetraplégico italiano que vivia prostrado desde que sofreu um grave acidente, em 2014, que o deixou sem visão nem mobilidade. Sabia que ainda podia viver bastante tempo, porque o organismo de um homem forte de 40 anos pode aguentar muito, mas não queria seguir assim. No final de fevereiro, Antoniani foi à Suíça o único país, entre os seis nos quais a eutanásia (a ajuda ao suicídio) está legalizada, que admite estrangeiros. Ele mesmo, com um movimento dos lábios, acionou o mecanismo que introduziu o coquetel da morte em sua boca. A perspectiva de uma longa e penosa deterioração faz com que muitos cidadãos queiram decidir, por si sós, quando e como morrer. Nas palavras de Ramón Sampedro (tetraplégico espanhol que recorreu em vão aos tribunais para que o ajudassem a morrer), existe o direito à vida, mas não a obrigação de viver a qualquer preço. Este é o princípio no qual se baseiam os que propõem a despenalização da eutanásia. Ter acesso a uma morte medicamente assistida significaria uma extensão dos direitos civis. Romper o tabu da morte exige poder falar com naturalidade dela. A regulamentação da eutanásia precisa de uma deliberação informada, distante dos apriorismos e dos sectarismos ideológicos. Sempre haverá opositores porque consideram que as pessoas não podem dispor de sua vida pois ela só a Deus pertence. Os partidários da regulamentação lembram que o fato de que seja regulada não obriga ninguém a optar pela eutanásia. (Milagros Pérez Oliva. Quem decide como devemos morrer?. http://brasil.elpais.com, 01.04.2017. Adaptado.) Texto 2 Professor de antropologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Claudio Bertolli enxerga a eutanásia como uma questão de liberdade individual. Portanto, cabe ao indivíduo decidir o que fazer. Essa opinião é compartilhada por Reinaldo Ayer (coordenador do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina de São Paulo): A pessoa deve ter todos os recursos para reverter ou minimizar uma situação de doença. Mas, mesmo com tudo isso, ela pode decidir por não continuar. Neste momento, tem que ser dada a ela a possibilidade de escolha. A juíza Mônica Silveira (autora do livro Eutanásia: humanizando a visão jurídica) fala que a liberdade ilimitada não é uma forma de proteger o cidadão: Começa como permissão e pode se tornar obrigação. Pode haver pressão social para que idosos e doentes recorram à prática. Quando você autoriza determinado tipo de prática, não tem como dominar os efeitos de propagação. Há seis anos trabalhando em UTIs na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o psicólogo Adriano Facioli é a favor da prática: Sem eutanásia as pessoas sofrem. Muitos que poderiam ocupar aquele leito morrem porque tem alguém condenado submetido a uma distanásia [morte lenta, com grande sofrimento]. O que o Estado faz é investir no sofrimento das pessoas, uma vez que não existe acesso aos cuidados paliativos nem a legalização da eutanásia. (Vida ou morte: os argumentos pró e contra sobre o direito de morrer por aqueles que convivem com a iminência do fim. https://tab.uol.com.br. Adaptado.) Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: Eutanásia: entre a liberdade de escolha e a preservação da vida

Questão
2019Português

(UNIFESP - 2019) TEXTO PARA A PRXIMA QUESTO: Leia o trecho inicial do conto A doida, de Carlos Drummond de Andrade, para responder (s) questo(es) a seguir. A doida habitava um chal no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o crrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era s aquele chalezinho, esquerda, entre o barranco e um cho abandonado; direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive spero. Onde estava o fiscal, que no mandava capin-la? Os trs garotos desceram manh cedo, para o banho e a pega de passarinho. S com essa inteno. Mas era bom passar pela casa da doida e provoc-la. As mes diziam o contrrio: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles no gozam dos benefcios com que ns, os sos, fomos aquinhoados. No explicavam bem quais fossem esses benefcios, ou explicavam demais, e restava a impresso de que eram todos privilgios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso no comovia ningum. A loucura parecia antes erro do que misria. E os trs sentiam-se inclinados a1lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam diz-lo. No aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. S o busto, recortado numa das janelas da frente, as mos magras, ameaando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortssimos na sua clera. Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moa igual s outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a histria de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na prpria noite de npcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razo. O marido ergueu-se terrvel e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. J outros contavam que o pai, no o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manh o velho sentira um amargo diferente no caf, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer mas nos2racontos antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes no contavam a histria direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chal do caminho do crrego, e acabou perdendo o juzo. Perdera antes todas as relaes. Ningum tinha nimo de visit-la. O padeiro mal jogava o po na caixa de madeira, entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pr, noite, provises e roupas, embora oficialmente a ruptura com a famlia se mantivesse inaltervel. s vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua pacincia educada no cativeiro, e l ficava dois ou trs meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bno doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expresses de castigo e smbolos de3irriso. Vinte anos de uma tal existncia, e a legenda est feita. Quarenta, e no h mud-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua prpria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no esprito das crianas. E assim, geraes sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraa e lascavam uma pedra. A princpio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e j havia muito tempo, por hbito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilbrio por compensao, que afogava o remorso. Em vo os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles trs tinham feito o mesmo, com relao mesma doida, ou a outras. Pessoas sensveis lamentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospcio era longe, os parentes no se interessavam. E da explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situao toda cidade tem seus doidos; quase que toda famlia os tem. Quando se tornam ferozes, so trancados no sto; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem faz-lo, ou no, se preferem ficar em casa. E doido quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. No h remdio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. (Contos de aprendiz, 2012.) 1lapidar: apedrejar. 2raconto: relato, narrativa. 3irriso: zombaria. Em No aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma (3o pargrafo), o termo sublinhado um verbo

