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Questão 115
2014Português

(ENEM 2014) FABIANA, arrepiando-se de raiva Hum! Ora, eis a est para que se casou com meu filho, e trouxe a mulher para minha casa. isto constantemente. No sabe o senhor meu filho que quem casa quer casa...J posso, no posso! (Batendo com o p).Um dia arrebento, e ento veremos! PENA, M. Quem casa quer casa. www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 dez. 2012 As rubricas em itlico, como as trazidas no trecho de Martins Pena, em uma atuao teatral, constituem

Questão 116
2014Português

(ENEM2014) Psicologia de um vencido Eu, filho do carbono e do amonaco, Monstro de escurido e rutilncia, Sofro, desde a epignesis da infncia, A influncia m dos signos do zodaco. Profundssimamente hipocondraco, Este ambiente me causa repugnncia Sobe-me boca uma nsia anloga nsia Que se escapa da boca de um cardaco. J o verme este operrio das runas Que o sangue podre das carnificinas Come, e vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para ro-los, E h de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgnica da terra! ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma literatura de transio designada como pr-modernista. Com relao potica e abordagem temtica presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transio, como

Questão 117
2014Português

(ENEM-2014) O negcio Grande sorriso do canino de ouro, o velho Ablio prope s donas que se abastecem de po e banana: Como o negcio? De cada trs d certo com uma. Ela sorri, no responde ou uma promessa a recusa: Deus me livre, no! Hoje no... Ablio interpelou a velha: Como o negcio? Ela concordou e, o que foi melhor, a filha tambm aceitou o trato. Com a dona Julietinha foi assim. Ele se chegou: Como o negcio Ela sorriu, olhinho baixo. Ablio espreitou o cometa partir. Manh cedinho saltou a cerca. Sinal combinado, duas batidas na porta da cozinha. A dona saiu para o quintal, cuidadosa para no acordar os filhos. Ele trazia a capa de viagem, estendida na grama orvalhada. O vizinho espionou os dois, aprendeu o sinal. Decidiu imitar a proeza. No crepsculo, pum-pum, duas pancadas fortes na porta. O marido em viagem, mas no era dia do Ablio. Desconfiada, a moa surgiu janela e o vizinho repetiu: Como o negcio? Diante da recusa, ele ameaou: Ento voc quer o velho e no quer o moo? Olhe que eu conto! TREVISAN, D. Mistrios de Curitiba. Rio de Janeiro: Record, 1979 (fragmento) Quanto abordagem do tema e aos recursos expressivos, essa crnica tem um carter:

Questão 118
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(Enem 2014) A ltima edio deste peridico apresenta mais uma vez tema relacionado ao tratamento dado ao lixo caseiro, aquele que produzimos no dia a dia. A informao agora passa pelo problema do material jogado na estrada vicinal que liga o municpio de Rio Claro ao distrito de Ajapi. Infelizmente, no local em questo, a reportagem encontrou mais uma forma errada de destinao do lixo: material atirado ao lado da pista como se isso fosse o ideal. Muitos moradores, por exemplo, retiram o lixo de suas residncias e, em vez de um destino correto, procuram dispens-lo em outras regies. Uma situao no mnimo incmoda. Se voc sai de casa para jogar o lixo em outra localidade, por que no o fazer no local ideal? muita falta de educao achar que aquilo que no correto para sua regio possa ser para outra. Areciclagem do lixo domstico um passo inteligente e de conscincia. Olha o exemplo que passamos aos mais jovens! Quem aprende errado coloca em prtica o errado. Um perigo! Disponvel em: http://jornaldacidade.uol.com.br. Acesso em: 10 ago. 2012 (adaptado). Esse editorial faz uma leitura diferenciada de uma notcia veiculada no jornal. Tal diferena traz tona uma das funes sociais desse gnero textual, que

Questão 119
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(ENEM 2014) O exerccio da crnica Escrever prosa uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; no prosa de um ficcionista,na qual este levado meio a tapas pelas personagens e situaes que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua mquina, olha atravs da janela e busca fundo em sua imaginao um fato qualquer, de preferncia colhido no noticirio matutino, ou da vspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, atravs de um processo associativo, surja-lhe de repente a crnica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentrao. Ou ento, em ltima instncia, recorrer ao assunto da falta de assunto, j bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. MORAES, V. Para viver um grande amor: crnicas e poemas. So Paulo: Cia. das Letras, 1991. Predomina nesse texto a funo da linguagem que se constitui

