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Questão 104
2015Português

(Enem 2015) Por que as formigas no morrem quando postas em forno de microondas? As micro-ondas so ondas eletromagnticas com frequncia muito alta. Elas causam vibrao nas molculas de gua, e isso que aquece a comida. Se o prato estiver seco, suatemperatura no se altera. Da mesma maneira, se as formigas tiverem pouca gua em seu corpo, podem sair inclumes. J um ser humano no se sairia to bem quanto esses insetos dentro de um forno de micro-ondas superdimensionado: a gua que compe 70% do seu corpo aqueceria. Micro-ondas de baixa intensidade, porm, esto por toda a parte, oriundas da telefonia celular, mas no h comprovao de que causem problemas para a populao humana. OKUNO, E. Disponvel em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 11 dez. 2013 Os textos constroem-se com recursos lingusticos que materializam diferentes propsitos comunicativos. Ao responder pergunta que d ttulo ao texto, o autor tem como objetivo principal:

Questão 105
2015Português

(Enem 2015) Rede social pode prever desempenho profissional, diz pesquisa Pense duas vezes antes de postar qualquer item em seu perfil nas redes sociais. O conselho, repetido exausto por consultores de carreira por a, acaba de ganhar um status, digamos, mais cientfico. De acordo com resultados da pesquisa, uma rpida anlise do perfil nas redes sociais pode prever o desempenho profissional do candidato a uma oportunidade de emprego. Para chegar a essa concluso, uma equipe de pesquisadores da Northern Illinois University, University of Evansville e Auburn University pediu a um professor universitrio e dois alunos para analisarem perfis de um grupo de universitrios. Aps checar fotos, postagens, nmero de amigos e interesses por 10 minutos, o trio considerou itens como conscincia, afabilidade, extroverso, estabilidade emocional e receptividade. Seis meses depois, as impresses do grupo foram comparadas com a anlise de desempenho feita pelos chefes dos jovens que tiveram seus perfis analisados. Os pesquisadores encontraram uma forte correlao entre as caractersticas descritas a partir dos dados da rede e o comportamento dos universitrios no ambiente de trabalho. Disponvel em http://exame.abril.com.br. Acesso em: 29 fev. 2012 (adaptado). As redes sociais so espaos de comunicao e interao on-line que possibilitam o conhecimento de aspectos da privacidade de seus usurios. Segundo o texto, no mundo do trabalho, esse conhecimento permite:

Questão 106
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(Enem 2015) As narrativas indgenas se sustentam e se perpetuam por uma tradio de transmisso oral (sejam as histrias verdadeiras dos seus antepassados, dos fatos e guerras recentes ou antigos; sejam as histrias de fico, como aquelas da ona e do macaco). De fato, as comunidades indgenas nas chamadas terras baixas da Amrica do Sul (o que exclui as montanhas dos Andes, por exemplo) no desenvolveram sistemas de escrita como os que conhecemos, sejam alfabticos (como a escrita do portugus), sejam ideogramticos (como a escrita dos chineses) ou outros. Somente nas sociedades indgenas com estratificao social (ou seja, j divididas em classes), como foram os astecas e os maias, que surgiu algum tipo de escrita. A histria da escrita parece mesmo mostrar claramente isso: que ela surge e se desenvolve - em qualquer das formas - apenas em sociedades estratificadas (sumrios, egpcios, chineses, gregos etc.). O fato que os povos indgenas no Brasil, por exemplo, no empregavam um sistema de escrita, mas garantiram a conservao e continuidade dos conhecimentos acumulados, das histrias passadas e, tambm, das narrativas que sua tradio criou, atravs da transmisso oral. Todas as tecnologias indgenas se transmitiram e se desenvolveram assim. E no foram poucas: por exemplo, foram os ndios que domesticaram plantas silvestres e, muitas vezes, venenosas, criando o milho, a mandioca (ou macaxeira), o amendoim, as morangas e muitas outras mais (e tambm as desenvolveram muito; por exemplo, somente do milho criaram cerca de 250 variedades diferentes em toda a Amrica). DANGELIS, W. R. Histrias dos ndios l em casa: narrativas indgenas e tradio oral popular no Brasil. Disponvel em: www.portalkaingang.org. Acesso em: 5 dez. 2012. A escrita e a oralidade, nas diversas culturas, cumprem diferentes objetivos. O fragmento aponta que, nas sociedades indgenas brasileiras, a oralidade possibilitou

