Gabarito FUVEST - Provas Anteriores

Questão 73
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Textos para a(s) questo(es) a seguir. Este ltimo captulo todo de negativas. No alcancei a celebridade do emplasto, no fui ministro, no fui califa, no conheci o casamento. Verdade que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de no comprar o po com o suor do meu rosto. Mais; no padeci a morte de dona Plcida, nem a semidemncia do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginar que no houve mngua nem sobra, e, conseguintemente, que sa quite com a vida. E imaginar mal; porque ao chegar a este outro lado do mistrio, achei-me com um pequeno saldo, que a derradeira negativa deste captulo de negativas: No tive filhos, no transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa misria. Machado de Assis, Memrias pstumas de Brs Cubas. No sei por que at hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu no penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro no seria infeliz. Ser obrigada a ficar toa que seria castigo para mim. Mame s vezes diz que ela at deseja que eu fique preguiosa; a minha esperteza que a amofina. Eu ento respondo: Se eu fosse preguiosa no sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmos, sem uma empregada em casa. Helena Morley, Minha vida de menina. Nos dois textos, obtm-se nfase por meio do emprego de um mesmo recurso expressivo, como se pode verificar nos seguintes trechos:

Questão 74
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Voltada para o encanto da vida livre do pequeno ncleo aberto para o campo, a jovem Helena, familiar a todas as classes sociais daquele mbito, estava colocada num invejvel ponto de observao.(...) Sem querer forar um conflito que, a bem dizer,apenas se esboa, podemos atribuir parte desta grande versatilidade psicolgica da protagonista aosecos de uma formao britnica, protestante, liberal, ressoando num ambiente de corte ibrico e catlico, mal sado do regime de trabalho escravo. Colorindo a apaixonada esfera de independncia da juventude, reveste-se de acentuado sabor sociolgico este caso da menina ruiva que, embora inteiramente identificada com o meio de gente morena que o seu, o nico que conhece e ama, no vacila em o criticar com preciso e finura notveis, se essa lucidez no traduzisse a coexistncia ntima de dois mundos culturais divergentes, que se contemplam e se julgam nointerior de um eu tornado harmonioso pelo equilbrio mesmo de suas contradies. Alexandre Eullio, Livro que nasceu clssico. In: Helena Morley, Minha vida de menina O trecho do romance Minha vida de menina que ilustra de modo mais preciso o que, para o crtico Alexandre Eullio, representa a coexistncia ntima de dois mundos culturais divergentes :

Questão 75
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Voltada para o encanto da vida livre do pequeno ncleo aberto para o campo, a jovem Helena, familiar a todas as classes sociais daquele mbito, estava colocada num invejvel ponto de observao.(...) Sem querer forar um conflito que, a bem dizer,apenas se esboa, podemos atribuir parte desta grande versatilidade psicolgica da protagonista aosecos de uma formao britnica, protestante, liberal, ressoando num ambiente de corte ibrico e catlico, mal sado do regime de trabalho escravo. Colorindo a apaixonada esfera de independncia da juventude, reveste-se de acentuado sabor sociolgico este caso da menina ruiva que, embora inteiramente identificada com o meio de gente morena que o seu, o nico que conhece e ama, no vacila em o criticar com preciso e finura notveis, se essa lucidez no traduzisse a coexistncia ntima de dois mundos culturais divergentes, que se contemplam e se julgam nointerior de um eu tornado harmonioso pelo equilbrio mesmo de suas contradies. Alexandre Eullio, Livro que nasceu clssico. In: Helena Morley, Minha vida de menina De acordo com Alexandre Eullio, a protagonista do romance Minha vida de menina

Questão 77
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) TEXTO PARA AS QUESTES 76 E 77 O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; j se no destacavam vozes dispersas, mas um s rudo compacto que enchia todo o cortio. Comeavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se* discusses e rezingas**; ouviam-se gargalhadas e pragas; j se no falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentao sangunea, naquela gula viosa de plantas rasteiras que mergulham os ps vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfao de respirar sobre a terra. Da porta da venda que dava para o cortio iam e vinham como formigas; fazendo compras. Duas janelas do Miranda abriram-se. Apareceu numa a Isaura, que se dispunha a comear a limpeza da casa. - Nh Dunga! gritou ela para baixo, a sacudir um pano de mesa; se voc tem cuscuz de milho hoje, bata na porta, ouviu? Alusio Azevedo,O cortio. * ensarilhar-se: emaranhar-se. ** rezinga: resmungo. Constitui marca do registro informal da lngua o trecho

