Questões de História - FUVEST | Gabarito e resoluções

Questão 6
2012História

(FUVEST - 2020)(2 FASE) O cartaz abaixo, parte de uma campanha sindical pela reduo da jornada diria de trabalho, foi divulgado em 1919 pela Unio Interdepartamental da Confederao Geral dos Trabalhadores da Regio do Sena, na Frana. Traduo dos escritos do cartaz: Unio dos Sindicatos de Trabalhadores do Sena. As 8 horas. Operrio, a regra foi aprovada, mas apenas sua ao a far ser aplicada. a) Identifique um elemento visual no cartaz que caracterize a principal reivindicao dos sindicatos e o explique. b) Identifique e analise a viso de luta social que a cena principal do cartaz apresenta.

Questão 6
2012História

(FUVEST - 2020)(2 FASE) Considerando-se a atual diviso administrativa do Brasil e sobrepondo-se a ela representaes esquemticas da gnese do territrio brasileiro, entre os sculos XVI e XIX, a) relacione os focos econmicos em ascenso (coluna I) com os novos centros econmicos e suas respectivas zonas de atrao (coluna II); b) analise os principais avanos territoriais (coluna III).

Questão 7
2012HistóriaPortuguês

(FUVEST - 2020)(2 FASE) Obras clebres da literatura brasileira foram ambientadas em regies assinaladas neste mapa: Com base nas indicaes do mapa e em seus conhecimentos, identifique a) uma causa da depresso econmica sofrida pela Zona do Cacau na segunda metade do sculo XX. Explique; b) a cidade que polarizou a Zona do Cacau e aponte o nome do escritor que tratou dessa regio em um conjunto de obras, chamado de ciclo do cacau; c) o escritor mineiro que ambientou, principalmente na regio denominada Gerais, o grande romance que marca sua obra. Indique tambm o nome do romance em questo.

Questão 47
2012PortuguêsHistória

(FUVEST 2012) No era e no podia o pequeno reino lusitano seruma potncia colonizadora feio da antiga Grcia. Osurto martimo que enche sua histria do sculo XV no resultara do extravasamento de nenhum excesso depopulao, mas fora apenas provocado por umaburguesia comercial sedenta de lucros, e que noencontrava no reduzido territrio ptrio satisfao suadesmedida ambio. A ascenso do fundador da Casade Avis ao trono portugus trouxe esta burguesia paraum primeiro plano. Fora ela quem, para se livrar daameaa castelhana e do poder da nobreza,representado pela Rainha Leonor Teles, cingira oMestre de Avis com a coroa lusitana. Era ela, portanto,quem devia merecer do novo rei o melhor das suasatenes. Esgotadas as possibilidades do reino com asprdigas ddivas reais, restou apenas o recurso daexpanso externa para contentar os insaciveiscompanheiros de D. Joo I. Caio Prado Jnior, Evoluo poltica do Brasil. Adaptado. Infere-se da leitura desse texto que Portugal no foiuma potncia colonizadora como a antiga Grcia,porque seu

Questão 70
2012História

(FUVEST -2012) H cerca de 2000 anos, os stios superficiais e sem cermica dos caadores antigos foram substitudos por conjuntos que evidenciam uma forte mudana na tecnologia e nos hbitos. Ao mesmo tempo que aparecem a cermica chamada itarar (no Paran) ou taquara (no Rio Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de habitaes. Andr Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pr-histria do nosso pas. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado. O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cermica entre os habitantes do atual territrio do Brasil, h 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura

Questão 71
2012História

(FUVEST - 2012)A palavra feudalismo carrega consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-se apontar aqueles ligados a

Questão 72
2012História

(FUVEST - 2012)Deve-se notar que a nfase dada faceta cruzadstica da expanso portuguesa no implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das repblicas martimas da Itlia. To mesclados andavam os desejos de dilatar o territrio cristo com as aspiraes por lucro mercantil que, na sua orao de obedincia ao pontfice romano, D. Joo II no hesitava em mencionar entre os servios prestados por Portugal cristandade o trato do ouro da Mina, comrcio to santo, to seguro e to ativo que o nome do Salvador, nunca antes nem de ouvir dizer conhecido, ressoava agora nas plagas africanas Luiz Felipe Thomaz, D. Manuel, a ndia e o Brasil. Revista de Histria (USP), 161, 2 Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado. Com base na afirmao do autor, pode-se dizer que a expanso portuguesa dos sculos XV e XVI foi um empreendimento

Questão 73
2012História

(FUVEST - 2012)Fui terra fazer compras com Glennie. H muitas casas inglesas, tais como celeiros e armazns no diferentes do que chamamos na Inglaterra de armazns italianos, de secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. (...) As ruas esto, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodo estampado, panos largos, loua de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil. Maria Graham. Dirio de uma viagem ao Brasil. So Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado originalmente em 1824). Adaptado. Esse trecho do dirio da inglesa Maria Graham refere-se sua estada no Rio de Janeiro em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo ano. Essas anotaes mostram alguns efeitos