Questão 120
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(Enem 2014) E se a água potável acabar? O que aconteceria se a água potável do mundo acabasse? As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas, não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no país, a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012 A língua portuguesa dispõe de vários recursos para indicar a atitude do falante em relação ao conteúdo de seu enunciado. No início do texto, o verbo dever contribui para expressar:

Questão 121
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(Enem 2014) O texto introduz uma reportagem a respeito do futuro da televiso, destacando que as tecnologias a ela incorporadas sero responsveis por:

Questão 122
2014Português

(Enem 2014) Quando Deus redimiu da tirania Da mão do Faraó endurecido O Povo Hebreu amado, e esclarecido, Páscoa ficou da redenção o dia. Páscoa de flores, dia de alegria Àquele povo foi tão afligido O dia, em que por Deus foi redimido; Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia. Pois mandado pela Alta Majestade Nos remiu de tão triste cativeiro, Nos livrou de tão vil calamidade. Quem pode ser senão um verdadeiro Deus, que veio estirpar desta cidade o Faraó do povo brasileiro. (DAMASCENO, D.Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: 2006) Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por

Questão 123
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(ENEM 2014) O Brasil sertanejo Que tipo de msica simboliza o Brasil? Eis uma questo discutida h muito tempo, que desperta opinies extremadas. H fundamentalistas que desejam impor ao pblico um tipo de som nascido das razes socioculturais do pas. O samba. Outros, igualmente nacionalistas, desprezam tudo aquilo que no tem estilo. Sonham com o imprio da MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso. Um terceiro grupo, formado por gente mais jovem, escuta e cultiva apenas a msica internacional, em todas as vertentes. E mais ou menos ignora o resto. A realidade dos hbitos musicais do brasileiro agora est claro, nada tem a ver com esses esteretipos. O gnero que encanta mais da metade do pas o sertanejo, seguido de longe pela MPB e pelo pagode. Outros gneros em ascenso, sobretudo entre as classes C, D e E, so o funk e o religioso, em especial o gospel.Rock e msica eletrnica so msicas de minoria. o que demonstra uma pesquisa pioneira feita entre agosto de 2012 e agosto de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Opinio Pblica e Estatstica (Ibope). A pesquisa Tribos musicais - o comportamento dos ouvintes de rdio sob uma nov tica faz um retrato do ouvinte brasileiro e traz algumas novidades. Para quem pensava que a MPB e o samba ainda resistiam como baluartes da nacionalidade, uma m notcia: os dois gneros foram superados em popularidade. O Brasil moderno no tem mais o perfil sonoro dos anos 1970, que muitos gostariam que se eternizasse. A cara musical do pas agora outra. GIRON, L. A. poca, n. 805, out. 2013 (fragmento) O texto objetiva convencer o leitor de que a configuraoda preferncia musical dos brasileiros no mais a mesma da dos anos 1970. A estratgia de argumentao para comprovar essa posio baseia-se no(a)

Questão 124
2014Português

(Enem-2014) Para atingir o objetivo de recrutar talentos, esse texto publicitário:

Questão 125
2014Português

(Enem 2014) Blog concebido como um espao onde o blogueiro livre para expressar e discutir o que quiser na atividade da sua escrita, com a escolha de imagens e sons que compem o todo do texto veiculado pela internet, por meio dos posts. Assim, essa ferramenta deixa de ter como nica funo a exposio de vida e/ou rotina de algum como em um dirio pessoal , funo para qual serviu inicialmente e que o popularizou, permitindo tambm que seja um espao para a discusso de ideias, trocas e divulgao de informaes. A produo dos blogs requer uma relao de troca, que acaba unindo pessoas em torno de um ponto de interesse comum. A fora dos blogs est em possibilitar que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento tcnico, publique suas ideias e opinies na web e que milhes de outras pessoas publiquem comentrios sobre o que foi escrito, criando um grande debate aberto a todos. LOPES, B. O. A linguagem dos blogs e as redes sociais. Disponvel em: www.fateczl.edu.br. Acesso em: 29 abr. 2013 (adaptado). De acordo com o texto, o blog ultrapassou sua funo inicial e vem se destacando como

