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Questão 6
2017Português

(Enem 2017) TEXTO I Criatividade em publicidade: teorias e reflexes Resumo: O presente artigo aborda uma questo primordial na publicidade: a criatividade. Apesar de aclamada pelos departamentos de criao das agncias, devemos ter a conscincia de que nem todo anncio , de fato, criativo. A partir do resgate terico, no qual os conceitos so tratados luz da publicidade, busca-se estabelecer a compreenso dos temas. Para elucidar tais questes, analisada uma campanha impressa da marca XXXX. As reflexes apontam que a publicidade criativa essencialmente simples e apresenta uma releitura do cotidiano. DEPEXE, S.D. Travessias: Pesquisas em Educao. Cultura, Linguagem e Artes, n. 2, 2008. Os dois textos apresentados versam sobre o tema criatividade. O Texto I um resumo de carter cientfico e o Texto II, uma homenagem promovida por um site de publicidade. De que maneira o Texto II exemplifica o conceito de criatividade em publicidade apresentado no Texto l?

Questão 7
2017Português

(ENEM -2017) PROPAGANDA O exame dos textos e mensagens de Propaganda revela que ela apresenta posies parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem, em vez disso, a convico de uma populao; trata-se, no fundo, de convencer o ouvinte ou o leitor de que, em termos de opinio, est fora do caminho certo, e de induzi-lo a aderir s teses que lhes so apresentadas, por um mecanismo bem conhecido da psicologia social, o do conformismo induzido por presses do grupo sobre o indivduo isolado. BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionrio de poltica. Braslia: UnB, 1998 (adaptado). De acordo com o texto, as estratgias argumentativas e o uso da linguagem na produo da propaganda favorecem a

Questão 8
2017Português

(Enem 2017) Sítio Gerimum Este é o meu lugar [...] Meu Gerimum é com g Você pode ter estranhado Gerimum em abundância Aqui era plantado E com a letra g Meu lugar foi registrado. OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa. n. 88. fev. 2013 (fragmento) Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra Gerimum grafada com a letra g tem por objetivo

Questão 9
2017Português

(Enem 2017) Romanos usavam redes sociais há dois mil anos, diz livro Ao tuitar ou comentar em baixo do post de um de seus vários amigos no Facebook, você provavelmente se sente privilegiado por viver em um tempo na história em que é possível alcançar de forma imediata uma vasta rede de contatos por meio de um simples clique no botão enviar. Você talvez também reflita sobre como as gerações passadas puderam viver sem mídias sociais, desprovidas da capacidade de verem e serem vistas, de receber, gerar e interagir com uma imensa carga de informações. Mas o que você talvez não saiba é que os seres humanos usam ferramentas de interação social há mais de dois mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor do livro Writing on the Wall Social Media, The first 2.000 Years (Escrevendo no mural mídias sociais, os primeiros 2 mil anos, em tradução livre). Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, filósofo e político romano, teria sido, junto com outros membros da elite romana, precursor do uso de redes sociais. O autor relata como Cícero usava um escravo, que posteriormente tornou-se seu escriba, para redigir mensagens em rolos de papiro que eram enviados a uma espécie de rede de contatos. Estas pessoas, por sua vez, copiavam seu texto, acrescentavam seus próprios comentários e repassavam adiante. Hoje temos computadores e banda larga, mas os romanos tinham escravos e escribas que transmitiam suas mensagens, disse Stand age à BBC Brasil. Membros da elite romana escreviam entre si constantemente, comentando sobre as últimas movimentações políticas e expressando opiniões. Além do papiro, outra plataforma comumente utilizada pelos romanos era uma tábua de cera do tamanho e da forma de um tablet moderno, em que escreviam recados, perguntas ou transmitiam os principais pontos da acta diurna, um jornal exposto diariamente no Fórum de Roma. Essa tábua, o iPad da Roma Antiga, era levada por um mensageiro até o destinatário, que respondia embaixo da mensagem. NIDECKER, F. Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 7 nov. 2013 (adaptado}. Na reportagem, há uma comparação entre tecnologias de comunicação antigas e atuais. Quanto ao gênero mensagem, identifica-se como característica que perdura ao longo dos tempos o(a)

Questão 10
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(Enem 2017) Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio Há um medo por parte dos pais e de alguns professores de as crianças desaprenderem quando navegam, medo de elas viciarem, de obterem informação não confiável, de elas se isolarem do mundo real, como se o computador fosse um agente do mal, um vilão. Esse medo é reforçado pela mídia, que costuma apresentar o computador como um agente negativo na aprendizagem e na socialização dos usuários. Nós sabemos que ninguém corre o risco de desaprender quando navega, seja em ambientes digitais ou em materiais impressos, mas é preciso ver o que se está aprendendo e algumas vezes interferir nesse processo a fim de otimizar ou orientar a aprendizagem, mostrando aos usuários outros temas, outros caminhos, outras possibilidades diferentes daquelas que eles encontraram sozinhos ou daquelas que eles costumam usar. É preciso, algumas vezes, negociar o uso para que ele não seja exclusivo, uma vez que há outros meios de comunicação, outros meios de informação e alternativas de lazer. É uma questão de equilibrar e não de culpar. COSCARELLI. C. V. Linguagem em (Dis)curso. n. 3. set.-dez. 2009. A autora incentiva o uso da internet pelos estudantes, ponderando sobre a necessidade de orientação a esse uso, pois essa tecnologia