Questão 74
2012História

(Fuvest 2012) Os indgenas foram tambm utilizados em determinados momentos, e sobretudo na fase inicial [da colonizao do Brasil]; nem se podia colocar problema nenhum de maior ou melhor aptido ao trabalho escravo (...). O que talvez tenha importado a rarefao demogrfica dos aborgines, e as dificuldades de seu apresamento, transporte, etc. Mas na preferncia pelo africano revela-se, mais uma vez, a engrenagem do sistema mercantilista de colonizao; esta se processa num sistema de relaes tendentes a promover a acumulao primitiva de capitais na metrpole; ora, o trfico negreiro, isto , o abastecimento das colnias com escravos, abria um novo e importante setor do comrcio colonial, enquanto o apresamento dos indgenas era um negcio interno da colnia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preao dos aborgines mantinham-se na colnia, com os colonos empenhados nesse gnero de vida; a acumulao gerada no comrcio de africanos, entretanto, flua para a metrpole; realizavam-na os mercadores metropolitanos, engajados no abastecimento dessa mercadoria. Esse talvez seja o segredo da melhor adaptao do negro lavoura ... escravista. Paradoxalmente, a partir do trfico negreiro que se pode entender a escravido africana colonial, e no o contrrio. Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. So Paulo: Hucitec, 1979, p. 105. Adaptado. Nesse trecho, o autor afirma que, na Amrica portuguesa,

Questão 75
2012História

(FUVEST - 2012)No sculo XIX, o surgimento do transporte ferrovirio provocou profundas modificaes em diversas partes do mundo, possibilitando maior e melhor circulao de pessoas e mercadorias entre grandes distncias. Dentre tais modificaes, as ferrovias

Questão 76
2012História

(FUVEST -2012) O Estado de compromisso, expresso do reajuste nas relaes internas das classes dominantes, corresponde, por outro lado, a uma nova forma do Estado, que se caracteriza pela maior centralizao, o intervencionismo ampliado e no restrito apenas rea do caf, o estabelecimento de uma certa racionalizao no uso de algumas fontes fundamentais de riqueza pelo capitalismo internacional (...). (Boris Fausto. A revoluo de 1930. Historiografia e histria. So Paulo: Brasiliense, 1987, p. 109-110.) Segundo o texto, o Estado de compromisso correspondeu, no Brasil do perodo posterior a 1930,

Questão 77
2012História

(FUVEST - 2012)Examine a seguinte tabela: A tabela apresenta dados que podem ser explicados

Questão 78
2012História

(FUVEST - 2012) No incio de 1969, a situao poltica se modifica. A represso endurece e leva retrao do movimento de massas. As primeiras greves, de Osasco e Contagem, tm seus dirigentes perseguidos e so suspensas. O movimento estudantil reflui. A oposio liberal est amordaada pela censura imprensa e pela cassao de mandatos. Apolnio de Carvalho. Vale a pena sonhar. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 202. O testemunho, dado por um participante da resistncia ditadura militar brasileira, sintetiza o panorama poltico dos ltimos anos da dcada de 1960, marcados

Questão 79
2012História

(FUVEST - 2012)O presidente do Senado, Jos Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira [30/5] que o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello foi apenas um acidente na histria do Brasil. Sarney minimizou o episdio em que Collor, que atualmente senador, teve seus direitos polticos cassados pelo Congresso Nacional. Eu no posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a histria. Mas acho que talvez esse episdio seja apenas um acidente que no devia ter acontecido na histria do Brasil, disse o presidente do Senado. Correio Braziliense, 30/05/2011. Sobre o episdio mencionado na notcia acima, pode-se dizer acertadamente que foi um acontecimento

Questão 1
2011História

(FUVEST 2011) Se utilizssemos, numa conversa com homens medievais, a expresso Idade Mdia, eles no teriam ideia do que isso poderia significar. Eles, como todos os homens de todos os perodos histricos, se viam vivendo na poca contempornea. De fato, falarmos em Idade Antiga ou Mdia representa uma rotulao posterior, uma satisfao da necessidade de se dar nome aos momentos passados. No caso do que chamamos de Idade Mdia, foi o sculo XVI que elaborou tal conceito. Ou melhor, tal preconceito, pois o termo expressava um desprezo indisfarado pelos sculos localizados entre a Antiguidade Clssica e o prprio sculo XVI. Hilrio Franco Jnior, A Idade Mdia. Nascimento do Ocidente. 3 ed. So Paulo: Brasiliense, s.d. [1986]. p.17. Adaptado. A partir desse trecho, responda: a) Em que termos a expresso Idade Mdia pode carregar consigo um valor depreciativo? b) Como o perodo comumente abarcado pela expresso Idade Mdia poderia ser analisado de outra maneira, isto , sem um julgamento de valor?