Questão 126
2014Português

(ENEM 2014) Camels Abenoado seja o camel dos brinquedos de tosto: O que vende balezinhos de cor O macaquinho que trepa no coqueiro O cachorrinho que bate com o rabo Os homenzinhos que jogam boxe A perereca verde que de repente d um pulo que engraado E as canetinhas-tinteiro que jamais escrevero coisa alguma. Alegria das caladas Uns falam pelos cotovelos: - O cavalheiro chega em casa e diz: Meu filho, vai buscar um pedao de banana para eu acender o charuto. Naturalmente o menino pensar: Papai est malu... Outros, coitados, tm a lngua atada. Todos porm sabem mexer nos cordis como o tino ingnuo de demiurgos de inutilidades. E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da meninice... E do aos homens que passam preocupados ou tristes uma lio de infncia. BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007 Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepo de elementos do cotidiano como matria de inspirao tendncia e alcana expressividade porque::

Questão 127
2014Português

(ENEM 2014) Talvez parea excessivo o escrpulo do Cotrim, a quem no souber que ele possua um carter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inventrio de meu pai. Reconheo que era um modelo. Arguam-no de avareza, e cuido que tinham razo; mas a avareza apenas a exagerao de uma virtude, e as virtudes devem ser como os oramentos: melhor o saldo que o dficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos que chegavam a acus-lo de brbaro. O nico fato alegado neste particular era o de mandar com frequncia escravos ao calabouo, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, alm de que ele s mandava os perversos e os fujes, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gnero de negcio requeria, e no se pode honestamente atribuir ndole original de um homem o que puro efeito de relaes sociais. A prova de que o Cotrim tinha sentimentos pios encontrava-se no seu amor aos filhos, e na dor que padeceu quando morreu Sara, dali a alguns meses; prova irrefutvel, acho eu, e no nica. Era tesoureiro de uma confraria, e irmo de vrias irmandades, e at irmo remido de uma destas, o que no se coaduna muito com a reputao da avareza; verdade que o benefcio no cara no cho: a irmandade (de que ele fora juiz) mandara-lhe tirar o retrato a leo. ASSIS, M. Memrias pstumas de Brs Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. Obra que inaugura o Realismo na literatura brasileira,Memrias pstumas de Brs Cubascondensa uma expressividade que caracterizaria o estilo machadiano: a ironia. Descrevendo a moral de seu cunhado, Cotrim, o narrador-personagem Brs Cubas refina a percepo irnica ao

Questão 128
2014Português

(Enem 2014) TEXTO l Ditado popular uma frase sentenciosa, concisa, de verdade comprovada, baseada na secular experincia do povo, exposta de forma potica, contendo uma norma de conduta ou qualquer outro ensinamento. WEITZEL, A. H. Folclore literrio e lingustico. Juiz de Fora: Esdeva, 1984 (fragmento). TEXTO II Rindo brincalhona, dando-lhe tapinhas nas costas, prima Constana disse isto, dorme no assunto, oua o travesseiro, no tem melhor conselheiro. Enquanto prima Biela dormia no assunto, toda a casa se alvoroava. [Prima Constana] ia rezar, pedir a Deus para iluminar prima Biela. Mas ia tambm tomar suas providncias. Casamento e mortalha, no cu se talha. Deus escreve direito por linhas tortas. O que for soar. Dizia os ditados todos, procurando interpretar os desgnios de Deus, transformar os seus desejos nos desgnios de Deus. Se achava um instrumento de Deus. DOURADO, A. Uma vida em segredo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990 (fragmento). O uso que prima Constana faz dos ditados populares, no texto II, constitui uma maneira de utilizar o tipo de saber definido no texto l, porque

Questão 129
2014Português

(ENEM 2014)No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remonta aos anos 1970, quando da proliferao dos chamados bailes black nas periferias dos grandes centros urbanos. Embalados pela black music americana, milhares de jovens encontravam nos bailes de final de semana uma alternativa de lazer antes inexistente. Em cidades como o Rio de Janeiro ou So Paulo, formavam-se equipes de som que promoviam bailes onde foi se disseminando um estilo que buscava a valorizao da cultura negra, tanto na msica como nas roupas e nos penteados. No Rio de Janeiro ficou conhecido como Black Rio. A indstria fonogrfica descobriu o filo e, lanando discos de equipe com as msicas de sucesso nos bailes, difundia a moda pelo restante do pas. DAYRELL, J. A msica entra em cena: o UDS e o funk na socializao da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005. A presena da cultura hip-hop no Brasil caracteriza-se como uma forma de

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