Gabarito FUVEST - Provas Anteriores

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Questão 36
2015Português

(Fuvest 2015) E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-lhe toda a alma pelos olhos enamorados. Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca. Aluísio Azevedo, O cortiço. Para entender as impressões de Jerônimo diante da natureza brasileira, é preciso ter como pressuposto que há

Questão 37
2015Português

(Fuvest 2015) O OPERRIO NO MAR Na rua passa um operrio. Como vai firme! No tem blusa. No conto, no drama, no discurso poltico, a dor do operrio est na sua blusa azul, de pano grosso, nas mos grossas, nos ps enormes, nos desconfortos enormes. Esse um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significao estranha no corpo, que carrega desgnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim to firme? No sei. A fbrica ficou l atrs. Adiante s o campo, com algumas rvores, o grande anncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operrio no lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rssia, do Araguaia, dos Estados Unidos. No ouve, na Cmara dos Deputados, o lder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre gua, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operrio? Teria vergonha de cham-lo meu irmo. Ele sabe que no , nunca foi meu irmo, que no nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu prprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encar-lo: uma fascinao quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora est caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilgio de alguns santos e de navios. Mas no h nenhuma santidade no operrio, e no vejo rodas nem hlices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde esto nossos exrcitos que no impediram o milagre? Mas agora vejo que o operrio est cansado e que se molhou, no muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso mido. A palidez e confuso do seu rosto so a prpria tarde que se decompe. Daqui a um minuto ser noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstncias atmosfricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. nico e precrio agente de ligao entre ns, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas lquidas, choca-se contra as formaes salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperana de compreenso. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei? ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. Dentre estas propostas de substituio para diferentes trechos do texto, anica que NO est correta do ponto de vista da norma-padro :

Questão 38
2015Português

(FUVEST 2015) O OPERRIO NO MAR Na rua passa um operrio. Como vai firme! No tem blusa. No conto, no drama, no discurso poltico, a dor do operrio est na sua blusa azul, de pano grosso, nas mos grossas, nos ps enormes, nos desconfortos enormes. Esse um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significao estranha no corpo, que carrega desgnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim to firme? No sei. A fbrica ficou l atrs. Adiante s o campo, com algumas rvores, o grande anncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operrio no lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rssia, do Araguaia, dos Estados Unidos. No ouve, na Cmara dos Deputados, o lder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre gua, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operrio? Teria vergonha de cham-lo meu irmo. Ele sabe que no , nunca foi meu irmo, que no nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu prprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encar-lo: uma fascinao quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora est caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilgio de alguns santos e de navios. Mas no h nenhuma santidade no operrio, e no vejo rodas nem hlices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde esto nossos exrcitos que no impediram o milagre? Mas agora vejo que o operrio est cansado e que se molhou, no muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso mido. A palidez e confuso do seu rosto so a prpria tarde que se decompe. Daqui a um minuto ser noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstncias atmosfricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. nico e precrio agente de ligao entre ns, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas lquidas, choca-se contra as formaes salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperana de compreenso. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei? Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. Atente para as seguintes afirmaes relativas ao texto de Drummond, considerado no contexto da obra a que pertence: I. A referncia inicial aos modos de se representar ooperrio sugere uma crtica do poeta aos esteretipospresentes na literatura da poca em que o texto foiescrito. II. O alcance simblico da figura do operrio depende, inclusive, do fato de que, no texto, ele constitudo por tenses que o fazem, ao mesmo tempo, comum e extraordinrio, familiar e enigmtico, prximo e longnquo etc. III. A imagem do operrio que anda sobre o mar pode simbolizar a criao prodigiosa de um mundo novo - a vida futura -, igualmente anunciado em smbolos como o das mos dadas, o da aurora, o do sangue redentor, tambm presentes no livro. Est correto o que se afirma em

Questão 39
2015Português

(FUVEST 2015) O OPERÁRIO NO MAR Na rua passa um operário. Como vai firme! Não tem blusa. No conto, no drama, no discurso político, a dor do operário está na sua blusa azul, de pano grosso, nas mãos grossas, nos pés enormes, nos desconfortos enormes. Esse é um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significação estranha no corpo, que carrega desígnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim tão firme? Não sei. A fábrica ficou lá atrás. Adiante é só o campo, com algumas árvores, o grande anúncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operário não lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rússia, do Araguaia, dos Estados Unidos. Não ouve, na Câmara dos Deputados, o líder oposicionista vociferando. Caminha no campo e apenas repara que ali corre água, que mais adiante faz calor. Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. Tenho vergonha e vontade de encará-lo: uma fascinação quase me obriga a pular a janela, a cair em frente dele, sustar-lhe a marcha, pelo menos implorar-lhe que suste a marcha. Agora está caminhando no mar. Eu pensava que isso fosse privilégio de alguns santos e de navios. Mas não há nenhuma santidade no operário, e não vejo rodas nem hélices no seu corpo, aparentemente banal. Sinto que o mar se acovardou e deixou-o passar. Onde estão nossos exércitos que não impediram o milagre? Mas agora vejo que o operário está cansado e que se molhou, não muito, mas se molhou, e peixes escorrem de suas mãos. Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido. A palidez e confusão do seu rosto são a própria tarde que se decompõe. Daqui a um minuto será noite e estaremos irremediavelmente separados pelas circunstâncias atmosféricas, eu em terra firme, ele no meio do mar. Único e precário agente de ligação entre nós, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas líquidas, choca-se contra as formações salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperança de compreensão. Sim, quem sabe se um dia o compreenderei? Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. Embora o texto de Drummond e o romance Capitães da Areia, de Jorge Amado, assemelhem-se na sua especial atenção às classes populares, um trecho do texto que NÃO poderia, sem perda de coerência formal e ideológica, ser enunciado pelo narrador do livro de Jorge Amado é, sobretudo, o que está em:

