Gabarito FUVEST - Provas Anteriores

Questão 77
2011Português

(FUVEST - 2011) Texto para as questes de 77 a 79. A questo racial parece um desafio do presente, mas trata-se de algo que existe desde h muito tempo. Modifica-se ao acaso das situaes, das formas de sociabilidade e dos jogos das foras sociais, mas reitera-se continuamente, modificada, mas persistente. Esse o enigma com o qual se defrontam uns e outros, intolerantes e tolerantes, discriminados e preconceituosos, segregados e arrogantes, subordinados e dominantes, em todo o mundo. Mais do que tudo isso, a questo racial revela, de forma particularmente evidente, nuanada e estridente, como funciona a fbrica da sociedade, compreendendo identidade e alteridade, diversidade e desigualdade, cooperao e hierarquizao, dominao e alienao. Octavio Ianni. Dialtica das relaes sociais. Estudos avanados, n. 50, 2004. 77 Segundo o texto, a questo racial configura-se como enigma, porque

Questão 78
2011Português

(FUVEST - 2011) Texto para as questes de 77 a 79. A questo racial parece um desafio do presente, mas trata-se de algo que existe desde h muito tempo. Modifica-se ao acaso das situaes, das formas de sociabilidade e dos jogos das foras sociais, mas reitera-se continuamente, modificada, mas persistente. Esse o enigma com o qual se defrontam uns e outros, intolerantes e tolerantes, discriminados e preconceituosos, segregados e arrogantes, subordinados e dominantes, em todo o mundo. Mais do que tudo isso, a questo racial revela, de forma particularmente evidente, nuanada e estridente, como funciona a fbrica da sociedade, compreendendo identidade e alteridade, diversidade e desigualdade, cooperao e hierarquizao, dominao e alienao. Octavio Ianni. Dialtica das relaes sociais. Estudos avanados, n. 50, 2004. 77 As palavras do texto cujos prefixos traduzem, respectivamente, ideia de anterioridade e contiguidade so

Questão 79
2011Português

(FUVEST - 2011) Texto para as questes de 77 a 79. A questo racial parece um desafio do presente, mas trata-se de algo que existe desde h muito tempo. Modifica-se ao acaso das situaes, das formas de sociabilidade e dos jogos das foras sociais, mas reitera-se continuamente, modificada, mas persistente. Esse o enigma com o qual se defrontam uns e outros, intolerantes e tolerantes, discriminados e preconceituosos, segregados e arrogantes, subordinados e dominantes, em todo o mundo. Mais do que tudo isso, a questo racial revela, de forma particularmente evidente, nuanada e estridente, como funciona a fbrica da sociedade, compreendendo identidade e alteridade, diversidade e desigualdade, cooperao e hierarquizao, dominao e alienao. Octavio Ianni. Dialtica das relaes sociais. Estudos avanados, n. 50, 2004. 77 Conforme o texto, na questo racial, o funcionamento da sociedade d-se a ver de modo

Questão 80
2011Português

(FUVEST - 2011) J na segurana da calada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lano queima-roupa: Voc conhece alguma cidade mais feia do que So Paulo? Agora voc me pegou, retruca, rindo. H, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolvia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogot muito feiosa tambm, mas no a conheo. Bem, So Paulo, no geral, feia, mas as pessoas tm uma disposio para o trabalho aqui, uma vibrao empreendedora, que d uma feio muito particular cidade. Acordar cedo em So Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente. R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de So Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado. Os interlocutores do dilogo contido no texto compartilham o pressuposto de que

Questão 81
2011Português

(FUVEST - 2011) J na segurana da calada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lano queima-roupa: Voc conhece alguma cidade mais feia do que So Paulo? Agora voc me pegou, retruca, rindo. H, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolvia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogot muito feiosa tambm, mas no a conheo. Bem, So Paulo, no geral, feia, mas as pessoas tm uma disposio para o trabalho aqui, uma vibrao empreendedora, que d uma feio muito particular cidade. Acordar cedo em So Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente. R. Moraes e R. Linsker. Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de So Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado. No terceiro pargrafo do texto, a expresso que indica, de modo mais evidente, o distanciamento social do segundo interlocutor em relao s pessoas a que se refere