Questão 78
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Ser que h mesmo alma em cachorro? No me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de pres. Exatamente o que todos ns desejamos. A diferena que eu quero que eles apaream antes do sono, e padre Z Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos pres. (...) Carta de Graciliano Ramos a sua esposa. (...) Uma angstia apertou-lhe o pequeno corao. Precisava vigiar as cabras: quela hora cheiros de suuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do carit onde sinha Vitria guardava o cachimbo. (...) Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de pres. E lamberia as mos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianas se espojariam com ela, rolariam com ela num ptio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de pres, gordos, enormes. Graciliano Ramos, Vidas secas As declaraes de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa

Questão 79
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) TEXTOS PARA AS QUESTES 78 E 79 (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Ser que h mesmo alma em cachorro? No me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de pres. Exatamente o que todos ns desejamos. A diferena que eu quero que eles apaream antes do sono, e padre Z Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos pres. (...) Carta de Graciliano Ramos a sua esposa. (...) Uma angstia apertou-lhe o pequeno corao. Precisava vigiar as cabras: quela hora cheiros de suuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do carit onde sinha Vitria guardava o cachimbo. (...) Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de pres. E lamberia as mos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianas se espojariam com ela, rolariam com ela num ptio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de pres, gordos, enormes. Graciliano Ramos,Vidas secas A comparao entre os fragmentos, respectivamente, da Carta e de Vidas secas, permite afirmar que

Questão 80
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Sarapalha caloro, Primo!... E que dor de cabea excomungada! um instantinho e passa... s ter pacincia.... ... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de gua, sem olhos na cara, para no terem de olhar a gente... S ela que no passa, Primo Argemiro!... E eu 5 j estou cansado de procurar, no meio das outras... No vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram pros infernos!... No foi, Primo Ribeiro. No foram pelo rio... Foi trem-de- ferro que levou... No foi no rio, eu sei... No rio ningum no anda... S a 10 maleita quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a beno... Mas, na estria... Como mesmo a estria, Primo? Como ?... O senhor bem que sabe, Primo... Tem pacincia, que no bom variar... 15 Mas, a estria, Primo!... Como ?... Conta outra vez... O senhor j sabe as palavras todas de cabea... Foi o moo-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de- domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moa pra ir se fugir com ele... 20 Espera, Primo, elas esto passando... Vo umas atrs das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu no quero, nenhuma!... Quero s ela... Lusa... Prima Lusa... Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! 25 Me ajuda a ver... No nada, Primo Ribeiro... Deixa disso! No mesmo no... Pois ento?! Conta o resto da estria!... 30 ...Ento, a moa, que no sabia que o moo-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio... Guimares Rosa, Sagarana A novela Sarapalha apresenta uma estria dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundria (a moa levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em

Questão 81
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) No texto de Sarapalha, constitui exemplo de personificao o seguinte trecho: Sarapalha caloro, Primo!... E que dor de cabea excomungada! um instantinho e passa... s ter pacincia.... ... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de gua, sem olhos na cara, 5 para no terem de olhar a gente... S ela que no passa, Primo Argemiro!... E eu j estou cansado de procurar, no meio das outras... No vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram pros infernos!... No foi, Primo Ribeiro. No foram pelo rio... Foi trem de ferro que levou... 10 No foi no rio, eu sei... No rio ningum no anda... S a maleita quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a beno... Mas, na estria... Como mesmo a estria, Primo? Como ?... O senhor bem que sabe, Primo... Tem pacincia, que no bom variar... 15 Mas, a estria, Primo!... Como ?... Conta outra vez... O senhor j sabe as palavras todas de cabea... Foi o moo-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia de domingo e com a viola enfeitada de fitas... 20 E chamou a moa pra ir se fugir com ele... Espera, Primo, elas esto passando... Vo umas atrs das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu no quero, nenhuma!... Quero s ela... Lusa... Prima Lusa... Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me 25 ajuda, Primo! Me ajuda a ver... No nada, Primo Ribeiro... Deixa disso! No mesmo no... Pois ento?! Conta o resto da estria!... 30 ...Ento, a moa, que no sabia que o moo- bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio... Guimares Rosa, Sagarana