Questão 11
2017Português

(Enem 2017) O mundo revivido Sobre esta casa e as árvores que o tempo esqueceu de levar. Sobre o curral de pedra e paz e de outras vacas tristes chorando a lua e a noite sem bezerros. Sobre a parede larga deste açude onde outras cobras verdes se arrastavam, e pondo o sol nos seus olhos parados iam colhendo sua safra de sapos. Sob as constelações do sul que a noite armava e desarmava: as Três Marias, o Cruzeiro distante e o Sete-Estrelo. Sobre este mundo revivido em vão, a lembrança de primos, de cavalos, de silêncio perdido para sempre. DOBAL, H. A província deserta. Rio de Janeiro: Artenova, 1974. No processo de reconstituição do tempo vivido, o eu lírico projeta um conjunto de imagens cujo lirismo se funda menta no

Questão 12
2017Português

(Enem 2017) A ascenso social por meio do esporte mexe com o imaginrio das pessoas, pois em poucos anos um adolescente pode se tornar milionrio caso tenha um bom desempenho esportivo. Muitos meninos de famlias pobres jogam com o objetivo de conseguir dinheiro para oferecer uma boa qualidade de vida famlia. Isso aproximou mais ainda o futebol das camadas mais pobres da sociedade, tornando-o cada vez mais popular. Acontece que esses jovens sonham com fama e dinheiro, enxergando no futebol o nico caminho possvel para o sucesso. No entanto, eles no sabem da grande dificuldade que existe no incio dessa jornada em que a minoria alcana a carreira profissional. Esses garotos abandonam a escola pela iluso de vencer no futebol, qual a maioria sucumbe. O caminho at o profissionalismo acontece por meio de um longo processo seletivo que os jovens tm de percorrer. Caso no seja selecionado, esse atleta poder ter que abandonar a carreira involuntariamente por falta de uma equipe que o acolha. Alguns podem acabar em subempregos, margem da sociedade, ou at mesmo em vcios decorrentes desse fracasso e dessa desiluso. Isso acontece porque no auge da sua formao escolar e na condio juvenil de desenvolvimento, eles no se preparam e no so devidamente orientados para buscar alternativas de experincias mais amplas de ocupao fora e alm do futebol. BALZANO. O. N.; MORAIS, J. S. A formao do jogador de futebol e sua relao com a escola. EFDeportes, n. 172, set. 2012 (adaptado). Ao abordar o fato de, no Brasil, muitos jovens depositarem suas esperanas de futuro no futebol, o texto critica o(a)

Questão 13
2017Português

(ENEM - 2017) Garcia tinha-se chegado ao cadver, levantara o leno e contemplara por alguns instantes as feies defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou porta. Estacou assombrado; no podia ser o beijo da amizade, podia ser o eplogo de um livro adltero [...]. Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadver, mas ento no pde mais. O beijo rebentou em soluos, e os olhos no puderam conter as lgrimas, que vieram em borbotes, lgrimas de amor calado, e irremedivel desespero. Fortunato, porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa exploso de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa. ASSIS, M. A causa secreta. Disponvel em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 9 out. 2015. No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo o registro do(a)

Questão 14
2017Português

(Enem 2017) Mas assim que penetramos no universo da web, descobrimos que ele constitui não apenas um imenso território em expansão acelerada, mas que também oferece inúmeros mapas, filtros, seleções para ajudar o navegante a orientar-se. O melhor guia para a web é a própria web. Ainda que seja preciso ter a paciência de explorá-la. Ainda que seja preciso arriscar-se a ficar perdido, aceitar a perda de tempo para familiarizar-se com esta terra estranha. Talvez seja preciso ceder por um instante a seu aspecto lúdico para descobrir, no desvio de um link, os sites que mais se aproximam de nossos interesses profissionais ou de nossas paixões e que poderão, portanto, alimentar da melhor maneira possível nossa jornada pessoal. LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. O usuário iniciante sente-se não raramente desorientado no oceano de informações e possibilidades disponíveis na rede mundial de computadores. Nesse sentido, Pierre Lévy destaca como um dos principais aspectos da internet o(a)

