Questões de História - FUVEST | Gabarito e resoluções

Questão 32
2017História

(FUVEST - 2017) Mas o pecado maior contra a Civilizao e o Progresso, contra o Bom Senso e o Bom Gosto e at os Bons Costumes, que estaria sendo cometido pelo grupo de regionalistas a quem se deve a ideia ou a organizao deste Congresso, estaria em procurar reanimar no s a arte arcaica dos quitutes finos e caros em que se esmeraram, nas velhas casas patriarcais, algumas senhoras das mais ilustres famlias da regio, e que est sendo esquecida pelos doces dos confeiteiros franceses e italianos, como a arte popular como a do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, a de piaava, a dos cachimbos e dos santos de pau, a das esteiras, a dos ex-votos, a das redes, a das rendas e bicos, a dos brinquedos de meninos feitos de sabugo de milho, de canudo de mamo, de lata de doce de goiaba, de quenga de coco, de cabaa - que , no Nordeste, o preparado do doce, do bolo, do quitute de tabuleiro, feito por mos negras e pardas com uma percia que iguala, e s vezes excede, a das sinhs brancas. Gilberto Freyre. Manifesto regionalista (7 ed.). Recife: FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996. De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o Manifesto regionalista, publicado em 1926,

Questão 33
2017História

(FUVEST - 2017) No nos esqueamos de que este um tempo de abertura. Vivemos sob o signo da anistia que esquecimento, ou devia ser. Tempo que pede conteno e pacincia. Sofremos todo mpeto agressivo. Adocemos os gestos. O tempo de perdo. (...) Esqueamos tudo isto, mas cuidado! No nos esqueamos de enfrentar, agora, a tarefa em que fracassamos ontem e que deu lugar a tudo isto. No nos esqueamos de organizar a defesa das instituies democrticas contra novos golpistas militares e civis para que em tempo algum do futuro ningum tenha outra vez de enfrentar e sofrer, e depois esquecer os conspiradores, os torturadores, os censores e todos os culpados e coniventes que beberam nosso sangue e pedem nosso esquecimento. Darcy Ribeiro. Rquiem, Ensaios inslitos. Porto Alegre: LPM, 1979. O texto remete anistia e reflexo sobre os impasses da abertura poltica no Brasil, no perodo final do regime militar, implantado com o golpe de 1964. Com base nessas referncias, escolha a alternativa correta.

Questão 34
2017GeografiaHistória

(FUVEST 2017) Um elemento essencial para a evoluo da dieta humana foi a transio para a agricultura como o modo primordial de subsistncia. A Revoluo Neoltica estreitou dramaticamente o nicho alimentar ao diminuir a variedade de mantimentos disponveis; com a virada para a agricultura intensiva, houve um claro declnio na nutrio humana. Por sua vez, a industrializao recente do sistema alimentar mundial resultou em uma outra transio nutricional, na qual as naes em desenvolvimento esto experimentando, simultaneamente, subnutrio e obesidade. George J. Armelagos, Brain Evolution, the Determinates of Food Choice, and the Omnivores Dilemma, Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 2014. Adaptado. A respeito dos resultados das transformaes nos sistemas alimentares descritas pelo autor, correto afirmar:

Questão
2017HistóriaPortuguês

(FUVEST - 2017 - 2 fase) Cano do exlio Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabi; As aves que aqui gorjeiam, No gorjeiam como l. Nosso cu tem mais estrelas, Nossas vrzeas tm mais flores, Nossos bosques tm mais vida, Nossa vida mais amores. [...] No permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para l; Sem que desfrute os primores Que no encontro por c; Sem quinda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabi. Gonalves Dias, Primeiros cantos Canto do regresso ptria Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui No cantam como os de l Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra [...] No permita Deus que eu morra Sem que volte pra So Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de So Paulo. Oswald de Andrade, PauBrasil a) Considerando que os poemas foram escritos, respectivamente, em 1843 e 1924, caracterize seus contextos histricos sob os pontos de vista poltico e social. b) Comparando os dois poemas, indique uma diferena esttica e uma diferena ideolgica entre ambos.

Questão 1
2016História

(FUVEST - 2016- 2 FASE) a) Utilize a coluna Perodos e outras duas sua escolha, e elabore um grfico representando, de modo aproximado e simultneo, os dados da tabela. b) Relacione os nmeros apresentados nas duas colunas escolhidas com outros aspectos da economia colonial do Brasil do sculo XVIII.

