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(FUVEST - 2005 - 1 FASE) Texto para as questões

 

 Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do

vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado,

melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá,

selva moldada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou

amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um

angelim que atira para cima cinqüenta metros de tronco e fronde,

quem não terá ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo

– Ó colossalidade! – na direção da altura?

 

(João Guimarães Rosa, “São Marcos”, in Sagarana)

prisco = antigo, relativo a tempos remotos.

gravatá = planta da família das bromeliáceas.

 

Comparando-se as concepções relativas à natureza presentes no excerto de Guimarães Rosa com as que se manifestam nos poemas de Alberto Caeiro, verifica-se que em Rosa, …………, ao passo que, em Caeiro, ……… Mantida a seqüência, os espaços pontilhados podem ser preenchidos corretamente pelo que está em:

A

o observação da natureza provoca um desejo de nomeação e até de invenção lingüística / o ideal seria o de que os elementos da natureza valessem por si mesmos, sem nome nenhum.

B

a natureza é pura exterioridade, desprovida de alma / ela é um ente animado, dotado de interioridade e personalidade.

C

a natureza vale por seus aspectos estéticos e simbólicos / ela tem valor prático e utilitário, ou seja, é valorizada na medida em que, transformada pela técnica, serve para suprir as necessidades humanas.

D

a relação com a natureza é pessoal e até íntima / a natureza apresenta caráter hostil e, mesmo, ameaçador.

E

a natureza é misteriosa e indecifrável / ela é portadora de uma mensagem mística que o homem deve decifrar servindo-se dos instrumentos da Razão.