Questão 107
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(Enem 2015) As marcas da variedade regional registradas pelos compositores de Assum preto resultam da aplicao de um conjunto de princpios ou regras gerais que alteram a pronncia, a morfologia, a sintaxe ou o lxico. No texto, resultado de uma mesma regra a

Questão 108
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(ENEM - 2015) Exm Sr. Governador: Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos ndios em 1928. [...] ADMINISTRAO Relativamente quantia orada, os telegramas custaram pouco. De ordinrio vai para eles dinheiro considervel. No h vereda aberta pelos matutos que prefeitura do interior no ponha no arame, proclamando que a coisa foi feita por ela; comunicam-se as datas histricas ao Governo do Estado, que no precisa disso; todos os acontecimentos polticos so badalados. Porque se derrubou a Bastilha - um telegrama; porque se deitou pedra na rua - um telegrama; porque o deputado F. esticou a canela - um telegrama. Palmeira dos ndios, 10 de janeiro de 1929. GRACILlANO RAMOS RAMOS, G. Viventes das Alagoas. So Paulo: Martins Fontes, 1962. O relatrio traz a assinatura de Graciliano Ramos, na poca, prefeito de Palmeira dos ndios, e destinado ao governo do estado de Alagoas. De natureza oficial, o texto chama a ateno por contrariar a norma prevista para esse gnero, pois o autor

Questão 109
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(Enem 2015) Nas peas publicitrias, vrios recursos verbais e no verbais so usados com o objetivo de atingir o pblico-alvo, influenciando seu comportamento. Considerando as informaes verbais e no verbais trazidas no texto a respeito da hepatite, verifica-se que

Questão 110
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(ENEM - 2015) Casa dos Contos em cada conto te cont o em cada enquanto me enca nto em cada arco te a barco em cada porta m e perco em cada lano t e alcano em cada escad a me escapo em cada pe dra te prendo em cada g rade me escravo em ca da sto te sonho em cada esconso me affonso em cada cladio te canto e m cada fosso me enforco VILA, A. Discurso da difamao do poeta. So Paulo: Summus, 1978. O contexto histrico e literrio do perodo barroco-rcade fundamenta o poema Casa dos Contos, de 1975. A restaurao de elementos daquele contexto por uma potica contempornea revela que

Questão 111
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(Enem 2015) Um dia, meu pai tomou-me pela mo, minha me beijou-me a testa, molhando-me de lgrimas os cabelos e eu parti. Duas vezes fora visitar o Ateneu antes da minha instalao. Ateneu era o grande colgio da poca. Afamado por um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liquidam para recomear com artigos de ltima remessa; o Ateneu desde muito tinha consolidado crdito na preferncia dos pais, sem levar em conta a simpatia da meninada, a cercar de aclamaes o bombo vistoso dos anncios. O Dr. Aristarco Argolo de Ramos, da conhecida famlia do Visconde de Ramos, do Norte, enchia o imprio com o seu renome de pedagogo. Eram boletins de propaganda pelas provncias, conferncias em diversos pontos da cidade, a pedidos, substncia, atochando a imprensa dos lugarejos, caixes, sobretudo, de livros elementares, fabricados s pressas com o ofegante e esbaforido concurso de professores prudentemente annimos, caixes e mais caixes de volumes cartonados em Leipzig, inundando as escolas pblicas de toda a parte com a sua invaso de capas azuis, rseas, amarelas, em que o nome de Aristarco, inteiro e sonoro, oferecia-se ao pasmo venerador dos esfaimados de alfabeto dos confins da ptria. Os lugares que os no procuravam eram um belo dia surpreendidos pela enchente, gratuita, espontnea, irresistvel! E no havia seno aceitar a farinha daquela marca para o po do esprito. POMPEIA, R. O Ateneu. So Paulo: Scipione, 2005. Ao descrever o Ateneu e as atitudes de seu diretor, o narrador revela um olhar sobre a insero social do colgio demarcado pela

Questão 112
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(Enem 2015) Joo Antnio de Barros (Jota Barros) nasceu aos 24 de junho de 1935, em Glria de Goit (PE). Marceneiro, entalhador, xilgrafo, poeta repentista e escritor de literatura de cordel, j publicou 33 folhetos e ainda tem vrios inditos. Reside em So Paulo desde 1973, vivendo exclusivamente da venda de livretos de cordel e das cantigas de improviso, ao som da viola. Grande divulgador da poesia popular nordestina no Sul, tem dado frequentemente entrevistas imprensa paulista sobre o assunto. EVARISTO, M. C. O cordel em sala de aula. In: BRANDO. H. N. (Coord.). Gneros do discurso na escola: mito, conto, cordel,discurso poltico, divulgao cientfica. So Paulo: Cortez, 2000. A biografia um gnero textual que descreve a trajetria de determinado indivduo, evidenciando sua singularidade. No caso especfico de uma biografia como a de Joo Antnio de Barros, um dos principais elementos que a constitui :

