Gabarito FUVEST - Provas Anteriores

Questão 77
2014Português

(FUVEST 2014) No trecho nos precipitou na misria moral inexorvel (L. 4-5), a palavra sublinhada pode ser substituda, sem prejuzo para o sentido do texto, por

Questão 78
2014Português

(FUVEST 2014)Leia o texto abaixo: A civilizao ps-moderna culminou em um progresso inegvel, que no foi percebido antecipadamente, em sua inteireza. Ao mesmo tempo, sob o mau uso da cincia, da tecnologia e da capacidade de inveno nos precipitou na misria moral inexorvel. Os que condenam a cincia, a tecnologia e a inveno criativa por essa misria ignoram os desafios que explodiram com o capitalismo monopolista de sua terceira fase. Em pginas secas premonitrias, E. Mandel1apontara tais riscos. O livre jogo do mercado (que no e nunca foi livre) rasgou o ventre das vtimas: milhes de seres humanos nos pases ricos e uma carrada maior de milhes nos pases pobres. O centro acabou fabricando a sua periferia intrnseca e apossou-se, como no sucedeu nem sob o regime colonial direto, das outras periferias externas, que abrangem quase todo o resto do mundo. 1: Ernest Ezra Mandel (1923-1995): economista e militante poltico belga. O emprego de aspas em uma dada expresso pode servir, inclusive, para indicar que ela I. foi utilizada pelo autor com algum tipo de restrio; II. pertence ao jargo de uma determinada rea do conhecimento; III. contm sentido pejorativo, no assumido pelo autor. Considere as seguintes ocorrncias de emprego de aspas presentes no texto: A. ps-moderna (L. 1); B. mau uso (L. 2); C. livre jogo do mercado (L.6); D. livre (L. 7); E. resto do mundo (L. 9). As modalidades I, II e III de uso de aspas, elencadas acima, verificam-se, respectivamente, em

Questão 78
2014Português

(FUVEST 2014) O emprego de aspas em uma dada expressão pode servir, inclusive, para indicar que ela foi utilizada pelo autor com algum tipo de restrição; pertence ao jargão de uma determinada área do conhecimento; contém sentido pejorativo, não assumido pelo autor. Considere as seguintes ocorrências de emprego de aspas presentes no texto: A-pós-moderna (L. 1); B-mau uso (L. 3); C-livre jogo do mercado (L. 10); D-livre (L. 11); E-resto do mundo (L. 16). As modalidades I, II e III de uso de aspas, elencadas acima, verificam-se, respectivamente, em

Questão 79
2014Português

(FUVEST 2014) Sobre o elemento estrutural oni, que forma as palavras do texto onipotente e onisciente, só NÃO é correto afirmar:

Questão 80
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(Fuvest 2014) O texto refere-se ao perodo em que, morando em Paris, Jacinto entusiasmava-se com o progresso tcnico e a acumulao de conhecimentos. Considerada do ponto de vista dos valores que se consolidam na parte final do romance, a forma algbrica mencionada no texto passaria a ter, como termo conclusivo, no mais Suma felicidade, mas, sim, Suma

Questão 81
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FUVEST 2014 Examine as seguintes afirmações relativas a romances brasileiros do século XIX, nos quais a escravidão aparece e, em seguida, considere os três livros citados: I. Tão impregnado mostrava-se o Brasil de escravidão, que até o movimento abolicionista pode servir, a ela, de fachada. II. De modo flagrante, mas sem julgamentos morais ou ênfase especial, indica-se a prática rotineira do tráfico transoceânico de escravos. III. De modo tão pontual quanto incisivo, expõe-se o vínculo entre escravidão e prática de tortura física A. Memórias de um sargento de milícias; B. Memórias póstumas de Brás Cubas; C. O cortiço. AsafirmaçõesI,IIeIIIrelacionam-se,demodomaisdireto, respectivamente,comosromances

Questão 82
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(FUVEST 2014) CAPÍTULO LXXI O senão do livro Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... E caem! Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair. Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas No contexto, a locução Heis de cair, na última linha do texto, exprime:

Questão 83
2014Português

(FUVEST 2014) CAPÍTULO LXXI O senão do livro Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem... E caem! Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair. Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas (FUVEST 2014) Um leitor que tivesse as mesmas inclinações que as atribuídas, pelo narrador, ao leitor das Memórias póstumas de Brás Cubas teria maior probabilidade de impacientar-se, também, com a leitura da obra