Questão 82
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE)TEXTO PARA AS QUESTES DE 80 A 82 Sarapalha caloro, Primo!... E que dor de cabea excomungada! um instantinho e passa... s ter pacincia.... ... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de gua, sem olhos na cara, para no terem de olhar a gente... S ela que no passa, Primo Argemiro!... E eu 5 j estou cansado de procurar, no meio das outras... No vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram pros infernos!... No foi, Primo Ribeiro. No foram pelo rio... Foi trem-de- ferro que levou... No foi no rio, eu sei... No rio ningum no anda... S a 10 maleita quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a beno... Mas, na estria... Como mesmo a estria, Primo? Como ?... O senhor bem que sabe, Primo... Tem pacincia, que no bom variar... 15 Mas, a estria, Primo!... Como ?... Conta outra vez... O senhor j sabe as palavras todas de cabea... Foi o moo-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de- domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moa pra ir se fugir com ele... 20 Espera, Primo, elas esto passando... Vo umas atrs das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu no quero, nenhuma!... Quero s ela... Lusa... Prima Lusa... Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! 25 Me ajuda a ver... No nada, Primo Ribeiro... Deixa disso! No mesmo no... Pois ento?! Conta o resto da estria!... 30 ...Ento, a moa, que no sabia que o moo-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio... Guimares Rosa,Sagarana Tendo como base o trecho s a maleita quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a beno..., o termo em destaque foi empregado ironicamente por aludir ao inseto

Questão 83
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Os bens e o sangue VIII (...) filho pobre, e descoroado*, e finito inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais com a faca, o formo, o couro... tal como quisramos para tristeza nossa e consumao das eras, para o fim de tudo que foi grande! desejado, poeta de uma poesia que se furta e se expande maneira de um lago de pez** e resduos letais... s nosso fim natural e somos teu adubo, tua explicao e tua mais singela virtude... Pois carecia que um de ns nos recusasse para melhor servirnos. Face a face te contemplamos, e teu esse primeiro e mido beijo em nossa boca de barro e de sarro. Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma. * descoroado: assim como desacoroado, uma variante de uso popular da palavra desacorooado, que significa desanimado. ** pez: piche. Considere as seguintes afirmaes: I. Os familiares, que falam no poema, ironizam a condio frgil do poeta. II. O passado uma maldio da qual o poeta, como revela o ttulo do poema, no consegue se desvencilhar. III. O trecho o fim de tudo que foi grande remete runa das oligarquias, das quais Drummond tributrio. IV. A imagem de uma poesia que se furta e se expande/ maneira de um lago de pez e resduos letais... sintetiza o pessimismo dos poemas de Claro enigma. Esto corretas:

Questão 84
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Os bens e o sangue VIII (...) filho pobre, e descoroado*, e finito inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais com a faca, o formo, o couro... tal como quisramos para tristeza nossa e consumao das eras, para o fim de tudo que foi grande! desejado, poeta de uma poesia que se furta e se expande maneira de um lago de pez** e resduos letais... s nosso fim natural e somos teu adubo, tua explicao e tua mais singela virtude... Pois carecia que um de ns nos recusasse para melhor servir-nos. Face a face te contemplamos, e teu esse primeiro e mido beijo em nossa boca de barro e de sarro. Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma. * descoroado: assim como desacoroado, uma variante de uso popular da palavra desacorooado, que significa desanimado. ** pez: piche. Considere o tipo de relao estabelecida pela preposio para nos seguintes trechos do poema: I. inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais. II. tal como quisramos para tristeza nossa e consumao das eras. III. para o fim de tudo que foi grande. IV. para melhor servir-nos. A preposio para introduz uma orao com ideia de finalidade apenas em

Questão 85
2018Português

(FUVEST - 2018 - 1 FASE) Examine esta propaganda. Por ser empregado tanto na linguagem formal quanto na linguagem informal, o termo legal pode ser lido, no contexto da propaganda, respectivamente, nos seguintes sentidos:

Questão 86
2018Inglês

(Fuvest 2018) Its a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds. Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away. Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Gigure said that the fact its damaged is what makes it so important. Theres another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare. To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York. Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria. Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado Conforme o texto, o grau de importncia atribudo esttua da rainha Vitria, em Qubec, reside no fato de a escultura

Questão 87
2018Inglês

(FUVEST - 2018) Its a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds. Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away. Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Gigure said that the fact its damaged is what makes it so important. Theres another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare. To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York. Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria. Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado No texto, a figura da rainha Vitria associada ao conceito de

Questão 88
2018Inglês

(Fuvest 2018) Its a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds. Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away. Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that the fact its damaged is what makes it so important. Theres another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare. To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York. Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria. Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado No texto, a referência ao número de estátuas expostas em espaços públicos na Grã-Bretanha indica