Questão 82
2011Português

(FUVEST - 2011) J na segurana da calada, e passando por um trecho em obras que atravanca nossos passos, lano queima-roupa: Voc conhece alguma cidade mais feia do que So Paulo? Agora voc me pegou, retruca, rindo. H, deixa eu ver... Lembro-me de La Paz, a capital da Bolvia, que me pareceu bem feia. Dizem que Bogot muito feiosa tambm, mas no a conheo. Bem, So Paulo, no geral, feia, mas as pessoas tm uma disposio para o trabalho aqui, uma vibrao empreendedora, que d uma feio muito particular cidade. Acordar cedo em So Paulo e ver as pessoas saindo para trabalhar algo que me toca. Acho emocionante ver a garra dessa gente. R. Moraes e R. Linsker.Estrangeiros em casa: uma caminhada pela selva urbana de So Paulo. National Geographic Brasil. Adaptado. Ao reproduzir um dilogo, o texto incorpora marcas de oralidade, tanto de ordem lxica, caso da palavra garra, quanto de ordem gramatical, como, por exemplo,

Questão 83
2011Português

(FUVEST - 2011) A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianas Mudas telepticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas clidas Mas oh no se esqueam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditria A rosa radioativa Estpida e invlida A rosa com cirrose A antirrosa atmica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, Antologia potica. Neste poema,

Questão 84
2011Português

(FUVEST - 2011) A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianas Mudas telepticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas clidas Mas oh no se esqueam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditria A rosa radioativa Estpida e invlida A rosa com cirrose A antirrosa atmica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, Antologia potica. Dentre os recursos expressivos presentes no poema, podem-se apontar a sinestesia e a aliterao, respectivamente, nos versos

Questão 85
2011Português

(FUVEST - 2011) A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianas Mudas telepticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas clidas Mas oh no se esqueam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditria A rosa radioativa Estpida e invlida A rosa com cirrose A antirrosa atmica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, Antologia potica. Os aspectos expressivo e exortativo do texto conjugam-se, de modo mais evidente, no verso:

Questão 86
2011Inglês

(FUVEST - 2011) The perils of counterfeit drugs go way beyond being ripped off by dubious online pill-pushers. The World Health Organization (WHO) estimates that 50 per cent of all medicines sold online are worthless counterfeits. In developing nations fake pills may account for as much as 30 per cent of all drugs on the market. Even in the developed world, 1 per cent of medicines bought over the counter are fakes. Some key events illustrate the risk these pose. In Nigeria, 2500 children died in 1995 after receiving fake meningitis vaccines. In Haiti, Bangladesh and Nigeria, around 400 people died in 1998 after being given paracetamol that had been prepared with diethylene glycol a solvent used in wallpaper stripper. The fakers are nothing if not market-aware: in the face of an outbreak of H5N1 bird flu in 2005, they began offering fake Tamiflu. What can be done? The WHO coordinates an umbrella body called the International Medical Products Anti-Counterfeiting Taskforce (IMPACT), an industry initiative that issues alerts when it finds anomalies in the medicine supply chain. Such events include sudden drops in wholesale prices, hinting at fakes coming onto the market, or the mimicking of anti-counterfeiting features on packaging, such as holograms or barcodes, says Nimo Ahmed, head of intelligence at the UKs Medicine and Healthcare Products Regulatory Agency. New Scientist, 10 July 2010, p. 18. Adaptado. De acordo com o texto, medicamentos falsificados, em geral,

Questão 87
2011Inglês

(FUVEST - 2011) The perils of counterfeit drugs go way beyond being ripped off by dubious online pill-pushers. The World Health Organization (WHO) estimates that 50 per cent of all medicines sold online are worthless counterfeits. In developing nations fake pills may account for as much as 30 per cent of all drugs on the market. Even in the developed world, 1 per cent of medicines bought over the counter are fakes. Some key events illustrate the risk these pose. In Nigeria, 2500 children died in 1995 after receiving fake meningitis vaccines. In Haiti, Bangladesh and Nigeria, around 400 people died in 1998 after being given paracetamol that had been prepared with diethylene glycol a solvent used in wallpaper stripper. The fakers are nothing if not market-aware: in the face of an outbreak of H5N1 bird flu in 2005, they began offering fake Tamiflu. What can be done? The WHO coordinates an umbrella body called the International Medical Products Anti-Counterfeiting Taskforce (IMPACT), an industry initiative that issues alerts when it finds anomalies in the medicine supply chain. Such events include sudden drops in wholesale prices, hinting at fakes coming onto the market, or the mimicking of anti-counterfeiting features on packaging, such as holograms or barcodes, says Nimo Ahmed, head of intelligence at the UKs Medicine and Healthcare Products Regulatory Agency. New Scientist, 10 July 2010, p. 18. Adaptado. O texto informa que os falsificadores