Questão 2
2016História

(FUVEST - 2016- 2 FASE) O papel da imprensa, como agente histrico, foi decisivo para a Independncia do Brasil na medida em que significou e ampliou espaos de liberdade de expresso e de debate poltico, que formaram e interferiram no quadro da separao de Portugal e de incio da edificao da ordem nacional. A palavra impressa no prprio territrio do Brasil era ento uma novidade que circulava e ajudava a delinear identidades culturais e polticas e constituiu-se em significativo mecanismo de interferncia, com suas singularidades e interligada a outras dimenses daquela sociedade que aliava permanncias e mutaes. Marco Morel, Independncia no papel: a imprensa peridica. I. Jancs (org.). Independncia: histria e historiografia. Adaptado. a) Explique por que a imprensa pode ser considerada uma novidade no Brasil poca da Independncia. b) O texto se refere a outras dimenses daquela sociedade que aliava permanncias e mutaes. D dois exemplos dessas dimenses, relacionando as com o incio da edificao da ordem nacional no Brasil da poca da Independncia.

Questão 3
2016História

(FUVEST - 2016- 2aFASE) Como proteo contra a fantasia e a demncia financeiras, a memria muito melhor do que a lei. Quando a lembrana do desastre de 1929 se perdeu no esquecimento, a lei e a regulao no foram suficientes. A histria extremamente til para proteger as pessoas da avareza dos outros e delas mesmas. John Kenneth Galbraith, O grande crash, 1929. a) Indique duas das caractersticas principais do que o autor chama de desastre de 1929. b) Identifique algum fenmeno posterior, comparvel ao desastre de 1929, estabelecendo semelhanas e diferenas entre ambos.

Questão 4
2016História

(FUVEST - 2016- 2aFASE) Com base nessas imagens, a) identifique as situaes histricas especficas s quais elas se referem; b) descreva dois elementos internos a cada uma que permitam estabelecer uma relao entre elas.

Questão 5
2016História

(FUVEST - 2016- 2 FASE) No sculo XII, padres e guerreiros esperavam da dama que, depois de ter sido filha dcil, esposa clemente, me fecunda, ela fornecesse em sua velhice, pelo fervor de sua piedade e pelo rigor de suas renncias, algum bafio de santidade casa que a acolhera. Ela, por certo, era dominada. Entretanto, era dotada de um singular poder por esses homens que a temiam, que se tranquilizavam clamando bem alto sua superioridade nativa, que a julgavam contudo capaz de curar os corpos, de salvar as almas, e que se entregavam nas mos das mulheres para que seus despojos carnais depois de seu ltimo suspiro fossem convenientemente preparados e sua memria fielmente conservada pelos sculos dos sculos. Georges Duby, Damas do sculo XII. Adaptado. A partir do texto, a) identifique dois papis sociais exercidos pelas mulheres na Idade Mdia; b) associe as relaes entre homens e mulheres estrutura social na Idade Mdia.

Questão 6
2016História

(FUVEST - 2016- 2 FASE) A destruio de Canudos se deveu menos ao antirrepublicanismo do Conselheiro do que a fatores como a atuao da Igreja contra o catolicismo pouco ortodoxo dos beatos e as presses dos proprietrios de terras contra Canudos, cuja expanso trazia escassez de mo de obra e rompia o equilbrio poltico da regio. Roberto Ventura, Euclides da Cunha. Esboo biogrfico. Adaptado. a) Identifique e explique os fatores que, segundo o texto, motivaram a campanha de Canudos, entre 1896 e 1897. b) Relacione o episdio de Canudos ao panorama poltico e social da Primeira Repblica.