Questão 15
2017Português

(Enem 2017) TEXTO I Terezinha de Jesus De uma queda foi ao cho Acudiu trs cavalheiros Todos os trs de chapu na mo O primeiro foi seu pai O segundo, seu irmo O terceiro foi aquele A quem Tereza deu a mo BATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.). Cancioneiro da Paraba. Joo Pessoa: Grafset, 1993 (adaptado). TEXTO II Outra interpretao feita e partir das condies sociais daquele tempo. Para a ama e para a criana para quem cantava a cantiga, e msica falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do sculo XIX, marcada pelo patriarcalismo. A msica prepara a moa para o seu destino no apenas inexorvel, mas desejvel; o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obedincia (pai, irmo mais velho, marido), de acordo com a poca e circunstncias de sua vida. Disponvel em: http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso em: 5 dez. 2012. O comentrio do Texto II sobre o Texto I evoca a mobilizao da lngua oral que, em determinados contextos,

Questão 16
2017Português

(Enem 2017) Essas moas tinham o vezo de afirmar o contrrio do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu palet cor de macaco. Examinavam-no srias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirvel. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiana. Percebi afinal que elas zombavam e no me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que e roupa no me assentava no corpo, sobrava nos sovacos. RAMOS, G. Infncia. Rio de Janeiro: Record, 1994. Por meio de recursos lingusticos, os textos mobilizam estratgias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progresso do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema introduzido pela expresso

Questão 17
2017Português

(Enem 2017) O consumidor do século XXI, chamado de novo consumidor social, tende a se comportar de modo diferente do consumidor tradicional. Pela associação das características apresentadas no diagrama, infere-se que esse novo consumidor sofre influência da

Questão 18
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(Enem 2017) A língua tupi no Brasil Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase sinônimo de falar língua de índio. Em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem a língua geral dos índios, pois aquela gente não se explica em outro idioma. Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de São Paulo se desenvolveu e se espalhou no século XVII, graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade pouco cristã dos mamelucos paulistas: as bandeiras, expedições ao sertão em busca de escravos índios. Muitos bandeirantes nem sequer falavam o português ou se expressavam mal. Domingos Jorge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo de Pernambuco como um bárbaro que nem falar sabe. Em suas andanças, essa gente batizou lugares como Avanhandava (lugar onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou inventando uma nova língua. Os escravos dos bandeirantes vinham de mais de 100 tribos diferentes, conta o historiador e antropólogo John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. Isso mudou o tupi paulista, que, além da influência do português, ainda recebia palavras de outros idiomas. O resultado da mistura ficou conhecido como língua geral do sul, uma espécie de tupi facilitado. ANGELO. C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 8 ago. 2012 (adaptado). O texto trata de aspectos sócio-históricos da formação linguística nacional. Quanto ao papel do tupi na formação do português brasileiro, depreende-se que essa língua indígena

Questão 19
2017Português

(Enem/2017) O farrista Quando o almirante Cabral Pôs as patas no Brasil O anjo da guarda dos índios Estava passeando em Paris. Quando ele voltou de viagem O holandês já está aqui. O anjo respira alegre: Não faz mal, isto é boa gente, Vou arejar outra vez. O anjo transpôs a barra, Diz adeus a Pernambuco, Faz barulho, vuco-vuco, Tal e qual o zepelim Mas deu um vento no anjo, Ele perdeu a memória... E não voltou nunca mais. MENDES. M. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1992 A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que

Questão 20
2017Português

(ENEM/2017) Uma noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil. Editora Planeta, 296 páginas. Mas foi uma noite, aquela noite de sábado 21 de outubro de 1967, que parou o nosso país. Parou pra ver a finalíssima do III Festival da Record, quando um jovem de 24 anos chamado Eduardo Lobo, o Edu Lobo, saiu carregado do Teatro Paramount em São Paulo depois de ganhar o prêmio máximo do festival com Ponteio, que cantou acompanhado da charmosa e iniciante Marília Medalha. Foi naquela noite que Chico Buarque entoou sua Roda viva ao lado do MPB-4 de Magro, o arranjador. Que Caetano Veloso brilhou cantando Alegria, alegria com a plateia ao som das guitarras dos Beat Boys, que Gilberto Gil apresentou a tropicalista Domingo no parque com os Mutantes. Aquela noite que acabou virando filme, em 2010, nas mãos de Renato Terra e Ricardo Calil, agora virou livro. O livro que está sendo lançado agora é a história daquela noite, ampliada e em estado que no jargão jornalístico chamamos de matéria bruta. Quem viu o filme vai se deliciar com as histórias e algumas fofocas que cada um tem para contar, agora sem os cortes necessários que um filme exige. E quem não viu o filme tem diante de si um livro de histórias, pensando bem, de História. VILLAS, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 18 jun. 2014 (adaptado). Considerando os elementos constitutivos dos gêneros textuais circulantes na sociedade, nesse fragmento de resenha predominam

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