Questão 88
2011Inglês

(FUVEST - 2011) The perils of counterfeit drugs go way beyond being ripped off by dubious online pill-pushers. The World Health Organization (WHO) estimates that 50 per cent of all medicines sold online are worthless counterfeits. In developing nations fake pills may account for as much as 30 per cent of all drugs on the market. Even in the developed world, 1 per cent of medicines bought over the counter are fakes. Some key events illustrate the risk these pose. In Nigeria, 2500 children died in 1995 after receiving fake meningitis vaccines. In Haiti, Bangladesh and Nigeria, around 400 people died in 1998 after being given paracetamol that had been prepared with diethylene glycol a solvent used in wallpaper stripper. The fakers are nothing if not market-aware: in the face of an outbreak of H5N1 bird flu in 2005, they began offering fake Tamiflu. What can be done? The WHO coordinates an umbrella body called the International Medical Products Anti-Counterfeiting Taskforce (IMPACT), an industry initiative that issues alerts when it finds anomalies in the medicine supply chain. Such events include sudden drops in wholesale prices, hinting at fakes coming onto the market, or the mimicking of anti-counterfeiting features on packaging, such as holograms or barcodes, says Nimo Ahmed, head of intelligence at the UKs Medicine and Healthcare Products Regulatory Agency. New Scientist, 10 July 2010, p. 18. Adaptado. Segundo o texto, para conter a venda de medicamentos falsificados, a Organizao Mundial da Sade

Questão 89
2011Inglês

(FUVEST - 2011) Europes economic distress could be Chinas opportunity. In the past, the country has proved a hesitant investor in the continent, but figures show a 30 percent surge in new Chinese projects in Europe last year. And these days Europe looks ever more tempting. Bargains proliferate as the yuan strengthens and cashstrapped governments forget concerns over foreign ownership of key assets. On a recent visit to Greece, Vice Premier Zhang Dejiang sealed 14 deals, reportedly the largest Chinese investment package in Europe, covering a range of sectors from construction to telecoms. Meanwhile, Irish authorities have opened talks with Chinese promoters to develop a 240-hectare industrial park in central Ireland where Chinese manufacturers could operate inside the European Union free of quotas and costly tariffs. In time, that could bring 10,000 new jobs. Its good business, says Vanessa Rossi, an authority on China at the Royal Institute of International Affairs in London. Theres big mutual benefit here. Europe needs money; China needs markets. Newsweek, July 19, 2010, p. 6. Adaptado. 89 Segundo o texto, a China

Questão 90
2011Inglês

(FUVEST - 2011) Europes economic distress could be Chinas opportunity. In the past, the country has proved a hesitant investor in the continent, but figures show a 30 percent surge in new Chinese projects in Europe last year. And these days Europe looks ever more tempting. Bargains proliferate as the yuan strengthens and cashstrapped governments forget concerns over foreign ownership of key assets. On a recent visit to Greece, Vice Premier Zhang Dejiang sealed 14 deals, reportedly the largest Chinese investment package in Europe, covering a range of sectors from construction to telecoms. Meanwhile, Irish authorities have opened talks with Chinese promoters to develop a 240-hectare industrial park in central Ireland where Chinese manufacturers could operate inside the European Union free of quotas and costly tariffs. In time, that could bring 10,000 new jobs. Its good business, says Vanessa Rossi, an authority on China at the Royal Institute of International Affairs in London. Theres big mutual benefit here. Europe needs money; China needs markets. Newsweek, July 19, 2010, p. 6. Adaptado. 89 Afirma-se, no texto, que a Irlanda

Questão
2011FísicaPortuguês

(FUVEST - 2011) Era o que ele estudava. A estrutura, quer dizer, a estrutura ele repetia e abria as mos branqussimas ao esboar o gesto redondo. Eu ficava olhando seu gesto impreciso porque uma bolha de sabo mesmo imprecisa, nem slida nem lquida, nem realidade nem sonho. Pelcula e oco. A estrutura da bolha de sabo, compreende? No compreendia. No tinha importncia. Importante era o quintal da minha meninice com seus verdes canudos de mamoeiro, quando cortava os mais tenros que sopravam as bolas maiores, mais perfeitas. Lygia Fagundes Telles, A estrutura da bolha de sabo, 1973. A estrutura da bolha de sabo consequncia das propriedades fsicas e qumicas dos seus componentes. As cores observadas nas bolhas resultam da interferncia que ocorre entre os raios luminosos refletidos em suas superfcies interna e externa. Considere as afirmaes abaixo sobre o incio do conto de Lygia Fagundes Telles e sobre a bolha de sabo: I. O excerto recorre, logo em suas primeiras linhas, a um procedimento de coeso textual em que pronomes pessoais so utilizados antes da apresentao de seus referentes, gerando expectativa na leitura. II. Os principais fatores que permitem a existncia da bolha so a fora de tenso superficial do lquido e a presena do sabo, que reage com as impurezas da gua, formando a sua pelcula visvel. III. A tica geomtrica pode explicar o aparecimento de cores na bolha de sabo, j que esse fenmeno no consequncia da natureza ondulatria da luz. Est correto apenas o que se afirma em