Questão 48
2016PortuguêsHistória

(FUVEST - 2016 - 1 FASE) A ARMA DA PROPAGANDA O governo Mdici no se limitou represso. Distinguiu claramente entre um setor significativo mas minoritrio da sociedade, adversrio do regime, e a massa da populao que vivia um dia a dia de alguma esperana nesses anos de prosperidade econmica. A represso acabou com o primeiro setor, enquanto a propaganda encarregouse de, pelo menos, neutralizar gradualmente o segundo. Para alcanar este ltimo objetivo, o governo contou com o grande avano das telecomunicaes no pas, aps 1964. As facilidades de crdito pessoal permitiram a expanso do nmero de residncias que possuam televiso: em 1960, apenas 9,5% das residncias urbanas tinham televiso; em 1970, a porcentagem chegava a 40%. Por essa poca, beneficiada pelo apoio do governo, de quem se transformou em portavoz, a TV Globo expandiuse at se tornar rede nacional e alcanar praticamente o controle do setor. A propaganda governamental passou a ter um canal de expresso como nunca existira na histria do pas. A promoo do Brasil grande potncia foi realizada a partir da Assessoria Especial de Relaes Pblicas (AERP), criada no governo Costa e Silva, mas que no chegou a ter importncia nesse governo. Foi a poca do Ningum segura este pas, da marchinha Pr Frente, Brasil, que embalou a grande vitria brasileira na Copa do Mundo de 1970. Boris Fausto,Histria do Brasil. Adaptado A frase que expressa uma ideia contida no texto :

Questão 49
2016PortuguêsHistóriaFilosofia

(FUVEST - 2016 - 1 FASE) A ARMA DA PROPAGANDA O governo Mdici no se limitou represso. Distinguiu claramente entre um setor significativo mas minoritrio da sociedade, adversrio do regime, e a massa da populao que vivia um dia a dia de alguma esperana nesses anos de prosperidade econmica. A represso acabou com o primeiro setor, enquanto a propaganda encarregouse de, pelo menos, neutralizar gradualmente o segundo. Para alcanar este ltimo objetivo, o governo contou com o grande avano das telecomunicaes no pas, aps 1964. As facilidades de crdito pessoal permitiram a expanso do nmero de residncias que possuam televiso: em 1960, apenas 9,5% das residncias urbanas tinham televiso; em 1970, a porcentagem chegava a 40%. Por essa poca, beneficiada pelo apoio do governo, de quem se transformou em portavoz, a TV Globo expandiuse at se tornar rede nacional e alcanar praticamente o controle do setor. A propaganda governamental passou a ter um canal de expresso como nunca existira na histria do pas. A promoo do Brasil grande potncia foi realizada a partir da Assessoria Especial de Relaes Pblicas (AERP), criada no governo Costa e Silva, mas que no chegou a ter importncia nesse governo. Foi a poca do Ningum segura este pas, da marchinha Pr Frente, Brasil, que embalou a grande vitria brasileira na Copa do Mundo de 1970. Boris Fausto, Histria do Brasil. Adaptado A estratgia de dominao empregada pelo governo Mdici, tal como descrita no texto, assemelha-se, sobretudo, seguinte recomendao feita ao prncipe ou ao governante por um clebre pensador da poltica:

Questão 75
2016História

(FUVEST - 2016 - 1 FASE) O aparecimento da plis constitui, na histria do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domnio das instituies, s no fim alcanar todas as suas consequncias; a plis conhecer etapas mltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os sculos VIII e VII a.C., marca um comeo, uma verdadeira inveno; por ela, a vida social e as relaes entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade ser plenamente sentida pelos gregos. Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado. De acordo com o texto, na Antiguidade, uma das transformaes provocadas pelo surgimento da plis foi

Questão 76
2016História

(FUVEST - 2016 - 1 FASE) Os imprios do mundo antigo tinham ampla abrangncia territorial e estruturas politicamente complexas, o que implicava custos crescentes de administrao. No caso do Imprio Romano da Antiguidade, so exemplos desses custos:

Questão 77
2016História

(FUVEST - 2016 - 1 FASE) Assim como o campons, o mercador est a princpio submetido, na sua atividade profissional, ao tempo meteorolgico, ao ciclo das estaes, imprevisibilidade das intempries e dos cataclismos naturais. Como, durante muito tempo, no houve nesse domnio seno necessidade de submisso ordem da natureza e de Deus, o mercador s teve como meio de ao as preces e as prticas supersticiosas. Mas, quando se organiza uma rede comercial, o tempo se torna objeto de medida. A durao de uma viagem por mar ou por terra, ou de um lugar para outro, o problema dos preos que, no curso de uma mesma operao comercial, mais ainda quando o circuito se complica, sobem ou descem tudo isso se impe cada vez mais sua ateno. Mudana tambm importante: o mercador descobre o preo do tempo no mesmo momento em que ele explora o espao, pois para ele a durao essencial aquela de um trajeto. Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Mdia. Petrpolis: Vozes, 2013. Adaptado. O texto associa a mudana da percepo do tempo pelos mercadores medievais ao