Questão 113
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(ENEM - 2015) A ptria Ama, com f e orgulho, a terra em que nasceste! Criana! no vers nenhum pas como este! Olha que cu! que mar! que rios! que floresta! A Natureza, aqui, perpetuamente em festa, um seio de me a transbordar carinhos. V que vida h no cho! v que vida h nos ninhos, Que se balanam no ar, entre os ramos inquietos! V que luz, que calor, que multido de insetos! V que grande extenso de matas, onde impera, Fecunda e luminosa, a eterna primavera! Boa terra! jamais negou a quem trabalha O po que mata a fome, o teto que agasalha... Quem com o seu suor a fecunda e umedece, V pago o seu esforo, e feliz, e enriquece! Criana! no vers pas nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste! BILAC, O. Poesias infantis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929. Publicado em 1904, o poema A ptria harmoniza-se com um projeto ideolgico em construo na Primeira Repblica. O discurso potico de Olavo Bilac ecoa esse projeto, na medida em que

Questão 114
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(Enem 2015) O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artsticas europeias do incio do sculo XX. Ren Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas produes. Um trao do Surrealismo presente nessa pintura o(a)

Questão 115
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(Enem 2015) Ya Aqui c no terreiro Pel adi Faz inveja pra gente Que no tem mulher No jacut de preto velho H uma festa de ya i tem nga de Ogum De Oxal, de lemanj Mucama de Oxossi caador Ora viva Nan Nan Buruku Y yoo Y yooo No terreiro de preto velho iai Vamos sarav (a quem meu pai?) Xang! VIANA, G. Ag, Pixinguinha! 100 Anos. Som Livre, 1997. A cano Ya foi composta na dcada de 1930 por Pixinguinha, em parceria com Gasto Viana, que escreveu a letra. O texto mistura o portugus com o iorub, lngua usada por africanos escravizados trazidos para o Brasil. Ao fazer uso do iorub nessa composio, o autor

Questão 116
2015Português

(ENEM - 2015) Mscara senufo, Mati. Madeira e fibra vegetal.Acervo do MAE/USP. As formas plsticas nas produes africanas conduziram artistas modernos do incio do sculo XX, como Pablo Picasso, a algumas proposies artsticas denominadas vanguardas. A mscara remete :

Questão 117
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(Enem 2015) Ao se apossarem do novo território, os europeus ignoraram um universo de antiga sabedoria, povoado por homens e bens unidos por um sistema integrado. A recusa em se inteirar dos valores culturais dos primeiros habitantes levou-os a uma descrição simplista desses grupos e à sua sucessiva destruição. Na verdade, não existe uma distinção entre a nossa arte e aquela produzida por povos tecnicamente menos desenvolvidos. As duas manifestações devem ser encaradas como expressões diferentes dos modos de sentir e pensar das várias sociedades, mas também como equivalentes, por resultarem de impulsos humanos comuns. SCATAMACHIA, M. C. M. In: AGUILAR, N. (Org.). Mostra do redescobrimento: arqueologia. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo - Associação Brasil 500 anos artes visuais, 2000. De acordo com o texto, inexiste distinção entre as artes produzidas pelos colonizadores e pelos colonizados, pois ambas compartilham o(a)

Questão 118
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(Enem 2015) Na exposição A Artista Está Presente, no MoMA, em Nova Iorque, a performer Marina Abramovic fez uma retrospectiva de sua carreira. No meio desta, protagonizou uma performance marcante. Em 2010, de 14 de março a 31 de maio, seis dias por semana, num total de 736 horas, ela repetia a mesma postura. Sentada numa sala, recebia os visitantes, um a um, e trocava com cada um deles um longo olhar sem palavras. Ao redor, o público assistia a essas cenas recorrentes. ZANIN, L. Marina Abramovic, ou a força do olhar. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br. Acesso em: 4 nov. 2013. O texto apresenta uma obra da artista Marina Abramovic, cuja performance se alinha a tendências contemporâneas e se caracteriza pela

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