Questão 40
2015Inglês

(Fuvest 2015) O foco principal do texto são as

Questão 41
2015Inglês

(Fuvest 2015) Segundo estudo publicado no Journal of Neuroscience, mencionado no texto,

Questão 42
2015Inglês

(Fuvest 2015)  De acordo com o texto, a pesquisa mencionada pode

Questão 43
2015Inglês

(FUVEST 2015) Between now and 2050 the number of people living in cities will grow from 3.9 billion to 6.3 billion. The proportion of urban dwellers will swell from 54% to 67% of the worlds population, according to the UN. In other words, for the next 36 years the worlds cities will expand by the equivalent of sic So Paulos every year. This growth will largely occur in developing countries. But most governments there are ignoring the problem, says William Cobbett of the Cities Alliance, on NGO that supports initiatives such as the one launched by New York University to help cities make long-term preparations for their growth. Whether we want it or not, urbanisation is inevitable, say specialists. The real question is: how can we improve its quality? The Economist, June 21st 2014. Adaptado. De acordo com o texto:

Questão 44
2015Inglês

(FUVEST 2015) Between now and 2050 the number of people living in cities will grow from 3.9 billion. The proportion of urban dwellers will swell from 54% to 67% of the worlds population, according to the UN. In other words, for the next 36 years the worlds cities will expand by the equivalent of sic So Paulos every year. This growth will largely occur in developing countries. But most governments there are ignoring the problem, says William Cobbett of the Cities Alliance, on NGO that supports initiatives such as the one launched by New York University to help cities make long-term preparations for their growth. Whether we want it or not, urbanisation is inevitable, say specialists. The real question is: how can we improve its quality? The Economist,June 21st 2014. Adaptado. Segundo William Cobbet:

Questão 45
2015Matemática

(FUVEST 2015) A trajetória de um projétil, lançado da beira de um penhasco sobre um terreno plano e horizontal, é parte de uma parábola com eixo de simetria vertical, como ilustrado na figura. O ponto P sobre o terreno, pé da perpendicular traçada a partir do ponto ocupado pelo projétil, percorre 30m desde o instante do lançamento até o instante em que o projétil atinge o solo. A altura máxima do projétil, de 200m acima do terreno, é atingida no instante em que a distância percorrida por P,a partir do instante do lançamento, é de 10m. Quantos metros acima do terreno estava o projétil quando foi lançado?

Questão 46
2015Matemática

(FUVEST 2015) Na cidade de São Paulo, as tarifas de transporte urbano podem ser pagas usando o bilhete único. A tarifa é de 3,00 para uma viagem simples (ônibus ou metrô/trem), e de 4,65 para uma viagem de integração (ônibus e metrô/trem). Um usuário vai recarregar seu bilhete único, que está com um saldo de R$ 12,50. O menor valor de recarga para o qual seria possível zerar o saldo do bilhete após algumas utilizações é

Questão 47
2015Matemática

(Fuvest 2015) A equação x2 + 2x + y2 + my = n, em que m e n são constantes, representa uma circunferência no plano cartesiano. Sabe-se que a reta y = -x + 1 contém o centro da circunferência e a intersecta no ponto (-3, 4). Os valores de m e n são, respectivamente,

Questão 48
2015Matemática

(FUVEST 2015) No triângulo retângulo ABC, ilustrado na figura, a hipotenusa AC mede 12 cm e o cateto BC mede 6 cm. Se M é o ponto médio de BC, então a tangente do ângulo MÂC é igual a:

Questão 49
2015Matemática

(Fuvest 2015) O sólido da figura é formado pela pirâmide SABCD sobre o paralelepípedo reto ABCDEFGH. Sabe-se que S pertence à reta determinada por A e E e que AE = 2cm, AD = 4cm e AB = 5cm. A medida do segmento SA que faz com que o volume do sólido seja igual a 4/3 do volume da pirâmide SEFGH é

Questão 50
2015Matemática

(Fuvest 2015) No sistema linear  nas variáveis x, y e z, a e m são constantes reais. É correto afirmar:

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