Questão 84
2014Português

(FUVEST 2014) CAPTULO LXXI O seno do livro Comeo a arrepender-me deste livro. No que ele me canse; eu no tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros captulos para esse mundo sempre tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contrao cadavrica; vcio grave, e alis nfimo, porque o maior defeito deste livro s tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narrao direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo so como os brios, guinam direita e esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaam o cu, escorregam e caem... E caem! Folhas misrrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lgrima de saudade. Esta a grande vantagem da morte, que, se no deixa boca para rir, tambm no deixa olhos para chorar... Heis de cair. Machado de Assis, Memrias pstumas de Brs Cubas Nas primeiras verses das Memrias pstumas de Brs Cubas, constava, no final do captulo LXXI, aqui reproduzido, o seguinte trecho, posteriormente suprimido pelo autor: [... Heis de cair.] Turvo o ar que respirais, amadas folhas. O sol que vos alumia, com ser de toda a gente, um sol opaco e reles, de ........................ e ........................ . As duas palavras que aparecem no final desse trecho, no lugar dos espaos pontilhados, podem servir para qualificar, de modo figurado, a mescla de tonalidades estilsticas que caracteriza o captulo e o prprio livro. Preenchem de modo mais adequado as lacunas as palavras

Questão 85
2014Português

(FUVEST 2014) Considere as seguintes comparaes entre Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Capites da areia, de Jorge Amado: I. Quanto relao desses livros com o contexto histrico em que foram produzidos, verifica-se que ambos so tributrios da radicalizao poltico-ideolgica subsequente, no Brasil, Revoluo de 1930. II. Embora os dois livros comportem uma conscincia crtica do valor da linguagem no processo de dominao social, em Vidas secas, essa conscincia relaciona-se ao emprego de um estilo conciso e at asctico, o que j no ocorre na composio de Capites da areia. III. Por diferentes que sejam essas obras, uma e outra conduzem a um final em que se anuncia a redeno social das personagens oprimidas, em um futuro mundo reconciliado, de felicidade coletiva. Est correto o que se afirma em

Questão 86
2014Português

(FUVEST-2014) Revelação do subúrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de pé, contra a vidraça do carro*, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos suficientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*)carro: vagão ferroviário para passageiros. Para a caracterização do subúrbio, o poeta lança mão, principalmente, da(o)

Questão 87
2014Português

(FUVEST - 2014) Revelao do subrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de p, contra a vidraa do carro*, vendo o subrbio passar. O subrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de no repararmos suficientemente em suas luzes que mal tm tempo de brilhar. A noite come o subrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esfora, at que vem o campo onde pela manh repontam laranjais e noite s existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*)carro: vago ferrovirio para passageiros. Considerados no contexto, dentre os mais de dez verbos no presente, empregados no poema, exprimem ideia, respectivamente, de habitualidade e continuidade

Questão 88
2014Português

(FUVEST 2014) Revelao do subrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de p, contra a vidraa do carro*, vendo o subrbio passar. O subrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de no repararmos suficientemente em suas luzes que mal tm tempo de brilhar. A noite come o subrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esfora, at que vem o campo onde pela manh repontam laranjais e noite s existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*)carro: vago ferrovirio para passageiros. Em consonncia com uma das linhas temticas principais de Sentimento do mundo, o vivo interesse que, no poema, o eu lrico manifesta pela paisagem contemplada prende-se, sobretudo, ao fato de o subrbio ser

Questão 89
2014Português

(FUVEST 2014) Revelao do subrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de p, contra a vidraa do carro*, vendo o subrbio passar. O subrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de no repararmos suficientemente em suas luzes que mal tm tempo de brilhar. A noite come o subrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esfora, at que vem o campo onde pela manh repontam laranjais e noite s existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*)carro: vago ferrovirio para passageiros. No poema de Drummond, a presena dos motivos da velocidade, da mecanizao, da eletricidade e da metrpole configura-se como

Questão 90
2014Português

(FUVEST 2014) Revelao do subrbio Quando vou para Minas, gosto de ficar de p, contra a vidraa do carro*, vendo o subrbio passar. O subrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de no repararmos suficientemente em suas luzes que mal tm tempo de brilhar. A noite come o subrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esfora, at que vem o campo onde pela manh repontam laranjais e noite s existe a tristeza do Brasil. Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo, 1940. (*)carro: vago ferrovirio para passageiros. Segundo o crtico e historiador da literatura Antonio Candido de Mello e Souza, justamente na dcada que presumivelmente corresponde ao perodo de elaborao do livro a que pertence o poema, o modo de se conceber o Brasil havia sofrido alterao marcada de perspectivas. A leitura do poema de Drummond permite concluir corretamente que, nele, o Brasil no mais era visto como pas