Questão 1
2018Biologia

No início de 2017, o Brasil registrou uma das maiores epidemias de febre amarela de sua história. Em uma aula de Biologia, a professora dividiu a classe em dois grupos, solicitando que discutissem previamente e apresentassem seus conhecimentos sobre a doença. Os grupos trouxeram as seguintes informações: Grupo 1 Trata-se de doença associada ao saneamento precário, à falta de banheiros e ao consumo de alimentos contaminados. Na zona urbana, a transmissão da febre amarela é feita pelo mesmo transmissor de outras doenças, o que potencializa a propagação de várias enfermidades. Grupo 2 A forma silvestre da febre amarela encontra-se associada a ambientes abertos e secos, e a expansão da fronteira agrícola contribui para que a doença se espalhe pelas áreas urbanas. A vacinação é a forma mais eficaz para combater a disseminação da doença. a) Com relação às informações apresentadas pelo Grupo 1, identifique a informação que está correta, complementando-a com detalhamentos que confirmem sua veracidade. b) Com relação às informações apresentadas pelo Grupo 2, identifique a informação que está errada, reescrevendo-a de modo correto.

Questão 2
2018Biologia

Em Galápagos, Charles Darwin fez várias observações sobre os tentilhões, aves que habitam diferentes ilhas desse arquipélago. Em uma dessas ilhas, tais observações levaram às seguintes constatações: 1 - Os tentilhões pertenciam a várias espécies distintas. 2 - Algumas dessas espécies habitavam a vegetação esparsa, próxima ao solo e outras habitavam o alto das árvores da vegetação mais densa. 3 - Os diferentes tipos de bicos encontrados nessas espécies estavam associados à obtenção de diferentes tipos de alimentos, segundo o ambiente em que viviam. Usando exclusivamente as informações do texto, responda: a) A ilha é habitada por duas populações de tentilhões? Os tentilhões presentes nessa ilha ocupam dois diferentes hábitats? Justifique suas respostas. b) Nas condições apresentadas pelo texto, ocorre competição interespecífica por espaço e alimento nessa ilha? Justifique sua resposta.

Questão 3
2018Biologia

O surgimento do fruto e o surgimento do endosperma, tecido de reserva que nutre o embrião, são considerados importantes novidades evolutivas das Angiospermas, contribuindo para que esse grupo de plantas domine grande parte dos ambientes terrestres do planeta. a) Cite duas vantagens que, em termos evolutivos, os frutos representaram na conquista do ambiente terrestre. b) A ocorrência de um tecido que armazena nutrientes para o embrião não é exclusividade das Angiospermas. Cite o grupo de plantas no qual esse tipo de tecido também ocorre. Explique por que na realização de suas funções o endosperma das Angiospermas é mais eficaz do que o tecido de reserva desse grupo.

Questão 5
2018Biologia

Um casal buscou um serviço de aconselhamento genético porque desejava ter filhos. Os indivíduos desse casal possuíam, em suas respectivas famílias, indivíduos afetados por uma mesma doença genética. O geneticista consultado detectou que havia um único gene envolvido na patologia das famílias e constatou que marido e mulher eram heterozigóticos. A partir dos dados obtidos, foi elaborado o seguinte heredograma: Considere que o estudo de caso foi realizado com o casal II2 II3 do heredograma. a) Se o casal tiver uma filha e um filho, alguma das duas crianças tem maior probabilidade de ser clinicamente afetada pela doença? Justifique sua resposta, mencionando dados do heredograma. b) Determine a probabilidade de uma primeira criança, clinicamente normal e independentemente do sexo, não possuir o alelo para a doença. Determine a probabilidade de uma primeira criança ser menina e manifestar a doença.

Questão
2018Português

(UNIFESP/2018) Leia um trecho do artigo Reflexões sobre o tempo e a origem do Universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à(s) questão(ões). Qualquer discussão sobre o tempo deve começar com uma análise de sua estrutura, que, por falta de melhor expressão, devemos chamar de temporal. É comum dividirmos o tempo em passado, presente e futuro. O passado é o que vem antes do presente e o futuro é o que vem depois. Já o presente é o agora, o instante atual. Isso tudo parece bastante óbvio, mas não é. Para definirmos passado e futuro, precisamos definir o presente. Mas, segundo nossa separação estrutural, o presente não pode ter duração no tempo, pois nesse caso poderíamos definir um período no seu passado e no seu futuro. Portanto, para sermos coerentes em nossas definições, o presente não pode ter duração no tempo. Ou seja, o presente não existe! A discussão acima nos leva a outra questão, a da origem do tempo. Se o tempo teve uma origem, então existiu um momento no passado em que ele passou a existir. Segundo nossas modernas teorias cosmogônicas, que visam explicar a origem do Universo, esse momento especial é o momento da origem do Universo clássico. A expressão clássico é usada em contraste com quântico, a área da física que lida com fenômenos atômicos e subatômicos. [...] As descobertas de Einstein mudaram profundamente nossa concepção do tempo. Em sua teoria da relatividade geral, ele mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia. O tempo relativístico adquire uma plasticidade definida pela realidade física à sua volta. A coisa se complica quando usamos a relatividade geral para descrever a origem do Universo. (Folha de S.Paulo, 07.06.1998.) Em [Einstein] mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia. (4 parágrafo), a conjunção destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

Questão
2018Biologia

No desenvolvimento dos mamíferos, três anexos embrionários (âmnio, alantoide e saco vitelínico) dão origem ao cordão umbilical, constituído por uma veia e duas artérias. No feto, a troca gasosa é feita na placenta: o sangue proveniente da placenta é transportado pela veia umbilical até o feto e bombeado, pelo coração, para cérebro e membros. Ao retornar ao coração, o sangue é bombeado para as artérias umbilicais, voltando para a placenta. a) Âmnio, alantoide, saco vitelínico (ou vesícula vitelínica) e placenta são estruturas ligadas ao desenvolvimento embrionário e fetal. Qual dessas estruturas está presente em todos os grupos de vertebrados? Quais delas ocorrem em todos os grupos de vertebrados, exceto nos peixes e nos anfíbios? b) Considerando o que foi descrito sobre circulação fetal e as funções da placenta, pode-se afirmar que a concentração de oxigênio (alta ou baixa) no sangue presente nas artérias umbilicais é semelhante àquela encontrada na maioria das artérias do corpo da mãe? Justifique sua resposta.

Questão
2018Português

(UNIFESP - 2018) TEXTO PARA A PRXIMA QUESTO: Para responder (s) questo(es), leia o trecho da obra Os sertes, de Euclides da Cunha (1866 1909), em que se narram eventos referentes a uma das expedies militares enviadas pelo governo federal para combater Antnio Conselheiro e seus seguidores sediados em Canudos. Oitocentos homens desapareciam em fuga, abandonando as espingardas; arriando as padiolas, em que se estorciam feridos; jogando fora as peas de equipamento; desarmando-se; desapertando os cintures, para a carreira desafogada; e correndo, correndo ao acaso, correndo em grupos, em bandos erradios, correndo pelas estradas e pelas trilhas que as recortam, correndo para o recesso das caatingas, tontos, apavorados, sem chefes... Entre os fardos atirados beira do caminho ficara, logo ao desencadear-se o pnico tristssimo pormenor! o cadver do comandante. No o defenderam. No houve um breve simulacro de repulsa contra o inimigo, que no viam e adivinhavam no estrdulo dos gritos desafiadores e nos estampidos de um tiroteio irregular e escasso, como o de uma caada. Aos primeiros tiros os batalhes diluram-se. Apenas a artilharia, na extrema retaguarda, seguia vagarosa e unida, solene quase, na marcha habitual de uma revista, em que parava de quando em quando para varrer a disparos as macegas traioeiras; e prosseguindo depois, lentamente, rodando, inabordvel, terrvel... [...] Um a um tombavam os soldados da guarnio estoica. Feridos ou espantados os muares da trao empacavam; torciam de rumo; impossibilitavam a marcha. A bateria afinal parou. Os canhes, emperrados, imobilizaram-se numa volta do caminho... O coronel Tamarindo, que volvera retaguarda, agitando-se destemeroso e infatigvel entre os fugitivos, penitenciando-se heroicamente, na hora da catstrofe, da tibieza anterior, ao deparar com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os nicos soldados que tinham ido a Canudos. Neste pressuposto ordenou toques repetidos de meia-volta, alto!. As notas das cornetas, convulsivas, emitidas pelos corneteiros sem flego, vibraram inutilmente. Ou melhor aceleraram a fuga. Naquela desordem s havia uma determinao possvel: debandar!. Debalde alguns oficiais, indignados, engatilhavam revlveres ao peito dos foragidos. No havia cont-los. Passavam; corriam; corriam doudamente; corriam dos oficiais; corriam dos jagunos; e ao verem aqueles, que eram de preferncia alvejados pelos ltimos, carem malferidos, no se comoviam. O capito Vilarim batera-se valentemente quase s e ao baquear, morto, no encontrou entre os que comandava um brao que o sustivesse. Os prprios feridos e enfermos estropiados l se iam, cambeteando, arrastando-se penosamente, imprecando os companheiros mais geis... As notas das cornetas vibravam em cima desse tumulto, imperceptveis, inteis... Por fim cessaram. No tinham a quem chamar. A infantaria desaparecera... (Os sertes, 2016.) Em Um a um tombavam os soldados da guarnio estoica. (4 pargrafo), o termo destacado um

Questão
2018Inglês

(UNIFESP - 2018) Leia o quadrinho para responder questo. A lacuna no quarto quadinho deve ser preenchida por

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